É necessário αbrir os olhos e perceber que αs coisαs boαs estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisαm de motivos nem os desejos de rαzão. O importαnte é αproveitαr o momento, pois α vidα estα nos olhos de quem sαbe ver. Tento me lembrαr, de tudo que vivi, o que tem por dentro, ninguém pode roubαr. Pois os diαs ruins, todo mundo tem já jurei prα mim, não desαnimαr, não ter mαis pressα , eu sei que o mundo vαi girar . . .Eu espero α minhα vez.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Vontade
de ficar suspensa no ar. . .
Onde não
precisasse ouvir certos sons.
Que fazem os
tons leves escurecerem.
Preciso
encontrar uma maneira de proteger.
Levando para o
alto de onde vieram. . .
Amor semeado
colheita amada garantida.
Palavras
edificantes colheitas de paz certa.
Precisamos tecer
mais humildade
É o único
sentimento que poderá dar fim ao caos.
E liberdade nos
sentimentos e expressões.
Deixando o mundo
mais jovem e os corações leves.
Liberdade,
liberdade abre as asas sobre nós.
Sol
Holme
´
Jaime
Cimenti
Dietas sempre!
Desde
o doutor Hipócrates na velha Grécia (460 a.C a 370 a.C) até o doutor Atkins (1930-2003),
aquele da “dieta revolucionária”, passando pelo agente funerário William
Banting (1796-1878), Lord Byron (1788-1824), Imperatriz Sissi (1837-1898), Lady
Diana, Duquesa Kate e as torcidas do Barça, do Flamengo, do Esportivo de Bento
Gonçalves e outros bilhões de viventes, esse negócio de comer, emagrecer e
dietas é assunto milenar. Pelo visto vai continuar sendo.
Será
que algum genial médico-cientista não pode descobrir alguma cura para a
obesidade, ganhar o Nobel de Medicina e nos libertar desta eterna tirania das
dietas? Esses dias estava caminhando com um amigo no Parcão e, de repente, ele
teve que procurar um banheiro com urgência. Tinha tomado o remédio famoso
aquele para emagrecer... Deu tempo, ali, ali.
Essa
coluna é de utilidade pública. Tem umas poucas verdades sobre o assunto que
precisamos enunciar: comida oriental é quase sempre mais saudável que a
ocidental; os alimentos de nossas vovós, comida de verdade, arroz, feijão,
carne, frutas, verduras, ovos etc são mais saudáveis; pão da padaria é melhor
que o da fábrica; comer devagar e mastigar umas duzentas vezes, tipo vovô macróbrio
e macrobiótico, funciona;
pegar
e largar os talheres umas 50 vezes e ficar olhando um tempão os alimentos, tipo
“jogando sério”, é bom; comer dentro do carro, assistindo TV, de pé, caminhando
na rua, engorda mais; ingerir alimentos que tenham mais de cinco ou dez
componentes, que venham em embalagens com muito sódio e outros bichos é perigoso;
ingerir croquetes de botequim pode ser prejudicial à saúde e, por favor, me
mande umas verdades, dietético leitor. Sim, sei, esse negócio de comer é muito
discutível e as verdades acima não são bem assim, tudo bem.
Só estou
querendo ajudar a mim e a você, leitor, porque o verão está pintando e aí os
corpichos vão estar à mostra. Bom, se souber dessas novas dietas da moda que
funcionam por algumas semanas, me avisa. Tudo ajuda e estou precisando perder
uns quilinhos. Como dizia a outra, quando as coisas estão meio assim, melhor
cortar o cabelo, mudar o penteado e perder uns gramas. Ah, quando for conversar
sobre dietas, melhor falar com alguém do seu peso e tamanho.
Se a
pessoa for muito mais magra, vai ficar estranho, e se for muito mais gorda que
você, igualmente a conversa pode desandar. Carboidratos, proteínas, dieta da
lua, do sol, jejum, dieta da ervilha-de-charneca, eta assunto interminável. Pensando
bem, melhor do que falar de política, assunto
indigesto. Bom apetite!
