quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

OAB e Polícia Civil lançam campanha para reforçar combate ao Golpe do Falso Advogado

Comandaram a apresentação o presidente da OAB/RS, Leonardo Lamachia, e o chefe de Polícia do estado do Rio Grande do Sul, Heraldo Chaves Guerreiro

Comandaram a apresentação o presidente da OAB/RS, Leonardo Lamachia, e o chefe de Polícia do estado do Rio Grande do Sul, Heraldo Chaves Guerreiro

Tânia Meinerz/JC
Cássio Fonseca
Cássio FonsecaCom um tom de preocupação por mais uma vertente dos golpes digitais, ainda que esta não seja uma novidade, a Ordem dos Advogados do Brasil do Rio Grande do Sul (OAB/RS) e a Polícia Civil do RS lançaram, na manhã desta quinta-feira (26), a campanha “A melhor proteção é a informação”, em combate ao Golpe do Falso Advogado. O mote é conscientizar a população com estratégias de prevenção e checagem da identidade dos supostos profissionais do Direito que entram em contato.
Comandaram a apresentação o presidente da OAB/RS, Leonardo Lamachia, e o chefe de Polícia do estado do Rio Grande do Sul, Heraldo Chaves Guerreiro. O primeiro explica que os golpes atingem não só a advocacia e a sociedade, como o próprio sistema de Justiça, por meio de apropriação do nome dos principais poderes.
Lamachia reforça que a entidade estadual está, desde 2023, no combate à fraude. No entanto, diz que o poder Judiciário e, principalmente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), devem ser mais colaborativos. “A grande maioria dos golpes se vale de informações públicas. Já passou da hora do CNJ entrar nessa luta.”
Também aponta que operadoras telefônicas têm sua clara parcela de responsabilidade e que processaram a Meta pedindo R$ 10 milhões em danos morais coletivos e investimentos em tecnologias que ajudem a inibir esses processos no âmbito digital.
O intuito, por fim, é que a população não deposite qualquer quantia sem ter contato com seu advogado de confiança. “Teremos palestras em Porto Alegre e em todas as nossas 107 subseções do Estado com advogados e agentes da Polícia Civil para fazer uma espécie de letramento digital”, destaca o presidente, sobre o que será feito na prática com o anúncio desta manhã.
Como exemplo, Lamachia fala sobre uma nova faceta das enganações. Criminosos, além da mensagem se passando por um advogado, também passaram a enviar um link para uma audiência fictícia que, por IA, há a figura de um juiz que inicia a dinâmica para chegar à conclusão que o cidadão tem um valor a receber de uma ação que estava tramitando na Justiça. As falsas autoridades, então, afirmam que é preciso um depósito inicial para receber a quantia. Feito o Pix ou o pagamento por boleto, está feito o estrago.
Guerreiro diz que o combate aos estelionatários não é suficiente e que a informação às pessoas é determinante. Ainda assim, ressalta as ferramentas para identificar os autores e mentores desse tipo de crime, mesmo que eles estejam atrás de uma tela.
Mesmo assim, esse é um golpe que cresce porque está dando certo. Os criminosos migram para onde encontram mais facilidade para enganar as pessoas, assim como ocorreu com o “golpe dos nudes” há alguns anos, quando também decolou.

ECB Group assume gestão dos aeroportos de Passo Fundo e Santo Ângelo em 60 dias

Empresário Erasmo Carlos Battistella destaca que os investimentos passam dos R$ 100 milhões

Empresário Erasmo Carlos Battistella destaca que os investimentos passam dos R$ 100 milhões

