segunda-feira, 18 de maio de 2026

Semana inicia com frio e nebulosidade no Rio Grande do Sul

Nesta segunda-feira (18), tempo abre em várias cidades que começaram o dia com instabilidade

Nesta segunda-feira (18), tempo abre em várias cidades que começaram o dia com instabilidade

BRENO BAUER/JC

JC
JCUma massa de ar seco e frio toma conta do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (18) e traz um dia de temperaturas invernais com mínimas e máximas baixas. O tempo abre em várias cidades que começaram o dia com instabilidade, como em Porto Alegre. Segundo a MetSul Meteorologia, a semana que se inicia terá mais características do período climático de julho em comparação aos tradicionais registros de maio. 
No Nordeste e no Norte gaúcho, existe maior nebulosidade com chuva e garoa, especialmente pelo período da manhã. Pontos da Serra e do Litoral Norte ainda podem ter instabilidade na segunda metade do dia. Por isso, a tarde será fria na Serra e Aparados com marcas ao redor e até abaixo de 10ºC.
Na terça-feira (19), o sol predomina no Rio Grande do Sul. O dia começa frio com mínimas abaixo de 5ºC na maioria dos municípios e marcas negativas, o que deve trazer geada em muitas cidades. O frio mais intenso deve ser registrado na fronteira com o Uruguai, Campanha e Serra do Sudeste. A tarde será de céu claro na maior parte do estado.
Já no restante da semana, o tempo será marcado pela presença do sol em todo o estado, entretanto, devido à chegada de um reforço de ar polar, nuvens ingressam no decorrer do dia. Maior parte do território gaúcho registra grande aumento da nebulosidade com momentos encobertos em muitos municípios. O frio também predomina nos próximos dias chegando às máximas de 15ºC. 

Irã diz que respondeu à nova proposta de paz dos EUA com suas preocupações

Porta-voz das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqaei, afirmou que o Irã "transmitiu as preocupações" sobre o plano de paz

Porta-voz das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqaei, afirmou que o Irã "transmitiu as preocupações" sobre o plano de paz

Atta Kenare/AFP/Divulgação/JC

Agências
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta segunda-feira (18) que respondeu à proposta mais recente de paz dos Estados Unidos, com quem está em trégua desde abril.
O Irã "transmitiu as preocupações" sobre o plano de paz anterior enviado pela parte americana, informou o porta-voz do ministério, Esmaeil Baqaei, hoje. Anteriormente, os Estados Unidos recusaram a proposta de 14 pontos traçada pelo Irã junto com o Paquistão em busca de um acordo.
O porta-voz afirmou que o direito do Irã de enriquecer urânio "não requer conhecimento de terceiros", o que evidencia um impasse entre os dois lados da guerra. Por mais de uma vez, Donald Trump condicionou o fim da guerra à desistência do Irã do seu plano nuclear.
O Paquistão continua como mediador entre os dois países, que não conversam diretamente desde a reunião de 21 horas que acabou sem resultados em abril. De acordo com a imprensa iraniana, o governo do Irã considerou algumas das exigências americanas enviadas na proposta mais recente "excessivas".
O porta-voz também disse que o Irã conversa com Omã para negociar um mecanismo de trânsito seguro em Hormuz. Segundo ele, os países da região não são seus inimigos, e sim as "potências estrangeiras".
A trégua entre os dois países entrou em vigor no começo de abril e foi prolongada unilateralmente pelos EUA desde então. Os dois países chegaram a se encontrar no Paquistão, país mediador dos contatos, após o cessar-fogo, mas não chegaram a um consenso.

CESSAR-FOGO FRÁGIL

Declaração do porta-voz acontece uma semana após o presidente dos Estados Unidos chamar outra proposta do Irã para o fim da guerra de "totalmente inaceitável". Donald Trump falou sobre o assunto em uma publicação na rede social Truth.
Proposta americana tem exigências nucleares, o que segue sendo o maior impasse entre os dois lados. Os EUA demandam que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio por pelo menos 12 anos e entregue seu estoque de 440 kg de urânio enriquecido a 60%. Em troca, haveria suspensão gradual de sanções, liberação de ativos congelados e fim do bloqueio naval.
  • Interrupção do enriquecimento de urânio por pelo menos 12 anos
  • Entrega de 440 kg de urânio enriquecido a 60%
  • Suspensão gradual de sanções
  • Liberação de ativos congelados
  • Fim do bloqueio naval
  • O Ministério das Relações Exteriores iraniano, por sua vez, diz não estar exigindo nenhuma concessão. "Nossa exigência é legítima: o fim da guerra, o levantamento do bloqueio [dos EUA] e da pirataria, e a liberação dos ativos iranianos que foram injustamente congelados em bancos devido à pressão dos EUA", falou o porta-voz Esmaeil Baghaei em coletiva nesta segunda.
O governo iraniano também cobra garantias para a navegação no Estreito de Ormuz. "A passagem segura pelo Estreito de Ormuz e o estabelecimento da segurança na região e no Líbano foram outras exigências do Irã, consideradas uma oferta generosa e responsável para a segurança regional", afirmou o porta-voz.
Por mais de uma vez, Donald Trump sinalizou que a trégua está perto do fim e que os países devem voltar a guerrear. Na semana passada, durante um evento ao lado do secretário de Saúde dos EUA, o republicano falou que o cessar-fogo sobrevive com "ajuda de aparelhos".

Bolsas da Ásia-Pacífico fecham majoritariamente em baixa após ameaça de Trump ao Irã

Índice japonês Nikkei caiu 0,97% em Tóquio e o sul-coreano Kospi avançou 0,31%

Índice japonês Nikkei caiu 0,97% em Tóquio e o sul-coreano Kospi avançou 0,31%

Arte/Jc

Agências
As bolsas da região Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira, em meio a tensões geopolíticas renovadas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltar a ameaçar o Irã, aumentando temores de uma nova escalada no Oriente Médio e de possíveis interrupções no fornecimento global de petróleo.
O índice japonês Nikkei caiu 0,97% em Tóquio, a 60.815,95 pontos, enquanto o Hang Seng recuou 1,11% em Hong Kong, a 25.675,18 pontos, e o Taiex cedeu 0,68% em Taiwan, a 40.891,82 pontos. Em Seul, por outro lado, o sul-coreano Kospi avançou 0,31%, a 7.516,04 pontos, depois de tombar mais de 6% no pregão anterior.
Em publicação ontem na rede Truth Social, Trump disse que "o relógio está correndo" para o Irã e advertiu que "não vai sobrar nada" se nenhuma ação for tomada em breve. Ele não detalhou quais medidas espera que Teerã adote nem quais consequências poderiam ocorrer.
O impasse nas negociações de paz entre EUA e Irã segue impulsionando o petróleo. No fim da madrugada, o Brent avançava quase 1%, para mais de US$ 110 por barril. A questão do conflito no Oriente Médio voltou ao centro das atenções após a reunião de cúpula de Trump e do presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, terminar na semana passada sem anúncios concretos.
Na China continental, os mercados ficaram próximos da estabilidade hoje, após dados de produção industrial e vendas no varejo mais fracos do que o esperado: o Xangai Composto caiu 0,09%, a 4.131,53 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,03%, a 2.862,44 pontos. Na Oceania, a bolsa australiana acompanhou o viés negativo da Ásia, e o S&P/ASX 200 recuou 1,45% em Sydney, a 8.505,30 pontos.