Jaime
Cimenti
A história de um livro não
escrito
O
escritor e psicanalista argentino Luis Gusmán, nascido em Buenos Aires em 1944,
desde seu primeiro livro, El frasquito - publicado no Brasil pela Iluminuras em
1990 com o título O vidrinho -, consolidou-se como um dos grandes nomes de sua
geração e há muito é conhecido dos leitores brasileiros. Recebeu vários
prêmios, como o Boris Vian, e publicou, no Brasil, Villa (2001); Pele e Osso
(2009); e, como organizador, Sonhos (2003), de Franz Kafka, e Os Outros -
Narrativa argentina contemporânea (2010), todos pela Iluminuras.
O
romance Hotel Éden, que acaba de ser publicado por aqui, é de 1999 e estava
inédito em português. O prefácio e a tradução são de Wilson Alves-Bezerra, que
escreveu: “Hotel Éden é a narrativa nunca contada por Ochoa, o livro que ele
inclusive prometeu a si mesmo não escrever caso Mônica não enlouquecesse
completamente. Mas as histórias, sabemos, precisam ser contadas e, não por
acaso, aquela que por fim desvenda o mistério em questão não é outra senão
Mônica.”
Aos
50 anos, Ochoa se depara com o desafio de escrever Hotel Éden, o livro sempre
adiado e jamais realizado, e tem a oportunidade de poder lidar com as memórias
de sua relação com Mônica, a cabeleireira de olhos verdes e lábios carnudos,
sua amada, que ficou louca e o enlouqueceu. Sobre o mítico Hotel Éden de
Córdoba pairam lendas políticas do período peronista, como a de ter sido
refúgio de nazistas, mas também paira a história pessoal de Ochoa, sua foto com
os pais, lembranças de uma época de vacas gordas. Principalmente pairam as
lembranças de sua lua de mel com Mônica e sua fixação pela imagem da jovem
alemã da propaganda do hotel.
Ochoa
busca, com rememorações, algum sentido não apenas para as vicissitudes de seu
amor, mas também do ambiente no qual este se desenvolveu: a Argentina de Perón,
com as perseguições dos militares, o medo, a música e o cheiro daquela época.
Entre a investigação e a memória a narrativa flui, revelando ruínas do vivido e
do não vivido e a história secreta do hotel. Na impossibilidade da convivência,
Ochoa e Mônica vão se destruindo e enlouquecendo, vítimas de suas idealizações
e pulsões.
A
literatura aparece para Ochoa como possibilidade de redenção. Ele precisa
contar o que aconteceu, pois as histórias precisam ser contadas, especialmente
quando isto é o que resta. Editora Iluminuras, 144 páginas, R$ 38,00, www.iluminuras.com.br.
29
de novembro de 2013 | N° 17629
ARTIGOS
- Ibsen Pinheiro*
Réus poderosos
Tenho
lido tanto, nos últimos meses, sobre as festejadas prisões de poderosos, que
fico a me perguntar sobre o que mudou em nosso país. Passei a infância, a
adolescência e boa parte da maturidade sabendo que por aqui só se prende ladrão
de galinha, figura extinta por falta de galinhas no pátio, não de ladrões, que
hoje roubam ou furtam coisas mais e menos valiosas, e, incrivelmente, poucos
são presos. Ou são pouco presos, já que entram e saem dos presídios com
velocidade maior do que a dos visitantes.
Agora
é ser poderoso. Ou parecer poderoso. Primeira página, algemas, habeas corpus
negado, prisão prolongada e longas entrevistas judiciais (antes, juiz só falava
nos autos) sustentando o fim da impunidade são a marca invariável e repetida de
todos os poderosos recolhidos, e chego a me perguntar se aconteceu de fato a
troca de mão, ser poderoso dá cana, ser fichinha dá piedade diante das
injunções sociais que engendram a criminalidade dos miseráveis e adjacentes.
Até
que uma dúvida nova me assalta, ato corriqueiro, como se sabe. Assaltado, me
rendo, segundo a regra. Quem é poderoso? Será poder efetivo algo que some com a
primeira manchete negativa, às vezes com uma simples legenda de página interna,
nem sempre verdadeiras?
Primeira
e nova conclusão: poderoso não tem fama de poderoso. Tem poder real, não cuida
de ostentá-lo, faz o contrário, disfarça. Se não der, por causa do patrimônio,
finge que é ladrão de galinha, milhões de galinhas. E se afasta da publicidade,
deixando-a para deleite dos falsos poderosos, artistas, boleiros ou políticos,
exemplos perfeitos para construir a imagem do fim da impunidade.
