domingo, 28 de junho de 2026

Corsan cria Parque de Infraestrutura e Inovação para acelerar universalização do saneamento no Rio Grande do Sul

Estrutura reúne produção industrial, tecnologia, logística e controle de qualidade para apoiar o maior ciclo de investimentos da história do Estado

Estrutura reúne produção industrial, tecnologia, logística e controle de qualidade para apoiar o maior ciclo de investimentos da história do Estado

/CORSAN/ DIVULGAÇÃO/ JC
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Universalizar o saneamento básico no Rio Grande do Sul até 2033 exige muito mais do que a instalação de redes de água e esgoto. A meta de elevar a cobertura de esgotamento sanitário dos atuais 30% para 90% da população atendida demanda capacidade de execução, planejamento de longo prazo e uma estrutura preparada para sustentar um volume de obras sem precedentes no Estado.
Foi com esse propósito que a Corsan criou, em Esteio, o Parque de Infraestrutura e Inovação, uma estrutura estratégica concebida para apoiar a expansão do saneamento e dar suporte ao maior programa de investimentos já realizado pela Companhia. A entrada em operação da fábrica de tubos, no início de junho, concluiu a implantação da estrutura, consolidando um dos mais completos centros de apoio à infraestrutura de saneamento do País.
O parque reúne, em um único local, fábrica de tubos, usina de asfalto, laboratório de análises de solos e pavimentação e usina de produção de sulfato de alumínio utilizado no tratamento de água. Mais do que concentrar unidades produtivas, a iniciativa foi desenvolvida para aumentar a autonomia operacional da Corsan, reduzir a dependência de fornecedores externos, fortalecer o controle de qualidade dos materiais e ampliar a eficiência na execução das obras.
“Quando falamos em universalização, falamos de um desafio que exige escala, eficiência e capacidade de entrega. O Parque de Infraestrutura e Inovação nasce para responder a esse desafio. Ele representa uma decisão estratégica de investir não apenas nas obras, mas também na estrutura que permitirá acelerar sua execução”, afirma a presidente da Corsan, Samanta Takimi.
A usina de asfalto, por exemplo, foi projetada para acelerar a recomposição das vias após intervenções urbanas, reduzindo prazos e minimizando impactos para a população. Já o laboratório de solos e pavimentação realiza análises técnicas que ajudam a definir as melhores soluções para cada obra, ampliando a durabilidade das intervenções e reduzindo retrabalhos.
A usina de sulfato fortalece a autonomia da Companhia na produção de um dos principais insumos utilizados no tratamento de água, garantindo maior controle de qualidade e segurança operacional em uma atividade essencial ao abastecimento da população.
A estratégia também contempla o fortalecimento da cadeia produtiva regional. Por meio do programa Chega Junto, a Corsan vem mobilizando fornecedores, empreiteiros e prestadores de serviços locais para atender à crescente demanda das obras, estimulando geração de empregos, desenvolvimento econômico e novas oportunidades de negócios em diferentes regiões do Estado.
O Parque de Infraestrutura e Inovação integra uma visão mais ampla de futuro, que combina investimentos em expansão de redes, inovação, eficiência energética e modernização operacional. Ao reunir produção industrial, tecnologia, logística e controle de qualidade em uma única estrutura, a Corsan cria as condições necessárias para acelerar a universalização do saneamento e antecipar benefícios que impactam diretamente a saúde pública, a qualidade de vida, a preservação ambiental e a competitividade do Rio Grande do Sul.
Mais do que apoiar obras, o parque representa a infraestrutura que tornará possível uma das maiores transformações estruturais da história do Estado.
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Gol e Azul contrataram R$ 330 milhões cada, limite previsto em resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN)

Gol e Azul contrataram R$ 330 milhões cada, limite previsto em resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN)

TÂNIA MEINERZ/JC

Agências
O governo federal liberou R$ 661 milhões em financiamento para capital de giro de companhias aéreas diante da alta do querosene de aviação (QAV), segundo o Ministério de Portos e Aeroportos. Os contratos foram assinados nesta sexta-feira (26), pelo Banco do Brasil com as empresas Gol, Azul, Abaeté e Rima.
Gol e Azul contrataram R$ 330 milhões cada, limite previsto em resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN). As companhias regionais Abaeté e Rima obtiveram R$ 819 mil e R$ 634 mil, respectivamente, dentro do teto de até 1,6% do faturamento bruto projetado para 2025.
A linha de crédito conta com prazo de até seis meses para pagamento, com custo equivalente a 100% do CDI. Os recursos serão operacionalizados pelo Banco do Brasil, enquanto o risco de crédito será integralmente assumido pela União.
Segundo o Ministério, a medida busca garantir liquidez de curto prazo às empresas em meio à pressão sobre os custos operacionais provocada pela valorização do combustível de aviação, preservando a regularidade da malha aérea doméstica e a continuidade dos serviços.
O ministro da Pasta, Tomé Franca, afirmou que os recursos têm caráter emergencial e são destinados exclusivamente ao capital de giro. "Trata-se de financiamento reembolsável, e não de subvenção ou transferência a fundo perdido."

