quinta-feira, 13 de agosto de 2026

 Jornal do Comércio investe em sede no Tecnopuc e transformação digital

Diretor-presidente do Jornal do Comércio, Giovanni Jarros Tumelero destaca transformação e inovação

Diretor-presidente do Jornal do Comércio, Giovanni Jarros Tumelero destaca transformação e inovação

TÂNIA MEINERZ/JC

Ana Stobbe
Ana StobbeRepórter
O Jornal do Comércio está investindo para acompanhar as transformações no jornalismo. Enquanto as tecnologias avançam, incluindo as relacionadas à Inteligência Artificial, a empresa optou por reposicionar sua estrutura física, inaugurando uma nova sede junto ao Parque Tecnológico da Pucrs (Tecnopuc), em junho deste ano.
Com isso, a redação e os setores administrativos passaram a estar próximos de diversas empresas de tecnologia, ao integrar um dos principais ambientes de inovação do Rio Grande do Sul. O movimento de mudança começou a ser definido há cerca de dois anos, quando a direção da empresa decidiu que precisava modernizar a estrutura para essa nova etapa.
O JC estava operando há mais de 60 anos na avenida João Pessoa, onde se instalou em 1968. "O ambiente é fundamental para a realização do nosso trabalho. A mudança para a nova sede foi consequência de um processo de transformação e modernização que a empresa já vinha conduzindo. Procurávamos um ambiente que nos aproximasse de grandes empresas, da inovação e também do meio acadêmico. O Tecnopuc reuniu essas características e se encaixou perfeitamente no momento que o Jornal do Comércio está vivendo", explica o diretor-presidente do Jornal do Comércio, Giovanni Jarros Tumelero.
A operação do jornal está, desde junho, no 4º andar do principal prédio do Tecnopuc, em uma área de 500 metros quadrados. A maior parte é composta por um ambiente compartilhado, que favorece a integração. Além disso, o espaço conta com mais de 10 salas para áreas setoriais e reuniões. A reforma do espaço envolveu materiais modernos e buscou trazer os conceitos de transparência e inovação, com ambientes abertos.
Área com 500 metros quadrados no 4º andar do prédio 99 do Tecnopuc tem espaços de diversos setores do JC integrados | Fernanda Bigio Davoglio/Especial/ JC
Área com 500 metros quadrados no 4º andar do prédio 99 do Tecnopuc tem espaços de diversos setores do JC integradosFernanda Bigio Davoglio/Especial/ JC
A empresa informa que realizou investimentos relevantes tanto na estrutura física quanto em softwares. "Construímos um ambiente aberto para ter essa clareza, porque um dos principais valores da empresa é a transparência. Aqui todo mundo está em diálogo. Temos equipamentos de última geração, com alto padrão de qualidade. Fizemos tudo do zero, do teto até o chão", acrescenta Tumelero.
A proximidade com empresas de tecnologia e centros de inovação se conecta a essa realidade. Afinal, isso possibilita acelerar a incorporação de novas ferramentas, especialmente de inteligência artificial. "A forma de fazer jornalismo está mudando. Estamos incorporando ferramentas de IA na nossa empresa para potencializar o trabalho do jornalista. Estando mais próximos do ambiente de tecnologia, com certeza vamos ter mais facilidade e desenvolver um trabalho ainda mais focado na nova forma de consumo de conteúdos", avalia o presidente do JC.
Por outro lado, Tumelero acredita que, justamente no momento em que a tecnologia avança, o papel do jornalista e da imprensa se torna mais relevante. "É certamente um dos momentos mais impactantes da história do jornalismo. Estamos mudando a forma de trabalhar e de entregar os conteúdos. Mas sempre preservando a nossa essência e os nossos valores que nos trouxeram até aqui. Nunca houve tantas informações disponíveis e, em meio a tantas notícias falsas, os leitores estão se tornando cada vez mais criteriosos e buscando conteúdos de fontes confiáveis. Vejo que é o momento de aproveitar a credibilidade do JC e os seus ativos para aumentar a representatividade da empresa", considera.
Equipe da redação do Jornal do Comércio em junho de 2026, quando ocorreu a mudança para a nova sede no Tecnopuc | TÂNIA MEINERZ/JC
Equipe da redação do Jornal do Comércio em junho de 2026, quando ocorreu a mudança para a nova sede no TecnopucTÂNIA MEINERZ/JC