Pois
não é que agora vem por aí um teste real? O Supremo Tribunal Federal está para
julgar faz tempo um processo que deve decidir sobre os créditos dos que
perderam com a correção amputada de suas poupanças nos confiscatórios planos
econômicos dos anos 1980 e 1990, dos menos votados ao famigerado Plano Collor.
De um lado, os poupadores, pequenos poupadores, pequeníssimos na imensa
maioria, e, de outro, o sistema financeiro, público ou privado, mas imenso, e
que, sonegando a correção real, faturou os tubos e mais alguma coisa.
Números
baixos falam em um passivo de R$ 8 bilhões, os altos vão a quase 200 (também
bilhões) e delírios chegam a trilhão, já como ameaça de quebra de todo o
“sistema”, modo de dizer que nesse caso o prejuízo é de todos. Incrível como
dinheiro privado, intocável, se transfigura em público na hora da crise. Talvez
por isso Bertolt Brecht não compreendia a lógica de assaltar bancos, quando é
tão mais seguro fundar um.
O
certo é que a pauta do Supremo – que nesse caso não tem a mesma celeridade tão
festejada dos últimos tempos– vai ter a oportunidade, espera-se que ainda em
2014, de condenar poderosos, não à cadeia, o que nem sequer renderia uma nota
de pé de página (não são famosos, são só poderosos), mas impor a pena onde mais
lhes dói: no bolso.
*JORNALISTA
29
de novembro de 2013 | N° 17629
PAULO
SANT’ANA
Ontem foi um dia
fatigante
Foi
sem dúvida ontem o dia mais estafante de minha vida. Além de cuidar desta
coluna e do blog que tenho, que bateu anteontem um recorde de 21 mil acessos,
nem me lembro sobre o que falei, fui alvo ontem de inúmeras entrevistas, parece
que todos se reuniram sem se combinar para falar comigo.
Desde
cedo, o Andrei Kampff me procurava para me entrevistar para o Esporte
Espetacular, da Globo, queria me ouvir sobre os 30 anos da conquista do mundial
em Tóquio pelo Grêmio.
Além
disso, a pessoa que mais sabe sobre mim, o Adriano Mazzarino, destacado
jornalista de Encantado, queria me entrevistar sobre todos os assuntos. Foi uma
entrevista agradável, é lógico, ele só queria que eu falasse sobre mim. Então,
deitei e rolei.
Além
disso, os dirigentes da Net Eduardo Dall’Agno e Zento Kulczynski vieram até ZH,
é incrível, prestar contas a mim das modificações que sofrerá a Net no painel
de seus canais, que serão agora agrupados por assunto, o que facilitará a
procura dos assinantes na grade.
Ouvi
o relatório e aprovei.
Tinha
mais: era o dia da Festa dos Jubilados na RBS. E, entre centenas de
homenageados meritórios, estavam o Pedro Sirotsky e o Fernando Ernesto Corrêa,
duas pessoas que me amam e sobre as quais nutro o sentimento recíproco
exatamente correspondente.
Pedro
Sirotsky e Fernando Ernesto Corrêa pertencem ao relicário mais alto e profundo
do meu coração.
Os
dois somam juntos quase um século de serviços prestados às comunicações e à
RBS.
Foi
um dia estafante. Emocionei-me tanto durante o dia, que à noite eu perguntava:
“Coração, por que é que tu não paras?”.
Sou
um mal-agradecido, mas a verdade é que as pessoas e as entidades têm
reconhecido largamente o meu trabalho nesses 43 anos de RBS.
A
gente, às vezes, se sente injustamente esquecido, mas isso é natural. Da minha
parte, não tenho por que me queixar. O meu meio é pronto e solícito em
agradecimentos e louvores ao que fiz em minha profissão.
Se
há alguém que falhe, devo ser eu. É possível que por vezes eu me esqueça do
mérito dos outros.
Sem
os outros, eu e todos não seríamos ninguém.
“O
inferno são os outros”, disse o grande Sartre. Entendi-o, mas o céu também são
os outros. Sem eles, nada significaríamos.