sábado, 27 de junho de 2026

Mulheres e jovens lideram pressão por mudanças na jornada de trabalho, afirma Luiz Marinho

Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu a redução da jornada de trabalho e o fortalecimento da mobilização social

Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu a redução da jornada de trabalho e o fortalecimento da mobilização social

Tirzah Braz/MTE/Divulgação/JC
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Gabrieli Silva
Gabrieli SilvaRepórter
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou neste sábado (27), em Porto Alegre, do encontro "Movimento Sindical: Desafios e Sustentabilidade", promovido pelo Fórum das Centrais. Realizado no auditório do Semapi, o evento reuniu dirigentes, lideranças sindicais e representantes de diversas categorias em um momento de intensificação do debate nacional sobre temas como a redução da jornada de trabalho, a escala 6x1 e o fortalecimento da negociação coletiva.
Em sua participação, o ministro defendeu o papel do movimento sindical na construção de melhores condições de trabalho e ressaltou a necessidade de mobilização social para avançar em pautas consideradas prioritárias para os trabalhadores.
A reconstrução da estrutura do Ministério do Trabalho foi apontada por Marinho como um dos principais desafios da atual gestão federal. Segundo ele, o governo ainda enfrenta os efeitos do desmonte institucional ocorrido nos últimos anos e trabalha para recompor estruturas administrativas, políticas públicas e a capacidade de atuação do Estado.
"Nós estamos em um processo de reconstrução. O ministério foi muito desmontado e ainda não está plenamente estruturado para dar conta de todos os desafios", afirmou, ao mencionar dificuldades orçamentárias e institucionais herdadas do período anterior.
A redução da jornada de trabalho ocupou parte central da fala do ministro durante a coletiva de imprensa. Ao criticar a resistência de setores empresariais à proposta, Marinho afirmou que avanços históricos dos trabalhadores sempre enfrentaram oposição.
"Desde que o mundo é mundo, a elite reage a qualquer avanço da classe trabalhadora. Foi assim com o fim da escravidão, com a CLT, com o 13º, com todas as reduções de jornada", declarou.
Para o ministro, não há evidências de que a diminuição da jornada comprometa a sustentabilidade econômica das empresas. "Não conheço, nem no Brasil nem no mundo, empresa que tenha quebrado por conta da redução da jornada de trabalho", acrescentou.
Ao defender mudanças no atual modelo de jornada, Marinho argumentou que escalas extensas, especialmente a 6x1, têm provocado impactos na saúde física e mental dos trabalhadores. Na avaliação do ministro, esse cenário gera custos sociais e econômicos que atingem empregados, empresas e o próprio Estado.
"A jornada atual tem gerado adoecimento, e isso cria custo para o trabalhador, para a empresa, para a saúde pública e para a Previdência", afirmou.
O ministro destacou ainda que mulheres e jovens estão entre os grupos mais afetados pelas atuais condições de trabalho e, por isso, têm assumido protagonismo nas mobilizações por mudanças. Segundo ele, a escala 6x1 é "especialmente cruel" para as mulheres, fator que ajuda a explicar sua presença crescente nas reivindicações por melhores condições de trabalho, ao lado da juventude trabalhadora.
Embora tenha defendido a negociação coletiva como principal instrumento para a construção de acordos, Marinho avaliou que a greve continua sendo um mecanismo legítimo quando há bloqueio no diálogo entre trabalhadores e empregadores.
"Às vezes, a greve tem o papel de provocar que a mesa de negociação seja instalada. Quando o diálogo está travado, ela ajuda a abrir caminho", disse.
Ao abordar os desafios para a aprovação de mudanças na legislação trabalhista e sindical, o ministro ressaltou a influência da composição do Congresso Nacional sobre a agenda do governo. Na avaliação dele, propostas como o fortalecimento do financiamento sindical dependem diretamente de maior apoio parlamentar. "É preciso trabalhar para mudar o perfil do Congresso, para que haja mais equilíbrio nas decisões", afirmou.