Parque gráfico seguirá na avenida João Pessoa

Embora as operações administrativa e editorial tenham migrado para o Tecnopuc, o parque gráfico segue instalado na histórica sede da avenida João Pessoa, que continua concentrando toda a operação de impressão. A manutenção da estrutura, conforme Tumelero, representa um diferencial estratégico do Jornal do Comércio, que segue com a circulação ininterrupta desde sua fundação, há 93 anos.
A nova configuração consolida, assim, duas frentes complementares da operação do JC: a sede administrativa e editorial, voltada à inovação e ao desenvolvimento tecnológico no Tecnopuc, e a permanência da estrutura industrial de impressão. 
Parque gráfico seguirá funcionando para a impressão do Jornal do Comércio na sede da Avenida João Pessoa | MATEUS BRUXEL/ARQUIVO/JC
Parque gráfico seguirá funcionando para a impressão do Jornal do Comércio na sede da Avenida João PessoaMATEUS BRUXEL/ARQUIVO/JC
Ao longo de sua história, o jornal teve diversas sedes. Na da Avenida João Pessoa, a operação iniciou em 1968, após uma enchente de grandes proporções, ocorrida no ano anterior, afetar o Centro Histórico da cidade, onde estava localizado o Jornal do Comércio. 
"O JC teve quatro sedes no Centro antes de ir para a João Pessoa. Era lá que chegavam os produtos a partir do porto da Capital e o Jornal do Comércio iniciou organizando as informações da chegada desses produtos, dado estratégico para empresários e atacadistas da época. Uma das sedes mais marcantes foi no Palácio do Comércio", conta Tumelero.
O Tecnopuc é o sexto endereço do Jornal do Comércio em 93 anos.
Tecnopuc é o sexto endereço do Jornal do Comércio em 93 anos de história | Fernanda Bigio Davoglio/Especial?JC
Tecnopuc é o sexto endereço do Jornal do Comércio em 93 anos de históriaFernanda Bigio Davoglio/Especial?JC
 Ficha técnica
Investimento: não divulgado
Estágio: realizado
Empresa: Jornal do Comércio
País da empresa: Brasil
Cidade do investimento: Porto Alegre
Área: Serviços
Capital: Privado
Finalidade: construção de nova sede

Amor, desejo e sexo no cativeiro

sexo no cativeiro

sexo no cativeiro

EDITORA OBJETIVA/DIVULGAÇÃO/JC
Jaime CimentiQual a diferença entre amar e desejar alguém? A intimidade atrapalha a paixão? Depois do passar dos anos e do nascimento dos filhos é possível manter a chama vermelha do desejo junto com a chama azul do amor no casamento? Como lidar com a infidelidade e com o proibido nestes tempos libertários pós- revolução sexual e pilula anticoncepcional?
Essas e outras questões candentes e relevantes estão no clássico moderno Sexo no cativeiro – Como manter a paixão nos relacionamentos ( Editora Objetiva, 240 p., R$ 79,90) da consagrada psicoterapeuta e escritora Esther Perel, considerada pelo The New York Times como a maior especialista do mundo em relacionamentos e que mudou a busca dos casais pelo desejo. A edição atualizada comemora os 20 anos do lançamento do livro que inicialmente circulou com discrição e depois foi publicado em dezenas de países, tornando-se best-seller internacional.
Perel não se considera propriamente romântica, mas é otimista e realista ao ponto de pensar que é possível manter a paixão em longos casamentos, desde que haja envolvimento, atenção e que o erotismo seja alimentado. Perel desafia uma das instituições mais clássicas da história da humanidade: o casamento sem sexo, como disse a lendária revista The New Yorker.
Perel não enfatiza dados estatísticos e numéricos e não está preocupada em saber quantas vezes as pessoas transam por mês ou quantos orgasmos têm. Perel, com décadas de rica experiência clínica e participação em palestras no TED e atuação com podcasts, trabalha com histórias de pessoais e casais e procura respostas para perguntas difíceis, sobre sexo, proibição, excitação e modos de viver relacionamentos na atualidade.
Segurança minando o erotismo, sexo e intimidade, ciladas do casamento, democracia versus sexo quente, sexo com quem se ama, matrizes eróticas, filhos, carne e fantasia,infidelidade e apimentar de novo o sexo estão nos 11 capítulos do livro ousado, claro e provocativo  que consolidou Esther  como  terapeuta e auxilia, há vinte anos, milhões de pessoas a buscar sexo excitante e divertido no casamento.