29
de novembro de 2013 | N° 17629
DAVID
COIMBRA
Ego
Desconfio
de qualquer um que seja doutrinário. O acólito, o seguidor de doutrina, o
radical de qualquer crença, partido, igreja ou ideal, esse é inevitavelmente um
idiota. Impossível ser radical sem ser idiota.
O
radicalismo é um desvio de personalidade. Porque, ao radical, pouco importa no
que ele acredita. O que importa é ele acreditar radicalmente em alguma coisa. O
radicalismo é apenas um meio. Um instrumento em que ele exercita o seu egoísmo.
Assim
a mulher feminista. É o pior tipo de mulher com quem conviver, porque ela
justifica o seu egoísmo intelectualmente. A mulher feminista, quando faz o mal
ao seu companheiro, alega estar sendo honesta com seus sentimentos. E sai pelo
mundo de nariz erguido, repetindo com orgulho: sou uma mulher honesta! Sou uma
mulher honesta!
Ora,
ela foi honesta com os sentimentos DELA. E os dele? Uma pessoa que se preocupa
só com os seus sentimentos e esquece o dos outros, o que é?
Egoísta.
No caso da feminista, uma egoísta com discurso, cruzcredo.
Fuja
da mulher feminista.
Também
o político. Se você tiver de escolher entre um político idealista e um político
hipócrita, quem você escolherá? O idealista, claro.
Pois
você fará má escolha. O hipócrita tem o freio da própria hipocrisia. Se os
outros não gostam, ele hesita. Quer dizer: mesmo que seja por interesse, ele,
de certa forma, se preocupa com o sentimento dos outros.
Já o
idealista não vacilará em cometer os maiores desatinos e as maiores
desumanidades em nome do seu ideal. Porque o ideal dele está acima de tudo,
inclusive das pessoas. Seja que ideal for, na ponta direita ou na ponta esquerda.
O importante é que ele tenha essa justificativa para o seu egoísmo. Ele passa
por cima dos outros e ainda bate no peito: tive que fazer isso, porque era no
que acreditava.
José
Dirceu é um idealista. Ele não queria se locupletar com o mensalão. Nada disso.
José Dirceu tinha um projeto de poder para o PT, e acreditava que aquele
projeto salvaria o Brasil, assim como a feminista acredita estar sendo honesta
quando coloca os sentimentos dos outros como subalternos aos seus.
É
por isso que José Dirceu acredita, de fato, que é um preso político, que é um
injustiçado. Porque seu ideal dava salvo-conduto para quaisquer de suas ações,
o ideal transformava seu egoísmo em doutrina. Para Dirceu, o seu egoísmo era
mais do que isso: era heroísmo.
Ah,
mas às vezes os egoístas são desmascarados, e aí lhes aguarda a danação. Aos
egoístas, e às egoístas, está reservada a maldição dos versos finais da
composição imortal de Lupicínio, Vingança:
“Você
há de rolar como as pedras que rolam na estrada. Sem ter nunca um cantinho de
seu pra poder descansar”.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Meu
coração virou alado.
Cansado
de dramas da vida resolveu mudar o caminho...
Juntou
uma atitude com centenas de pensamentos e se foi céu à fora.
Apenas
uma pista de decolagem se foi é um coração criança.
Com
atitude de terceira idade....
Esse coração de segunda à segunda-feira.
Não
para nunca cheio de vida e de sonhos... É só sentir um vento forte,
lá
vai ele olhei para o céu lá estava feliz e fagueiro.
Coração
cigano não espera nem amanhecer se manda por não dever.
Vai
coração até que um dia teve atitude....
Só não esqueça de voltar.
Só não esqueça de voltar.
Aqui
é e será sempre o teu lugar.
Sol Holme
Contardo
Calligaris
Adorável 'Jovem e
Bela
Conselho:
meus amigos, cresçam ou caiam fora, joguem videogame com o irmão ou namorem a
irmã
"Jovem
e Bela", de François Ozon, conta uma temporada na vida de uma adolescente:
Isabelle, 17 anos, tem seu primeiro namorico de verão e se prostitui no outono
e inverno seguintes. Marine Vacth, a atriz, além de jovem e bela, é adoravelmente
emburrada, como só os adolescentes franceses conseguem ser.
