quinta-feira, 25 de junho de 2026

Terremotos deixam mais de 160 mortos na Venezuela; país decretou estado de emergência

Primeiro tremor, de magnitude 7,5, foi registrado às 18h04min no horário local (19h04 em Brasília)

Primeiro tremor, de magnitude 7,5, foi registrado às 18h04min no horário local (19h04 em Brasília)

FEDERICO PARRA / AFP

Agências
Dois terremotos, de magnitude 7,2 e 7,5, atingiram a Venezuela nesta quarta-feira (24), segundo o serviço sismológico dos Estados Unidos (USGS), causando cenas de pânico em Caracas. O último balanço divulgado pela líder venezuelana, Delcy Rodríguez, na manhã desta quinta-feira (25), apontava para 164 mortos, mais de 900 feridos e cerca de 1 mil desaparecidos.
O tremor principal (7,5) ocorreu 39 segundos após o precursor (7,2), a uma distância de cerca de 45 km, ambos no norte do país. Várias réplicas se seguiram a partir do primeiro sismo, que foi registrado às 18h04min no horário local (19h04 em Brasília), segundo informações do USGS. Os sismos aconteceram em diferentes profundidades e também foram sentidos na Colômbia.
Delcy fez um pronunciamento horas depois do ocorrido em que declarou estado de emergência no país e expressou suas condolências às famílias dos mortos, sem precisar quantos seriam. Delcy ainda afirmou que o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, o principal do país, está fechado devido a "graves danos em sua infraestrutura".
O serviço americano USGS afirmou ser "provável que haja um grande número de vítimas e danos extensos na Venezuela". Em uma escala de alerta utilizada pelo USGS, o órgão estima 40% de chance de haver entre 10 mil e 100 mil mortos em decorrência destes terremotos. Em paralelo, há 36% de chance do número ser entre 1.000 e 10 mil; 14% acima de 100 mil; e 10% entre 100 e 1.000.
As estimativas não levam em conta o cenário atual do país, mas uma projeção que compara os registros sísmicos obtidos nesta quarta com parâmetros preestabelecidos pelo órgão. Os números podem ser revisados conforme novas informações forem divulgadas.
O ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, afirmou que a polícia e o corpo de bombeiros foram acionados. "Temos prédios e casas que desabaram, e estamos lidando com a situação usando todos os recursos disponíveis de segurança e assistência civil", disse.
"Foram vistas cenas de pânico em um centro comercial em Caracas", reportou uma jornalista da AFP. Dezenas de pessoas saíram dos prédios na capital venezuelana e aguardavam na rua antes de voltar para seus escritórios e residências, relataram testemunhas.
Uma venezuelana relatou à agência Reuters o surgimento de rachaduras na parede de seu apartamento e a quebra de vidros na entrada do edifício.
Segundo vídeos de testemunhas da Reuters, caminhões de bombeiros circulavam pelas ruas de Caracas após os tremores, e fachadas de alguns edifícios sofreram danos significativos. Muitos moradores ficaram sem energia elétrica ou acesso à internet logo após o sismo.
Na Colômbia, a unidade de gestão de riscos (UNGRD) descartou alerta de tsunami. O sistema americano, por sua vez, emitiu alertas e, minutos depois, os cancelou. O comunicado alertava para possíveis ondas perigosas na região de Porto Rico e das Ilhas Virgens Americanas e Britânicas, no mar do Caribe.
Quando os tremores começaram, muitos venezuelanos estavam em casa, em um feriado que celebra uma vitória militar de 1821, a qual ajudou a garantir a independência do país em relação à Espanha. "Assim que começou, começamos a ouvir pessoas gritando", disse Astrid Ramirez, publicitária de 41 anos que mora na zona oeste de Caracas. "Todos corriam pelas escadas."
Moradores de toda a capital -que também foi atingida por um terremoto devastador de magnitude 6,3 em 1967- correram para sair dos locais enquanto os prédios balançavam. "Houve um estrondo muito alto. Coisas caíram dentro de casa, jarras dentro da geladeira. Nunca vivi nada parecido", disse Coro Martinez, 56, moradora da zona leste da cidade.
Maria Romero, uma aposentada de 80 anos que vive na zona sul de Caracas, contou que a polícia a ajudou a sair de casa. "Este terremoto foi horrível, ainda pior do que o de 1967", disse ela.
O Itamaraty manifestou "pesar pelas perdas causadas em decorrência dos terremotos" e afirmou que, até esta noite, "não foram identificados brasileiros entre as vítimas".

