quinta-feira, 14 de maio de 2026

 Varejo da Fronteira Oeste precisa inovar para se manter competitivo, diz Sindilojas

Presidente do Sindilojas de Livramento, Sérgio Oliveira citou concorrência com free shops do lado uruguaio e plataformas digitais

Presidente do Sindilojas de Livramento, Sérgio Oliveira citou concorrência com free shops do lado uruguaio e plataformas digitais

Dani Barcellos/Especial/JC

Gabrieli Silva
Gabrieli SilvaRepórterO Mapa Econômico do Rio Grande do Sul reuniu lideranças regionais para discutir os rumos do desenvolvimento da Região Fronteira Oeste. Durante painel realizado no Sest/Senat em Santana do Livramento, nesta terça-feira 12 de maio, o presidente do Sindilojas de Santana do Livramento, Sérgio Oliveira, destacou a região reúne oportunidades relevantes para avançar. São diversos vetores econômicos que concorrem para estimular o varejo, como usinas eólicas e o agronegócio.
Entretanto, o comércio enfrenta dificuldades para transformar seu potencial em crescimento econômico sustentável. Segundo Oliveira, um dos principais problemas está na forma como o território enxerga a si mesmo. "Nós damos mais importância aos desafios do que às oportunidades. Mas, se bem trabalhadas, as oportunidades sobrepõem os fatores negativos", avalia.

A produção agropecuária aparece como diferencial da região, especialmente pelo avanço em genética e processos, o que pode ampliar a competitividade e abrir novos mercados.
No entanto, o varejo vive transformações na região, como a instalação de free shops no lado brasileiro. A concorrência com free shops do lado uruguaio, entretanto, ainda é desafiadora. Produtos como ar-condicionado, por exemplo, deixaram de ser vendidos em Livramento devido à diferença de preços, que pode chegar a R$ 1 mil em relação a Rivera, no lado uruguaio.
Outro fator de pressão é o crescimento do comércio eletrônico. O volume de entregas diárias na cidade, impulsionado por grandes plataformas digitais internacionais, representa uma saída significativa de recursos da economia local. "Ou nós nos adaptamos e inovamos dentro do nosso próprio negócio, ou a reversão vai ser difícil."

Diante desse cenário, o presidente do Sindilojas de Livramento defende a inovação como condição de sobrevivência. Para ele, o varejo precisa investir em tecnologia e na qualificação da experiência do consumidor, desde o primeiro contato no digital até o pós-venda. "A experiência começa no WhatsApp, no Instagram, na vitrine, mas se consolida quando o cliente chega em casa satisfeito."

O painelista ressalta o poder da Inteligência Artificial como ferramenta que pode aumentar a produtividade e melhorar o atendimento, contrariando a percepção de que representa apenas riscos a postos de trabalho. Oliveira também enfatiza que o enfrentamento desses desafios depende de uma mudança de postura.
"Se não fizermos a nossa parte, vamos apenas assistir as oportunidades passarem." Para o representante do Sindilojas na região, o desenvolvimento da Fronteira Sul passa por inovação, adaptação e maior protagonismo local diante das transformações econômicas em curso.

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