Aviso
aos espectadores: entre ela, o comportamento de seus pais, a classe do colégio
discutindo um poema de Rimbaud e a paisagem, o filme pode matar qualquer um de
saudade de Paris e da França. Agora, alguns pontos (sem "spoilers").
1) O
namorico de Isabelle durante o verão é sinistro, como a maioria dos namoricos
de praia entre adolescentes. Isabelle olha para sua primeira transa como uma
espectadora que não acredita na miséria do que está acontecendo. Cá entre nós,
qualquer coisa é melhor e mais interessante do que aquilo --talvez até se
prostituir num estacionamento.
2)
Durante esse verão, Isabelle se irrita quando a mãe manifesta uma curiosidade
bestamente cúmplice: cadê aquele jovem alemão bonito? Os pais adoram que os
namoradinhos se incorporem ao cotidiano da família: eles esperam que o lar
acabe domesticando o desejo sexual das filhas.
Mais
tarde, no filme, Isabelle não aguenta a visão de seu novo namorado de pijama na
mesa de família. Para completar, o namorado vai jogar videogame com o
irmãozinho de Isabelle. Essa prática nefasta é frequente; conselho: meus
amigos, decidam-se, cresçam ou caiam fora, joguem com o irmão ou namorem com a
irmã.
Com
a desculpa de que a rua de noite é insegura, os pais permitem e aprovam que
muitos adolescentes brinquem de marido e mulher no seu quarto de crianças. O
que tem de errado em deixar o namoradinho dormir com a namoradinha? Nada, mas é
isso mesmo que se faz na casa dos pais: dormir --não transar. Para descobrir o
que é sexo, é melhor sair de casa.
Por
que condenar os adolescentes a começar sua vida sexual "em família",
ou seja, dormindo?
3)
Isabelle diz que ela podia até não gostar de se prostituir, mas, uma vez de
volta ao lar, ela estava a fim de recomeçar. É uma definição perfeita da
fantasia erótica: a realização pode não dar prazer, mas a gente fica a fim de
recomeçar, sobretudo quando se afoga na mesmice.
4)
Para encontrar clientes, Isabelle tem um perfil (sem rosto) num site. Receamos
que a internet seja o paraíso dos predadores de crianças. Mas o inverso talvez
tenha se tornado mais frequente: menores disfarçados como maiores se oferecem
para sexo, por dinheiro ou não.
5)
Engraçado. Podemos duvidar da maturidade de alguém de 17 anos para se
prostituir ou mesmo para transar, a não ser que isso aconteça com o namorado de
pelúcia --aquele que, de manhã, joga videogame com o irmãozinho.
Ao
mesmo tempo, queremos que esse alguém de 17 anos, na escola, leia
"Roman", que Rimbaud escreveu, justamente, aos 17 anos. Mathilde
Mauté, a mulher de Paul Verlaine, tinha 17 anos e estava grávida quando
Rimbaud, 17 anos, chegou na casa de Verlaine para começar a tórrida e famosa
história de amor dos dois amigos.
Seria
bom decidir um dia o que queremos e esperamos de um adolescente.
6) A
partir de que idade, para nossas leis, um jovem pode livremente consentir a ter
sexo com coetâneos e adultos? A idade do consentimento sexual, na França, é 15
anos. No Brasil, há muito tempo, ela é de 14. Aposto que muitos imaginavam que
fosse mais tarde.
Tanto
a lei francesa quanto a brasileira levam em conta uma vulnerabilidade dos
jovens até os 18 anos. E considera-se que a prostituição se aproveite dessa
vulnerabilidade. Ou seja, é permitido que um adulto transe com alguém de 17
anos que consinta por amor (por exemplo). Mas não se a transa for por dinheiro.
Não
tenho nenhuma simpatia pela prostituição de adolescentes. Mas não deixa de ser
bizarro: se a idade do consentimento é 14 ou 15 anos, por que a liberdade de se
prostituir começaria só aos 18? Duas respostas possíveis.
A
primeira é que somos ingênuos. Acreditamos que transar com alguém "por
amor" não signifique se aproveitar de sua vulnerabilidade. Tendo a pensar
o contrário: o amor, pretenso ou "verdadeiro", sempre foi uma arma
para pegar inocentes desprevenidos.
