OAB e Polícia Civil lançam campanha para reforçar combate ao Golpe do Falso Advogado
Cássio FonsecaCom um tom de preocupação por mais uma vertente dos golpes digitais, ainda que esta não seja uma novidade, a Ordem dos Advogados do Brasil do Rio Grande do Sul (OAB/RS) e a Polícia Civil do RS lançaram, na manhã desta quinta-feira (26), a campanha “A melhor proteção é a informação”, em combate ao Golpe do Falso Advogado. O mote é conscientizar a população com estratégias de prevenção e checagem da identidade dos supostos profissionais do Direito que entram em contato.
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Comandaram a apresentação o presidente da OAB/RS, Leonardo Lamachia, e o chefe de Polícia do estado do Rio Grande do Sul, Heraldo Chaves Guerreiro. O primeiro explica que os golpes atingem não só a advocacia e a sociedade, como o próprio sistema de Justiça, por meio de apropriação do nome dos principais poderes.
Lamachia reforça que a entidade estadual está, desde 2023, no combate à fraude. No entanto, diz que o poder Judiciário e, principalmente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), devem ser mais colaborativos. “A grande maioria dos golpes se vale de informações públicas. Já passou da hora do CNJ entrar nessa luta.”
Também aponta que operadoras telefônicas têm sua clara parcela de responsabilidade e que processaram a Meta pedindo R$ 10 milhões em danos morais coletivos e investimentos em tecnologias que ajudem a inibir esses processos no âmbito digital.
O intuito, por fim, é que a população não deposite qualquer quantia sem ter contato com seu advogado de confiança. “Teremos palestras em Porto Alegre e em todas as nossas 107 subseções do Estado com advogados e agentes da Polícia Civil para fazer uma espécie de letramento digital”, destaca o presidente, sobre o que será feito na prática com o anúncio desta manhã.
Como exemplo, Lamachia fala sobre uma nova faceta das enganações. Criminosos, além da mensagem se passando por um advogado, também passaram a enviar um link para uma audiência fictícia que, por IA, há a figura de um juiz que inicia a dinâmica para chegar à conclusão que o cidadão tem um valor a receber de uma ação que estava tramitando na Justiça. As falsas autoridades, então, afirmam que é preciso um depósito inicial para receber a quantia. Feito o Pix ou o pagamento por boleto, está feito o estrago.
Guerreiro diz que o combate aos estelionatários não é suficiente e que a informação às pessoas é determinante. Ainda assim, ressalta as ferramentas para identificar os autores e mentores desse tipo de crime, mesmo que eles estejam atrás de uma tela.
Mesmo assim, esse é um golpe que cresce porque está dando certo. Os criminosos migram para onde encontram mais facilidade para enganar as pessoas, assim como ocorreu com o “golpe dos nudes” há alguns anos, quando também decolou.


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