chegar bem aos 100 anos

Perguntaram a um homem de 112 anos, então reconhecido como o mais velho do mundo, o que era preciso para chegar a tal idade. "É necessário estar vivo", disse ele, que morava sozinho em Nova York, acordava às cinco da manhã, fazia exercícios, se alimentava frugalmente e tinha uma vida terrivelmente espartana no resto do dia. Humor à parte, além de estar vivo, para chegar (ou tentar chegar) bem aos 100 anos a gente sabe que precisa de DNA, sorte e umas coisinhas que andam falando por aí.
A quase quatrocentona Universidade Harvard pesquisou dois grupos diferentes de pessoas, da juventude à morte, para estudar vida saudável, longevidade e felicidade. Exercício físico, alimentação equilibrada, sono reparador e saúde mental e emocional (mente e propósito) são os quatro pilares mais aceitos para viver mais e melhor, descobriram. Se Harvard tivesse estudado nossa Veranópolis, Capital da Longevidade, por algumas semanas, teria gastado menos tempo e dinheiro e chegado a conclusões muito parecidas, ou até iguais.
Não adianta muito chegar aos cem anos sem a menor qualidade de vida. Nas chamadas Blue Zones - Okinawa (Japão), Sardenha (Itália), Icária (Grécia), Península de Nicoya (Costa Rica) e Loma Linda (Califórnia, EUA) - a média de vida é mais alta e há muitos centenários ativos. Veranópolis poderá ser a sexta Blue Zone, segundo alguns dados, estudos e opiniões. Nessas zonas azuis pesa muito uma vida com noção de propósito, um ou mais bons motivos para levantar da cama pela manhã. Uma rede de apoio consolidada, com vínculos sociais com familiares e amigos e nada de isolamento é considerado essencial.
Pesquisas científicas mostram que a genética de uma pessoa influencia em apenas 20% a expectativa de vida, 80% são ditados por estilo de vida, práticas saudáveis e hábitos preventivos, que trazem menos dores no corpo e indisposição. Dieta balanceada, frutas, verduras, legumes, grãos, sementes e carnes magras e pouco consumo de ultraprocessados estão na pauta.
Cultivar uma rotina de exercícios variados, caminhada, musculação, alongamento, dança, hidroginástica e outros esportes, ao lado de pausas para meditação, respiração lenta, ioga e bastante consumo de líquidos: tudo isso vai ajudar a viver mais e melhor. Sete ou oito horas de sono, de preferência contínuo e sem uso de remédios, completam a receita da longevidade. Aproximadamente metade da população mundial não dorme bem, o que é alarmante e acaba virando caso de saúde pública.
Estamos vivendo mais tempo e precisamos nos preparar para ocupar essas décadas a mais com saúde, bons propósitos e felicidade. Sono, alimentação e exercícios: eis o tripé de ouro, que, junto com boa convivência consigo mesmo, com a família, amigos, vizinhos, colegas e desconhecidos, pode nos conduzir a uma existência rica em experiências e histórias para contar.
lançamentos
Centenária (Santa Sede, 98 pág, R$ 54,00), de Tiago Maria, narra os cem anos de vida de sua avó Maria Antônia Vargas Pedroso, nascida em Glorinha em 1926 e desde jovem habitante do Sarandi, em Porto Alegre.  Memórias pessoais e familiares muito vivas da vó, entremeadas com histórias de Porto Alegre, do Brasil e do mundo, estão no livro, que traz a força, sabedoria e vontade de viver da Maria favorita do Tiago. Autógrafos em Caxias, 18/8, 17h, Shopping Villagio.
FUI - Morar sozinha na Europa aos 69 anos  (São Paulo: 5 Years From Now, 336 pág.), de Beia Carvalho, consagrada publicitária, palestrante e viajante inveterada, mostra como uma das maiores futuristas  brasileiras  fez da própria vida  um grande experimento sobre longevidade. Diário com palavras, imagens, vídeos, amigos, sabores, viagens, humor e reflexões revelam como superar a apatia do cotidiano ao qual nos entregamos. Instigante!
Domine sua dopamina (Principium, 272 pág, R$ 58,40), de Anastasia Hironis, psicóloga especializada no tratamento de vícios, mostra como quebrar o ciclo de hábitos ruins e encontrar o equilíbrio entre o prazer e propósito. Como lidar com os efeitos da dopamina no cérebro humano, como funciona e como utilizá-la a nosso favor, é o que propõe a obra, nesta época de redes sociais, maratonas de séries, comida, jogos, álcool e compras mil.
a propósito
Não existe receita igual para todos. Tirando alguns princípios gerais, cada pessoa deve buscar seu caminho livre e individual. Cada um pode viver como quer, encurtar ou encompridar a trajetória na terra, se cuidar ou se detonar, mas sempre é bom lembrar que não vivemos sozinhos e que saúde, bom humor, felicidade e convívio harmonioso devem estar dentro de um todo maior, um coletivo que seja o melhor para todos. Pessoas saudáveis certamente possibilitam relações e mundos melhores, e dão menos despesas e preocupações para si, para família, amigos, concidadãos e governos. Curiosos, saudáveis e bem-humorados são os melhores, já dizia o saudoso escritor pacifista israelense Amós Oz. (Jaime Cimenti)