A
segunda resposta é que, apesar de nossa suposta liberação, somos escandalizados
pela ideia de que haja desejo sexual e sexo sem a boa desculpa do envolvimento
emocional. Eles podem transar porque se amam. Agora, transar só para transar é
coisa de puta, não é?
ccalligari@uol.com.br
Eliane
Cantanhêde
Do lado de fora da
Papuda
BRASÍLIA
- Se a prisão de José Dirceu e José Genoino foi realmente dramática, as
tentativas nada sutis de fuga estão virando piada em Brasília e nas redes
sociais.
Dirceu
girar, girar e acabar virando gerente administrativo de um hotel que era
justamente de Sérgio Naya, deputado que foi cassado e preso, é a realidade
esbarrando na ficção. Ok, a vida dá voltas, mas não precisava tanto. As
perguntas são as mais maliciosas: vai cuidar do "lobby"? Vai para a
"lavanderia"? Ou vai carregar as "malas"?
Não
bastasse, a chefe de Dirceu no hotel ganha R$ 1.800, mas o salário dele vai ser
de R$ 20 mil por mês. E com um vidão. Suíte à disposição, bar 24 horas por dia,
uma piscininha de vez em quando, entra e sai à vontade de amigos e
correligionários. Aquilo vai virar uma festa.
Quanto
a Genoino, exageraram na dose da vitimização e o remédio começa a fazer efeito
inverso, criando uma nuvem de desconfianças.
Ele
passou mal no voo para Brasília, mas tinha se recusado a fazer qualquer tipo de
exame antes de embarcar. Já na Papuda, foi anunciado que ele teve um infarto,
mas foi só um pico de pressão.
O
Supremo avalia prisão domiciliar permanente, mas uma junta médica atesta que
não é "imprescindível". Por fim, a Câmara tem de decidir sobre a
aposentadoria por invalidez, mas uma segunda junta diz que a cardiopatia não é
tão grave.
O
processo de vitimização evoluiu para um estágio de constrangimento geral. No
meio desse caminho, destaque para o artigo impecável do colega Marcelo Coelho,
relatando fatos do mensalão e do julgamento, sem emoção, sem adjetivos, para
concluir que, inocente, Genoino não é.
Segundo
um velho ditado, "quanto mais alto, maior o tombo". Segundo outro, na
mesma linha, "esperteza, quando é muita, vira bicho e come o dono". A
hora é de humildade, gente. Tentar garantir o luxo de Dirceu e santificar
Genoino vai ter efeito bumerangue. Aliás, já está tendo.
28
de novembro de 2013 | N° 17628
EDITORIAIS
MENOS SECRETO
Mesmo
diante da pressão das ruas, que incluiu o fim das decisões secretas em todas as
casas legislativas do país como prioridade, o Congresso acaba de desperdiçar
uma grande oportunidade de enterrar de vez essa anomalia, que conspira contra a
transparência dos atos dos parlamentares.
Numa
sessão tumultuada, marcada por manobras regimentais, o Senado optou pelo voto
aberto apenas nas votações para cassação de mandatos e vetos presidenciais. A
maioria do plenário manteve sob sigilo a indicação de autoridades para o Poder
Judiciário e para o Ministério Público, deixando uma brecha para que a eleição
de membros das mesas diretoras da Câmara e do Senado, incluindo a presidência,
siga secreta. O avanço, portanto, foi parcial, e a pressão por menos opacidade
no Legislativo precisa continuar.
Não
surpreende que, entre os opositores da transparência absoluta nas decisões dos
parlamentares, estejam expoentes de um jeito de fazer política cada vez mais
contestado pelos eleitores. O próprio senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi
eleito no início do ano para a presidência do Senado em votação secreta.
Alguns
de seus defensores, ouvidos posteriormente, negaram o voto, beneficiados pelo
fato de que não há como averiguar se falavam ou não a verdade. Decisões na
surdina prestaram-se até hoje para sustentar gestos corporativistas – a mais
recente das quais é a que manteve o mandato do deputado Natan Donadon (sem
partido-RO), preso na Papuda, em Brasília, sob a acusação de ter desviado
verbas da Assembleia de Rondônia.
