Cyrela alcança a 100ª entrega em Porto Alegre com empreendimento no Jardim Europa
JC
Com mais de 60 anos de atuação no mercado imobiliário brasileiro, a Cyrela consolidou-se como a incorporadora de maior valor de mercado listada na B3. Presente no Rio Grande do Sul desde 2006, a companhia mantém foco em empreendimentos de médio e alto padrão em áreas estratégicas de Porto Alegre.
Nesse contexto, o complexo Jardim Europa Porsche Consulting, que reúne os residenciais Tree Haus e Garden Haus, marca a 100ª entrega da regional Sul da companhia. O projeto, localizado no bairro Jardim Europa, destaca-se pela proximidade com o Shopping Iguatemi Porto Alegre, sendo o empreendimento mais próximo do centro comercial entre os desenvolvidos na região.
Segundo Daniel Silva, gerente comercial da Cyrela, o projeto representa mais do que um marco numérico. “É um indicativo concreto de solidez e segurança para quem investe e para quem busca patrimônio”, afirma.
O empreendimento contou com a consultoria da Porsche Consulting na gestão, contribuindo para maior eficiência na execução. A proposta está centrada na qualidade de vida, combinando estrutura completa de lazer e soluções arquitetônicas que privilegiam conforto ambiental. “A ideia foi entregar um produto que realmente impactasse o dia a dia dos moradores, com plantas bem resolvidas, ventilação e aproveitamento de luz natural”, explica.
Entre os diferenciais estão quadra de tênis em saibro, espaço para beach tennis, piscinas internas e externas, academia equipada e áreas de convivência voltadas ao público adulto e infantil. A proximidade com o Parque Germânia também reforça o apelo do projeto ao integrar conveniência urbana e contato com áreas verdes.
Para o executivo, a localização segue como elemento central na valorização imobiliária. “Estar próximo a um polo como o Iguatemi e ao parque agrega praticidade, bem-estar e liquidez ao imóvel”, destaca.
A entrega do complexo reafirma
Golpes no Imposto de Renda usam medo da malha fina para atrair vítimas

Gabriel MargonarEm meio ao calendário do Imposto de Renda, cresce também um outro movimento, silencioso e cada vez mais sofisticado: o de golpes digitais que usam o nome da Receita Federal para enganar contribuintes. Mensagens por e-mail, SMS e aplicativos de conversa simulam comunicações oficiais, com alertas de pendências, dívidas ou risco de bloqueio do CPF. O objetivo é sempre o mesmo: induzir a vítima a clicar em links falsos, fornecer dados sensíveis ou até realizar pagamentos indevidos.
O fenômeno não é novo, mas se intensifica justamente neste período. A própria Receita Federal informou, no início deste mês, ter recebido relatos de mensagens fraudulentas com tom alarmante, indicando supostas irregularidades na declaração e ameaçando consequências como restrições bancárias, bloqueio de Pix ou inclusão em cadastros de inadimplência. O órgão reforça que não envia links para regularização nem solicita dados pessoais por mensagens.
Para a diretora de Ensino e Educação do Sescon-RS, Caroline Oliveira, o principal equívoco dos contribuintes é acreditar que esse tipo de comunicação pode ser verdadeiro. “A Receita Federal nunca manda e-mail, nunca manda SMS. Mesmo assim, as pessoas recebem mensagens dizendo que a declaração caiu em malha fina e acabam clicando”, afirma.
Segundo ela, os golpes mais comuns exploram exatamente esse momento de insegurança. “Vêm mensagens dizendo ‘sua declaração está em malha, clique aqui’, ou ‘você ainda não entregou o Imposto de Renda’. O contribuinte, com pressa para resolver, acaba confiando no link”, explica. A orientação, reforça, é nunca informar dados fora dos canais oficiais. “A senha do Gov.br é de uso pessoal. Jamais deve ser informada a partir de um link recebido”.
O comportamento das vítimas, muitas vezes, é influenciado pela urgência. “A pressa faz com que a pessoa nem entre no site da Receita para conferir. Ela acredita no e-mail e acaba caindo no golpe”, diz Caroline. Segundo ela, no dia a dia dos escritórios contábeis, é comum que clientes encaminhem essas mensagens para validação. “A gente sempre orienta: não clique, não abra, porque pode ser vírus.”