Play Studio Criativo/Divulgação/JC


Cláudio Isaías
Cláudio IsaíasRepórterEm 60 dias, o ECB Group, vencedor do leilão para administrar os aeroportos Lauro Kortz, em Passo Fundo, e Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, deverá assumir a gestão das operações. "Em Passo Fundo e Santo Ângelo queremos trabalhar com a aviação executivaoje não recebe a atenção devida. E também, se for possível, no futuro, transformar um dos aeroportos em aeroporto de carga", revelou Erasmo Carlos Battistella, presidente do Grupo ECB.
O empresário destaca que os investimentos passam dos R$ 100 milhões, e que as obras serão realizadas no prazo de três anos. "Nosso objetivo principal é dar atenção total à aviação executiva e mais adiante ao transporte de cargas", comentou.
Parceria Público-Privada (PPP) firmada com o governo do Estado no dia 13 de fevereiro, prevê cerca de R$ 102 milhões em investimentos ao longo de 30 anos.
O processo é para operação, manutenção e expansão dos aeroportos, com investimento de R$ 66,24 milhões em Santo Ângelo e R$ 35,99 milhões em Passo Fundo. A demanda de passageiros prevista é de 630 mil pessoas por ano.
"Com esse investimento, estamos criando condições para conectar regiões estratégicas do Rio Grande do Sul aos principais centros econômicos do Brasil", destaca. O ECB Group foi vencedor do leilão realizado em setembro do ano passado e vai administrar os dois terminais gaúchos pelo período de 30 anos. 
De acordo com Battistella, os complexos das duas cidades necessitam de aportes para qualificar suas estruturas e operações. No caso do aeroporto de Santo Ângelo, as obras previstas deverão incluir o aumento da área do terminal de passageiros e a construção do novo pátio de aeronaves, entre outras melhorias.
Já em relação ao aeroporto de Passo Fundo, estão previstas remodelagem e ampliação da área do terminal de passageiros, a ampliação do parque de abastecimentos de aeronaves e a expansão das áreas de apoio às companhias aéreas.
Conforme Battistella, Passo Fundo e Santo Ângelo já são referências no agronegócio, na saúde e no turismo. "As duas cidades têm grande expectativa no que faremos. Queremos ter dois aeroportos modernos e que contribuam para o desenvolvimento dos municípios e de todo o Rio Grande do Sul" , acrescentou.
Atualmente, os dois terminais operam principalmente voos regionais e conexões com hubs nacionais. Em Passo Fundo, o movimento é fortemente associado à aviação corporativa, médica e de serviços, enquanto Santo Ângelo concentra fluxo ligado ao turismo regional e deslocamentos de negócios. Limitações de infraestrutura e escala operacional têm sido apontadas como fatores que restringem a expansão de rotas e frequências.
Passo Fundo possui uma população de mais de 215 mil habitantes e Santo Ângelo conta com mais de 76 mil moradores.
Ao combinar inovação e desenvolvimento regional, em Passo Fundo, o Grupo ECB responde por mais de 35% do PIB do município. Segundo Battistella, as duas cidades terão aeroportos modernos que vão permitir que talentos e investimentos sejam retidos e atraídos para Passo Fundo e Santo Ângelo.
"Com os investimentos, vamos atrair mais passageiros e empresas para as regiões", acrescenta o empresário.
Toda a operação terrestre dos aeroportos será abastecida com o Be8 BeVant - novo biocombustível capaz de substituir 100% o diesel fóssil.
 

 Terminal POA 26 é arrematado pelo consórcio Portos do Sul

Área portuária situada na capital gaúcha possui cerca de 22 mil metros quadrados

Área portuária situada na capital gaúcha possui cerca de 22 mil metros quadrados

Divulgação Portos RS/JC
Jefferson Klein
Jefferson KleinRepórterNo começo da tarde desta quinta-feira (26) foi promovido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), na B3, em São Paulo, o primeiro bloco de leilões portuários de 2026 contemplando terminais espalhados pelo Brasil, entre os quais o POA 26, situado no Cais Navegantes, na capital gaúcha. O espaço foi arrematado pelo Consórcio Portos do Sul, formado pelas empresas Soluções Inteligentes Operadores Portuários e pela Simetria Transportes e Armazéns Gerais.
O consórcio, que foi o único interessado no terminal, apresentou uma proposta de outorga de R$ 10 mil. No entanto, conforme dados da Antaq, em contrapartida, o vencedor também terá que fazer aportes de aproximadamente R$ 21 milhões na infraestrutura do complexo pelo seu arrendamento. O POA 26 é focado na movimentação e armazenagem de granéis sólidos e voltado, principalmente, para grãos e fertilizantes. O prazo de concessão estipulado pelo certame foi de dez anos. A área, com aproximadamente 22 mil metros quadrados, fica situada no Cais Navegantes, perto da ponte do Guaíba.
Já havia a expectativa de que o terminal participasse de leilões realizados anteriormente, no entanto acabou saindo das disputas por não ter havido interessados nas ocasiões. Um fator que impactou a atratividade do espaço em concorrências recentes foi o reflexo que a enchente de 2024 no Rio Grande do Sul acarretou nas hidrovias gaúchas e, particularmente, no porto da Capital.