quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

 HSBC lucra mais que o previsto

ECO HSBC 060147-01-02
(FILES) In this file photo taken on July 31, 2018, the HSBC UK headquarters is seen at the Canary Wharf financial district of London on July 31, 2018. - HSBC has agreed to pay $765 million to resolve allegations it passed on toxic mortgage securities to investors prior to the global financial crisis, federal prosecutors announced October 9, 2018. Between 2005 and 2007, HSBC staff knowingly packaged low-grade loan pools with high rates of default into mortgage-backed securities, despite warnings from its internal risk management team and outside reviewers, according to the US Attorney's Office in Colorado. (Photo by Tolga Akmen / AFP)

ECO HSBC 060147-01-02 (FILES) In this file photo taken on July 31, 2018, the HSBC UK headquarters is seen at the Canary Wharf financial district of London on July 31, 2018. - HSBC has agreed to pay $765 million to resolve allegations it passed on toxic mortgage securities to investors prior to the global financial crisis, federal prosecutors announced October 9, 2018. Between 2005 and 2007, HSBC staff knowingly packaged low-grade loan pools with high rates of default into mortgage-backed securities, despite warnings from its internal risk management team and outside reviewers, according to the US Attorney's Office in Colorado. (Photo by Tolga Akmen / AFP)

TOLGA AKMEN/AFP/JC

Agências
O HSBC teve lucro líquido de US$ 4,72 bilhões no quarto trimestre de 2025, múltiplas vezes maior do que o ganho de US$ 197 milhões de igual período do ano anterior, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira, 25. O resultado do banco britânico superou a previsão de US$ 3,98 bilhões de analistas compilados pela Visible Alpha.
O lucro antes de impostos, medida de rentabilidade preferida do HSBC, saltou quase 200% na mesma comparação, a US$ 6,8 bilhões. Já a receita com juros - a diferença entre o que os bancos ganham com empréstimos e o que pagam aos clientes por depósitos - avançou 12,4%, a US$ 9,2 bilhões.
O HSBC, que tem sede em Londres, mas foca o mercado asiático, também elevou sua meta de retorno sobre o capital tangível (RoTE, na sigla em inglês) para 17% ou mais nos próximos três anos, acima do objetivo na casa dos dez por cento médios que havia fixado anteriormente para o período até 2027.

Giovani Prass é o empreendedor à frente do negócio, que abriu uma unidade em frente ao edifício Copan

Gustavo Marchant
Estagiário do GeraçãoE

Negócios

Com faturamento de R$ 23 milhões, rede de pastéis de Sapiranga abre unidade em São Paulo

Mirando a expansão nacional, a Hora do Pastel aposta em modelo padronizado de franquias para alcançar 100 lojas até 2028

Demitido por cometer um erro de português quando tinha apenas 18 anos, um “colono” do interior de Bom Princípio, como se autodefine Giovani Prass, transformou um investimento inicial de apenas R$ 4 mil em uma rede de franquias que faturou quase R$ 23 milhões em 2025. Hoje, o empreendedor comanda a Hora do Pastel, negócio que vende cerca de 8 mil unidades por dia e tem a meta ambiciosa de chegar a 100 lojas até 2028.
A rede de fast food de pastéis nasceu em 2018, no segundo piso de uma casa em Sapiranga, onde ele mesmo fritava os alimentos. No entanto, a semente da Hora do Pastel vem um pouco antes, e por incrível que pareça, surgiu devido a um grande revés na vida de Giovani. Também na gastronomia, ele possuía um negócio que não foi adiante por questões na sociedade. “Deu certo por um ano e pouco, depois vendemos. Porém a pessoa não tocou direito e, como ainda estava no meu nome, eu tive que pegar de volta. Deu uma baita confusão, acabei fechando, me endividei e precisei recomeçar. No meio do caminho, percebi que a alimentação era um mercado muito bom, mas queria focar em um nicho”, lembra o empreendedor. Nesse processo de reconstrução financeira, que durou dos 22 aos 25 anos, ele trabalhou como consultor ajudando a recuperar outros restaurantes. Foi aí que ele teve o seu maior aprendizado: a falha do setor de alimentação era a falta de processos e de padrão.

Esse conhecimento faz Giovani frisar que ele não é um "pasteleiro que virou empresário". Ele não criou uma pastelaria que deu certo por acaso e virou negócio. Foi o oposto: ele pegou um modelo de negócio estruturado — com DRE, fluxo de caixa e controle de estoque — e usou o pastel como produto a ser vendido.
Na pesquisa para chegar ao pastel, houve um olhar atento para mapear as tendências do mercado no Vale do Sinos, embora a nostalgia também tenha sido relevante. “Na época, olhava hambúrguer, açaí e pizza também. Mas sempre gostei de pastel. Lembro da infância, quando jogava futebol, e a gente trocava por uma Pepsi e um pastel para disputar o campeonato. Era assim o pagamento. Por isso, ele me remete a essa lembrança”, recorda o empreendedor.

