Editora abre novo CD para vender 50 milhões de envelopes de figurinhas da Copa Fifa 2026
Patrícia Comunello
Uma editora e distribuidora de livros qua a fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina quer vencer a Copa do Mundo de 2026 de goleada, mas na venda de figurinhas. O Minuto Varejo avisa que a seleção da Vitrola já entrou em campo, mais de três meses antes do Mundial, que começa em 11 de junho e terá número recorde de seleções jogando nos Estados Unidos, no Canadá e México. Mas para colocar a mão na taça (de vendas), a preparação precisa ser certeira.
A editora ampliou a logística para chegar a mais mercados, revela o presidente da empresa, Ramir Severiano. A Vitrola é uma das distribuidoras de colecionáveis, com direitos da Panini no Brasil, com lançamento em fim de abril.
"O pacote de figurinhas que custava R$ 4,00 (quatro unidades) no Mundial de 2022 vai ser agora R$ 7,00 (sete unidades)", anima-se o presidente:

Severiano investiu em mais logística e apostou alto na venda de figurinhas da Copa do MundoEDITORA VITROLA/DIVULGAÇÃO/JC
"Esperamos vender 50% mais que na competição anterior. Só de produtos ligados à Copa vamos ultrapassar comercialização de R$ 300 milhões", aposta
Para afinar o time para a Copa, alguns movimentos já estão em campo. O primeiro e mais arrojado foi antecipar a implantação do centro de distribuição (CD) em Nova Odessa, interior de São Paulo. O aporte foi de R$ 8 milhões entre obras, equipamentos e estoque.
"Era para ficar pronto no segundo semestre, mas antecipamos e opera desde janeiro. A marca atende mais de 4 mil pontos de venda dos colecionáveis no Sul do Brasil. O CD já atende mil clientes entre Sudeste e Centro-Oeste, mas a Vitrola quer fazer mais gols, ou seja, conquistar mais pontos de venda. "Ganhamos 100 clientes por mês. A ideia é chegar a 2 mil até dezembro em São Paulo e no Centro-Oeste", descreve.

Venda de livros em farmácias, cafeterias e até lojas de pneus deve movimentar R$ 100 milhõesEDITORA VITROLA/DIVULGAÇÃO/JC
A Vitrola pediu inicialmente 50 milhões de envelopes de figurinhas e 1,6 milhão de álbuns. "É uma compra significativa. O Brasil quer vender 500 milhões de envelopes. Nosso pedido representa 10% do total", compara.
No negócio mais permanente - expositores de livros à venda em farmácias, supermercados e até lojas de pneus -, a Vitrola deve chegar a R$ 100 milhões de receita este ano, 42,8% acima dos R$ 70 milhões de 2025. Em 2024, a empresa chegou a R$ 57 milhões.
Em Frederico Westphalen, o CD foi ampliado em 2025 e sofre nova expansão para 5 mil metros quadrados. "Os investimentos logísticos são para ter mais clientes no Centro-Oeste, Sudeste e Norte", afirma o "técnico" Severiano.