No ambiente empresarial, os golpes assumem outras formas. A vice-presidente técnica do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRCRS), Eliane Soares, relata aumento de fraudes envolvendo boletos falsos, especialmente de guias do Simples Nacional e Darfs. “Os clientes recebem por e-mail documentos que parecem oficiais, muitas vezes até com o nome do escritório de contabilidade. Só depois percebem que o pagamento iria para outra empresa”, afirma.
Conforme ela, há casos em que os documentos apresentam o nome da Receita Federal, mas trazem CNPJs de terceiros. “Quando vamos verificar, às vezes está em nome de empresas completamente diferentes. Isso dificulta para o empresário identificar o golpe”, diz. Outro tipo recorrente envolve mensagens por SMS ou WhatsApp alertando sobre dívidas inexistentes. “Principalmente para MEIs, dizendo que vão ser excluídos ou desenquadrados.”
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Criminosos utilizam engenharia social
Apesar do avanço da Reforma Tributária no debate público, ainda não há registro significativo de golpes diretamente associados ao tema. Tanto Caroline quanto Eliane afirmam não ter identificado fraudes recorrentes usando a reforma como isca. Ainda assim, especialistas alertam que temas complexos e em evidência podem ser facilmente incorporados por criminosos.
O professor Jeferson Campos Nobre, do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), explica que esse tipo de golpe se baseia em engenharia social - estratégia que explora aspectos psicológicos das vítimas. “Períodos como o do Imposto de Renda concentram golpes porque as pessoas estão mais suscetíveis. Elas já estão preocupadas com prazos, documentos e possíveis pendências”, afirma.
Segundo ele, os criminosos utilizam tanto a promessa de ganho quanto o medo de punição. “Pode ser uma mensagem oferecendo antecipação de restituição ou alertando sobre malha fina. Em ambos os casos, há um estímulo emocional que leva a uma decisão mais impulsiva”, explica.
A linguagem também é parte da estratégia. “Eles usam termos técnicos, falam de legislação, de faixa de isenção, até de mudanças como a Reforma Tributária, para dar mais credibilidade. Isso sobrecarrega cognitivamente o usuário e aumenta a chance de ele acreditar”, acrescenta.
Outro elemento comum é o senso de urgência. Mensagens que exigem ação imediata - “regularize agora”, “evite bloqueio”, “responda em até 24 horas” - reduzem o tempo de reflexão e favorecem o erro. “A pessoa já está sobrecarregada de informações e acaba reagindo de forma automática”, diz Nobre.
Diante desse cenário, a principal recomendação é simples: desconfiar. Qualquer mensagem que peça dados pessoais, ofereça facilidades ou ameace penalidades deve ser tratada com cautela. O acesso a informações fiscais deve ser feito exclusivamente pelos canais oficiais, como o site da Receita Federal, o portal e-CAC ou o aplicativo Meu Imposto de Renda.
Caroline reforça que, mesmo com a existência de um campo de e-mail na declaração, a Receita não utiliza esse meio para notificação de malha fina. “Se houver problema, o contribuinte deve consultar diretamente o sistema ou receber uma correspondência em casa. Nunca por link enviado”, orienta.
Petrobras reajusta molécula de gás natural em 19,2%
Agências
Os preços de venda da molécula de gás natural da Petrobras para as distribuidoras foram reajustados em cerca de 19,2% em relação ao trimestre anterior. As atualizações trimestrais são previstas em contrato e levam em consideração as oscilações do petróleo Brent, da taxa de câmbio e, desde o início do ano, também para variação do Henry Hub.
"O uso da média trimestral de variação dos índices que tem o objetivo de mitigar a volatilidade de curto prazo das variáveis de indexação", destaca a companhia em nota. Segundo a estatal, no período de aferição, a referência do petróleo Brent subiu aproximadamente 24,3%, a referência do Henry Hub caiu aproximadamente 14,1% e o câmbio teve apreciação de 2,5%.
Desde dezembro 2022, o preço médio da molécula vendido às distribuidoras pela Petrobras acumula uma redução da ordem de 26%, incluindo o efeito da atualização de maio. O impacto ao consumidor, no entanto, depende dos produtos contratados pelas distribuidores de gás canalizado e dos volumes efetivamente retirados.