O seu norte principal, contudo, foi a demanda pelo alimento, muito popular na região, seguido de uma análise sobre o perfil dos outros negócios. “Pastel você encontra em cada esquina, mas, principalmente aqui no Vale dos Sinos, não havia um conceito como o nosso. Ou era gourmet demais, com pastelarias premium, ou simples demais, como pastel de rodoviária ou de feira. Não existia um meio-termo, e quase não havia foco em delivery”, observa.

Em 2019, Giovani montou uma indústria de insumos que chegou a faturar até R$ 600 mil mensais. Porém, com a pandemia, os clientes comerciais fecharam as portas. "Tenho mais de R$ 1 milhão em mercadoria na rua que eu não consigo cobrar", revela o empresário. 

O prejuízo forçou o encerramento da distribuidora, circunstância que Giovani enxerga com bons olhos nos dias de hoje, pois acabou sendo a chave para a expansão nacional da franquia. "Se não tivesse feito esse fechamento, a Hora do Pastel não ia conseguir crescer como ela cresceu, porque, através desta indústria, eu estava limitado a ter lojas muito perto por causa da logística dos insumos", avalia. Sem a fábrica, a empresa precisou inovar. "A gente desenvolveu a tecnologia que temos hoje, que manda o tempero e o mix pronto pras lojas. Hoje, a gente pode abrir loja em qualquer lugar no Brasil", comemora o fundador.

Expansão com foco nacional

Conforme Giovani, a Hora do Pastel possui 20 lojas “faturando” atualmente, embora o número de unidades já engatilhadas seja maior, com negócios assinados que possuem previsão de abertura garantida até 2027. Esse tempo, segundo o empreendedor, deve-se ao período de validação necessário para adquirir mais lojas. “Tem mais lojas que já estão em contrato, algumas em fase de escolha de ponto e outras com contrato assinado para abertura. O franqueado não pode abrir várias ao mesmo tempo. Primeiro ele inaugura uma, opera por seis meses, valida a unidade e, depois, pode abrir a segunda, e assim por diante”, explica.

De acordo com o empreendedor, o sucesso de uma franquia é estabelecido a partir dos processos ensinados pela matriz, sem tentar reinventar a roda. “O conceito de franquia foi desenhado para copiar e colar, porque assim você consegue ganhar dinheiro. Você pega algo que já está pronto, replica na sua cidade, fica responsável pela operação local e contribui para o crescimento da marca como um todo”, aponta Giovani, que não recusa novas ideias. A Hora do Pastel possui um comitê que recebe sugestões de melhorias a partir das experiências dos franqueados.
O pensamento atual da franquia é focado na expansão para a Região Central de São Paulo, onde recentemente abriram uma grande loja em frente ao edifício Copan, ponto icônico da capital paulita projetado por Oscar Niemeyer. A estratégia é utilizar o estado como um dos seus "extremos" territoriais de referência, tendo São Paulo e o Rio Grande do Sul como eixos operacionais. "A meta é ir descendo a partir de São Paulo e subindo a partir do Rio Grande do Sul, abrangendo Paraná e Santa Catarina", esclarece.

Modelos de franquia

Existem três modalidades de franquia, delimitadas por número de habitantes e montante investido. A unidade pocket é a grande aposta para expandir cada vez mais a marca. Num formato enxuto, montado em 20m², o foco é exclusivamente em delivery e retirada no local, com investimento inicial entre R$ 80 mil e R$ 120 mil. Esse modelo funciona, desde 2026, de forma 100% autônoma, operando com totens de autoatendimento. Giovani destaca que esse formato é o que melhor se encaixa no cenário brasileiro, e a expectativa é de que, no futuro, a cada 40 novas lojas inauguradas, 39 sejam no formato Pocket. Além dela, tem a Standard, modelo intermediário da rede, com um valor médio entre R$ 150 mil e R$ 170 mil. Também há o modelo Premium, versão mais completa e robusta oferecida pela Hora do Pastel. Por conta dos seus atributos, ela exige um investimento inicial maior, na faixa dos R$ 200 mil ou mais.

O cardápio da Hora do Pastel conta com mais de 80 sabores e 300 combinações. O carro-chefe são os pastéis salgados e doces, saindo por R$ 23,90 e R$ 20,90, respectivamente. Além destes, existem rodízios de seis e 12 pastéis, reduzindo o preço dos salgados, de forma que cada um custe R$ 9,90, mesmo preço das porções de batata frita encontradas no cardápio.

