Neste ano, a instituição desembolsa R$ 230 milhões em investimentos, depois de outros R$ 220 milhões em 2025. Segundo Parrini, nos últimos quatro anos, foram aproximadamente R$ 1 bilhão desembolsados em melhorias nas instalações do hospital, que completa 100 anos em 2027, e na estruturação da sua área de ensino entre as principais do Rio Grande do Sul.
No Campus II, que demandou R$ 8,3 milhões na aquisição de um prédio que já servia à área da saúde, na Rua General Neto, a prioridade será dada aos cursos técnicos e à pós-graduação. Dessa forma, as instalações do campus principal, junto ao Shopping Total, ficarão mais dedicadas à Medicina e outras áreas de graduação.
"Entre os nossos objetivos no Campus II está garantir 100% dos nossos técnicos e auxiliares em enfermagem no Hospital Moinhos de Vento e no Hospital da Restinga provenientes de nossa escola. Hoje, temos dez turmas, e todos os alunos são absorvidos, mas não garantem a totalidade da nossa demanda. Com o novo campus, devemos chegar a 25 turmas", explica.
O início das atividades no novo campus é previsto para este segundo semestre, com capacidade para 792 estudantes distribuídos em três turnos entre oito salas de aula equipadas, biblioteca e espaços de estudo, dois laboratórios de práticas básicas e especializadas, serviço-escola para vivências práticas, além de salas de treinamento, apoio acadêmico e áreas de convivência estudantil que estimulam a integração entre alunos e professores. Há potencial, inclusive, para oferecer serviços à comunidade na própria unidade de ensino.
De acordo com Parrini, a faculdade já entregou ao mercado de trabalho mais de três mil ex-alunos. Atualmente, a Faculdade Moinhos de Vento reúne 1.670 alunos ativos, distribuídos em um portfólio de mais de 80 cursos em diferentes níveis. A instituição oferece formação técnica, graduação em Medicina, Psicologia, Enfermagem, Biomedicina e Gestão Hospitalar, pós-graduação, programas de residência médica, fellowship e cursos de extensão, contemplando diferentes etapas da formação e do aperfeiçoamento profissional.

Neste ano, a instituição desembolsa R$ 230 milhões em investimentosHOSPITAL MOINHOS DE VENTO/DIVULGAÇÃO/JC
Terceiro campus é projetado
"Fomos pioneiros, ainda em 1924, na formação em Enfermagem, por exemplo. É uma tradição da nossa instituição integrar o ensino e o serviço de qualidade à comunidade. Hoje, temos 22 programas de residência médica, com 130 residentes. Os cinco melhores ganham a oportunidade de um período de experiência em instituições parceiras nos Estados Unidos. No Campus II, teremos uma atenção especial às instalações ao mestrado e doutorado. Faz parte da evolução que estamos concretizando", aponta o executivo.
No horizonte próximo do Moinhos de Vento está receber o reconhecimento do MEC como um Centro Universitário dedicado à saúde. Para isso, são necessários pelo menos três campi. E o terceiro já está projetado para ser erguido na chamada área do bosque, dentro do terreno do próprio Hospital Moinhos de Vento. São previstos R$ 300 milhões em investimentos, ainda em fase de viabilização, em uma estrutura que garantirá espaço para educação, pesquisa e ampliação de leitos hospitalares. O plano, de acordo com Mohamed Parrini, é conseguir iniciar as obras no início de 2028.
Mais tecnologia e conforto
Conforme o World's Best Hospitals 2026, o Moinhos de Vento já é considerado o melhor do Sul do Brasil e o quarto em todo o País. No mundo, o Moinhos de Vento é classificado pelo ranking como o 111º lugar.
"Temos esse objetivo de nos tornarmos o melhor do Brasil, mas somos uma instituição quase centenária. Então, hoje temos quartos que parecem da Nasa e outros que parecem um retorno a 1950. Nosso investimento é para garantirmos uma experiência cada vez melhor ao paciente em todas as etapas do seu tratamento dentro da instituição", comenta o CEO.
Depois de, em 2025, entregar o Hospital do Coração, neste ano, um dos principais focos do investimento do Moinhos é dedicado ao andar responsável pelo atendimento em cardiologia, entre laboratórios de diagnóstico, com aquisição de equipamentos que servirão de apoio à estrutura do Hospital do Coração, e ampliação de consultórios médicos.
"É toda uma estrutura de bem-estar ao paciente, voltada especialmente à garantia de diagnóstico e medicina preventiva que, inclusive, evite boa parte dos atendimentos que hoje chegam ao Hospital do Coração", detalha Parrini.
No pacote de R$ 230 milhões há a previsão de aquisição de uma nova geração de tecnologias, a ser anunciada em breve. Mohamed Parrini antecipa apenas que se tratam de equipamentos relacionados aos tratamentos e diagnósticos de próstata, neurologia e Alzheimer.
"É algo que vai revolucionar a medicina aqui no sul do Brasil", resume. Os equipamentos são importados de Israel, França e China.
FICHA TÉCNICA
Investimento: R$ 230 milhões
Estágio: Em execução
Empresa: Hospital Moinhos de Vento
Cidade: Porto Alegre
Área: Varejo/Serviços
Investimento em 2025: R$ 220 milhões