Ponte do Fandango será reaberta após conclusão de obra estratégica na BR-153

Liberação da Ponte do Fandango encerra meses de travessia por balsa e deve normalizar o fluxo de veículos entre as duas margens do Rio Jacuí

Liberação da Ponte do Fandango encerra meses de travessia por balsa e deve normalizar o fluxo de veículos entre as duas margens do Rio Jacuí

DNIT RS/Divulgação/JC
Gabrieli Silva
Gabrieli SilvaRepórter
A Ponte do Fandango, em Cachoeira do Sul, está prestes a ser liberada ao tráfego após mais de um ano de intervenções. A vistoria conclusiva ocorre nesta quinta-feira (25), com a presença do ministro dos Transportes, George Santoro, e deve anteceder a liberação da travessia à população nos próximos dias, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
A entrega representa a conclusão de uma das principais intervenções rodoviárias realizadas no Rio Grande do Sul após as enchentes, restabelecendo um corredor estratégico para a mobilidade da região central e para o transporte de cargas. Localizada na BR-153, a ponte integra importantes eixos logísticos do Estado e conecta rotas com acesso ao Porto de Rio Grande.
Com investimento de R$78 milhões, a reabilitação elevou a estrutura em 3,14 metros e ampliou sua capacidade de carga de 24 para 45 toneladas. As melhorias adequam a ponte aos padrões atuais de engenharia, aumentam sua resiliência a eventos climáticos extremos e permitem a circulação de veículos de maior porte.
Na última atualização divulgada pelo Dnit, a obra havia atingido cerca de 90% de execução física e entrava na etapa final, com serviços concentrados nos acessos, na pavimentação e na instalação de sistemas de segurança e sinalização que são considerados determinantes para a liberação ao tráfego.
Inicialmente prevista para abril, a entrega foi reprogramada devido à complexidade das fases finais. Segundo o órgão, a execução simultânea de intervenções estruturais e operacionais, além de ajustes técnicos ao longo do projeto, impactou o cronograma.
Impactos e travessia provisória
Durante o período de obras, a interdição da Ponte do Fandango alterou a rotina da população e a dinâmica econômica de Cachoeira do Sul. Desde fevereiro, quando a travessia foi totalmente bloqueada para veículos, moradores, trabalhadores, transportadores e produtores rurais passaram a depender exclusivamente da balsa para cruzar o Rio Jacuí.
A embarcação Deusa do Jacuí, adotada como solução provisória pelo DNIT, tornou-se parte da rotina da cidade. Em períodos de maior movimento, motoristas enfrentaram filas e esperas que chegaram a quatro horas. Com capacidade limitada e operação condicionada às condições de navegabilidade, a travessia exigiu a reorganização da logística de empresas, do transporte de cargas e dos deslocamentos diários da população.
Com a conclusão das obras na ponte, a expectativa é de normalização dos fluxos e ganho de eficiência logística. A nova estrutura deve oferecer mais segurança, fluidez no tráfego e maior capacidade de transporte, especialmente em períodos de safra.
Agenda no Estado
Além da vistoria em Cachoeira do Sul, o ministro dos Transportes também cumpre agenda em Santa Maria, onde participa da entrega de uma nova etapa da Travessia Urbana. O empreendimento, com investimento de cerca de R$450 milhões, busca melhorar a mobilidade e a segurança viária nas BRs 158, 287 e 392.

Praça Mall de Gravataí recebe mais de R$ 1 milhão em novas operações

Rua Coberta de Gravataí recebe  aportes de quatro novos empreendimentos

Rua Coberta de Gravataí recebe aportes de quatro novos empreendimentos

praça mall/divulgação/jc
Eduardo Torres
Eduardo TorresRepórterA Praça Mall, mais conhecida como a Rua Coberta de Gravataí, no centro da cidade, atrai novas operações e investimentos. Somente em uma dessas operações, da padaria Adulla, serão mais de R$ 1 milhão desembolsados. Ao todo, quatro novas operações chegam ao empreendimento.
A Adulla está entre as duas que preparam a instalação no lado externo da Praça Mall, voltada a atender ao público em geral com um aumento no mix comercial daquele espaço. Outras duas empresas instalam-se na parte interna da rua coberta, na área destinada aos empreendimentos de gastronomia.
De acordo com os administradores da Praça Mall, seguem as negociações para ampliar ainda mais o mix comercial para fortalecer a atratividade do espaço para consumidores e empreendedores de Gravataí. Os segmentos de gastronomia e serviços seguem sendo as prioridades. A expectativa é de que novos anúncios aconteçam nos próximos meses.
Paralelamente, e como forma de atrair novos operadores, há uma série de melhorias em fase de implementação na infraestrutura. Entre elas, a instalação de 21 câmeras de monitoramento, além de alarmes integrados para melhorar a segurança de lojistas, colaboradores e frequentadores.
"Também passamos a oferecer wi-fi gratuito aos usuários e climatização em áreas estratégicas para ampliar o conforto aos visitantes e qualificar a experiência de permanência na Praça Mall", destaca a sócia e investidora do empreendimento, Maya Nakahara.
Atualmente, a Praça Mall reúne 25 operações, com destaque para o segmento gastronômico. De acordo com Maya, a estratégia para os próximos meses é ampliar a complementaridade entre os negócios já existentes e as novas operações, fortalecendo a capacidade de atração do empreendimento e ampliando as opções de consumo, serviços e conveniência disponíveis ao público.