Número de mortos por temporais na zona da mata, em MG, sobe para 36

Cidade de Juiz de Fora foi a mais afetada pelas chuvas e está em estado de calamidade pública

Cidade de Juiz de Fora foi a mais afetada pelas chuvas e está em estado de calamidade pública

Governo MG/Divulgação/JC

Agências
O número de mortos nas cidades atingidas por temporais na zona da mata, em Minas Gerais, subiu para 36 na manhã desta quarta-feira (25). No total são 30 óbitos em Juiz de Fora e outros seis em Ubá. No total há ainda 33 desaparecidos, 31 dos quais na primeira e dois na segunda cidade.
O Corpo de Bombeiros continua as buscas e atua em nove frentes de trabalho. Cinco corpos foram encontrados na madrugada desta quarta, aponta balanço divulgado durante a manhã. No total, ainda de acordo com a corporação, 208 pessoas foram resgatadas vivas na zona da mata.
cidade de Juiz de Fora foi a mais afetada pelas chuvas e está em estado de calamidade pública desde a madrugada de terça-feira (24). A prefeitura disse na manhã de terça, horas após os temporais, que a cidade havia amanhecido com "cicatrizes".
Várias ruas do município inundaram ou tiveram a passagem interrompida por árvores que caíram e precisaram ser fechadas. Moradores relataram à Folha que tiveram pouco tempo para sair de casa antes da tragédia. No Parque Jardim Burnier, onde cerca de 12 casas foram destruídas com a força do deslizamento de terra. O bairro foi o mais afetado da cidade.
Eles também afirmaram que sentiram o chão trepidar na tarde de domingo (22), cerca de 24 horas antes do episódio. A primeira noite em Juiz de Fora após as chuvas foi de boa parte do comércio de bares, restaurantes ou shoppings fechado mesmo em áreas que não foram atingidas por enchentes ou deslizamentos. Nesses locais, a noite e madrugada foram de vigília na busca por desaparecidos e possíveis soterrados.
Para esta quarta estão previstos novos temporais na faixa centro sul do estado, principalmente, na região de Juiz de Fora, uma das cidades mais afetadas pelas chuvas da noite de segunda (23). Minas Gerais acumula tragédias provocadas por chuvas intensas que deixaram dezenas de mortos e milhares de desabrigados. Em 2020, por exemplo, ao menos 53 pessoas morreram em território mineiro após uma chuva registrada em 24 de janeiro daquele ano.

 Rua no bairro Floresta, em Porto Alegre, é entregue com qualificação urbana

Obras no primeiro trecho da via foram executadas pela ABF em área próxima ao 4D Complex House

Obras no primeiro trecho da via foram executadas pela ABF em área próxima ao 4D Complex House

FABIOLA CORREA/JC

Bruna Suptitz
Bruna SuptitzDois atos públicos na manhã desta quarta-feira, 25 de fevereiro, terão como palco a rua Almirante Tamandaré, perto da esquina com a rua Voluntários da Pátria, em Porto Alegre. Um será a oficialização, por parte da prefeitura, do decreto que regulamenta a Lei Complementar nº 960/2022, chamada na época de “Plano Diretor do 4º Distrito”, e institui o Escritório de Gestão e Monitoramento – ou Escritório +4D.
O outro ato será a entrega da qualificação urbana de um trecho da própria Almirante Tamandaré, com obras feitas pela ABF Developments como uma das contrapartidas do empreendimento 4D Complex House. A atividade está marcada para iniciar às 9h e será mantida mesmo em caso de chuva.
Chamada de Boulevard pelo empreendedor, a intervenção busca unir a região do 4º Distrito – neste ponto fica o bairro Floresta – com uma parte um pouco mais alta da cidade. A entrega de hoje também marcará a largada para a execução das fases seguintes do projeto, que estenderá as melhorias da Almirante Tamandaré até o encontro com a rua Félix da Cunha, no bairro Moinhos de Vento, totalizando 1,9 quilômetros de extensão. A prefeitura dará continuidade ao trabalho.
Com 17 andares e preservação da fachada e parte da estrutura interna da antiga Fábrica de Vidros Sul-Brasileira, o projeto arquitetônico 4D Complex House ganhou o prêmio Top de Marketing ADVB-RS 2022 na categoria construção civil. A ABF, que aposta em regiões como o 4º Distrito e o Centro Histórico, deu início ao empreendimento em 2021, antes da aprovação do projeto de incentivos urbanísticos e fiscais da prefeitura. Uma nova fase do empreendimento, com mais altura aprovada após a mudança na legislação, deve iniciar em breve.
A aposta, no entanto, não é comum a outros empresários do setor, que direcionam seus investimentos para áreas mais consolidadas em termos de infraestrutura pública e serviços. Este foi o argumento utilizado pela prefeitura para, em 2022, criar uma lei específica para a região.
A partir de agora, com a criação do Escritório +4D, a administração municipal propõe otimizar a articulação entre secretarias e órgãos municipais para atuarem de forma integrada na elaboração e na implementação de projetos para impulsionar o desenvolvimento urbano, econômico, social e sustentável da região, que abrange os bairros Floresta, São Geraldo, Navegantes, Humaitá e Farrapos.
O ato de hoje contará com a presença do prefeito Sebastião Melo e do secretário de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade, Germano Bremm – pasta à qual a nova estrutura será vinculada. Também está confirmada a presença de Eduardo Fonseca, CEO da ABF Developments.