quinta-feira, 16 de abril de 2026

 Edegar Pretto confirma adesão à chapa de Juliana Brizola ao Piratini

Na última semana, o petista já havia oficializado a desistencia para pré-candidatura

Na última semana, o petista já havia oficializado a desistencia para pré-candidatura

TÂNIA MEINERZ/JC
JC
JC Após desistir da pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Sul na última semana, Edegar Pretto (PT) anunciou, nesta quinta-feira (16), a adesão à chapa de Juliana Brizola (PDT) como vice-governador para as eleições de 2026. A aliança firmada entre os partidos segue orientação do diretório nacional do partido trabalhista, bem como pedido do presidente Lula. 
Na última quinta-feira (9), o petista já havia oficializado a desistência da pré-candidatura ao governo do Estado e declarado apoio a Juliana. A decisão também teve participação de outros seis partidos de esquerda, presentes na reunião. Será a primeira vez em que o PT não lançará candidato próprio ao governo do Rio Grande do Sul. Em 2022, Pretto concorreu ao Palácio Piratini e ficou em terceiro lugar, apenas 2.491 votos atrás de Eduardo Leite (PSDB), que passou ao segundo turno e venceu a eleição. 
Em carta aberta divulgada nesta quinta, Pretto reforça as inúmeras conversas com lideranças partidárias e organizações populares, com referências no PT gaúcho, para oficializar a resolução e solidificar o compromisso do partido com a reeleição de Lula.  Ademais, destaca que a prioridade nacional jamais significará tratar o Rio Grande do Sul como secundário. Ele assume a posição com o objetivo de contribuir para que a "candidatura do PDT alcance densidade política, tenha alinhamento programático e expresse, de forma clara, o compromisso com o campo progressista".

 Proprietário da Olivas do Sul aponta logística como desafio do Jacuí Centro

Aued foi um dos painelistas do evento que debateu o desenvolvimento econômico da Macrorregião Central do Estado

Aued foi um dos painelistas do evento que debateu o desenvolvimento econômico da Macrorregião Central do Estado

Tânia Meinerz/JC
Ana Stobbe
Ana StobbeRepórterA Ponte do Fandango, principal via de acesso à cidade de Cachoeira do Sul, está em obras. Uma balsa tem feito a travessia, mas passageiros relatam espera de até quatro horas para realizar o trajeto em horários de pico. É possível, ainda, acessar o município via Rio Pardo. Mas, para isso, é preciso percorrer um trecho em estrada de chão. Nesse contexto, o proprietário e administrador da Olivas do Sul, José Alberto Aued, aponta a logística como um grande entrave regional.

O tema foi abordado por ele durante a realização do segundo encontro do Mapa Econômico do Rio Grande do Sul, nesta quarta-feira, 15 de abril, na Sociedade Rio Branco. Aued foi um dos painelistas do evento que debateu o desenvolvimento econômico da Macrorregião Central do Estado.

“Não tivemos três anos de livre acesso à Ponte do Fandango. Surgiu alguém e disse que tinha que aumentar a ponte em três metros. O prejuízo que está trazendo ao nosso povo é impressionante. Acho uma obra absurda, não tem justificativa”, criticou Aued.

estrutura foi afetada pelas enchentes de maio de 2024 e está passando por obras realizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit). A previsão é de que a construção seja concluída em junho de 2026, com uma altura ampliada em 3,3 metros. A expectativa é de que, com a restauração, a capacidade de carga suportada pela ponte seja quase triplicada.
O problema precede a própria enchente. Outra revitalização já havia sido conduzida em 2018. Mas, em outubro de 2021, a ponte foi interditada por problemas estruturais, levando à realização de intervenções a partir de 2023.

O grande gargalo é a relevância da estrutura para conectar a BR-290/RS e a RS-287, rodovias que cruzam o Estado de leste a oeste. E, por isso, cruciais para o escoamento agrícola da região – principalmente, ao considerar que, em Cachoeira do Sul, há uma forte relevância do setor primário na economia, com destaque a produtos como arroz, milho, soja, noz pecã e azeite de oliva.

“Os municípios não são ilhas. Mas nós (em Cachoeira do Sul), somos quase uma ilha”, descreveu Aued.

Por outro lado, ele também reconheceu oportunidades de desenvolvimento econômico. Entre elas, a diversificação da produção agropecuária. “Já temos produtos diversificados, mas ainda há muito a crescer”, pontuou o olivicultor, considerando ser necessário criar incentivos para o cultivo de novas variedades agrícolas.

A própria olivicultura é recente no Estado. Na Itália, conforme o painelista, há oliveiras milenares utilizadas na produção de azeite. No Rio Grande do Sul, a produção iniciou nas últimas décadas. E o teste de novos cultivares depende, sobretudo, de tempo e paciência.

Mas há espaço, tanto para explorar novos cultivares de olivais, quanto para outros produtos. Entre eles, Aued cita o pistache e a maçã como produtos que poderiam ser testados para produção no Jacuí Centro.

PF prende ex-presidente do BRB após detectar caminho da propina em operação com Banco Master

Defesa do ex-presidente do BRB ainda não se manifestou

Defesa do ex-presidente do BRB ainda não se manifestou

BRB/Divulgação/JC
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Agências
Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira, 16, o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, na quarta fase da Operação Compliance Zero, que apura crimes do banqueiro Daniel Vorcaro e do Banco Master.

A PF informou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que detectou o caminho da propina a Paulo Henrique pela venda do Master ao BRB, a ser paga por meio de uma operação de aquisição de imóveis. Com base nessas informações, Mendonça decretou a prisão preventiva. O mandado de prisão foi cumprido na manhã desta quinta, 16, na residência de Paulo Henrique Costa em Brasília. A defesa do ex-presidente do BRB ainda não se manifestou.
Também foi preso em São Paulo o advogado Daniel Monteiro, considerado próximo a Daniel Vorcaro. Ele teria sido o responsável por montar a estrutura da operação de lavagem de dinheiro para o repasse de propina ao ex-presidente do BRB. A defesa dele ainda não se manifestou.

Essa quarta fase foi deflagrada para aprofundar esses crimes envolvendo a transação do BRB com o Banco Master. O Banco Regional de Brasília injetou R$ 12 bilhões na instituição de Daniel Vorcaro, comprando carteiras de crédito consignado fraudulentas. A operação deu prejuízo bilionário ao BRB, que ainda não calculou a cifra final e adiou a divulgação do seu balanço de 2025.

A terceira fase havia sido deflagrada em 4 de março e resultou na prisão de Vorcaro, após a investigação detectar diálogos nos quais ele ordenava ataques a adversários e tinha uma espécie de milícia armada. Atualmente, ele negocia um acordo de colaboração premiada com a PF e com a Procuradoria-Geral da República (PGR).