Depois
de cinco anos de tramitação no Congresso, a decisão dos deputados vai permitir,
pelo menos, que a decisão sobre mandatos de parlamentares condenados no
mensalão seja feita às claras. É um avanço em relação a casos anteriores, nos
quais, mesmo diante de flagrante quebra de decoro, muitos parlamentares se
mantiveram no cargo acobertados pela forma sigilosa com que esse tipo de
decisão era tomado no Legislativo.
Menos
mal que, desta vez, a parte rejeitada pelo Senado, já aprovada pelos deputados,
voltará para a Câmara, onde a tramitação, é claro, vai continuar na dependência
de pressão popular. E é importante que os brasileiros se mantenham vigilantes.
Com raras exceções, o voto fechado só se presta para acobertar parlamentares
que não têm coragem de assumir seus atos com transparência perante os
eleitores. Numa democracia como a defendida com mais intensidade nas ruas a
partir de junho, não pode haver espaço para práticas diante das quais os eleitores
não têm como exercer qualquer vigilância.
28
de novembro de 2013 | N° 17628
OLHAR
GLOBAL | Luiz Antônio Araújo
O mercado como remédio
Na
entrevista concedida na terça-feira ao repórter Léo Gerchmann, de Zero Hora, o
presidente uruguaio José Mujica referiu-se sarcasticamente aos utopismos de
direita e de esquerda. O neoliberalismo, afirmou, é um utopismo de direita por
acreditar que, pela via crônica de mercado, se solucionam todos os problemas.
Já
assinalei a ironia existente no fato de um governo de verniz socialista como o
de Mujica ter decidido assegurar a seus cidadãos um direito reivindicado por
Adam Smith e todos os seus sucessores e banido pelo Estado na maioria de suas
encarnações contemporâneas: o de cultivar e consumir livremente espécies
vegetais.
A
imensa maioria dos governos recorre à força policial para impedir a produção e
o consumo da Cannabis sativa, da qual a maconha é uma das variedades. Em busca
de alternativas menos violentas, o socialista Mujica não encontrou outro
instrumento melhor do que o mercado.
Este
é Mujica, mas poderia ser um economista neoclássico: “O narcotráfico é um
fenômeno capitalista típico. Como tem alto risco, tem alta taxa de lucro. E por
que tem alta taxa de lucro? Porque é um monopólio, poucos o praticam porque tem
alto risco. Mas é um fenômeno que se alimenta assim mesmo. A repressão assegura
o monopólio para os poucos que estão no negócio.
Não
há concorrência, ou há muito pouca”. Este é Milton Friedman, Prêmio Nobel de
Economia de 1976 e defensor ardoroso da legalização das drogas, mas poderia ser
Mujica: “Se você legaliza (as drogas), você destrói o mercado negro, o preço
das drogas cairia drasticamente. E, como economista, (entendo que) preços mais
baixos tendem a gerar mais demanda. De qualquer maneira, há algumas observações
muito fortes a serem feitas sobre isso. O efeito da criminalização, de
criminalizar as drogas, é levar as pessoas das drogas leves para as drogas
pesadas”.
Convém
não exagerar ao notar as similitudes entre Mujica e Friedman. O Nobel de
Economia dificilmente assinaria embaixo do projeto de lei uruguaio, que, em
síntese, estatiza a produção e a venda de maconha para consumo pessoal e
permite que usuários plantem pequenas quantidades da erva. O presidente
certamente ficaria constrangido diante da opinião de Friedman a respeito dos
atuais traficantes de drogas: “As pessoas que estão comandando o tráfico de
drogas não são diferentes do resto de nós, exceto pelo fato de que têm mais habilidade
empreendedora e menos preocupação em não machucar outras pessoas”.
Do
ponto de vista prático, porém, Mujica e Friedman estão mais próximos do que se
supõe. São como dois médicos, um da Suíça e outro da zona rural da Mongólia,
que, partindo de dados e tradições distintas, tivessem chegado ao mesmo remédio
para combater uma doença. O tempo dirá se descobriram a cura.
28
de novembro de 2013 | N° 17628
PAULO
SANT’ANA
Grupo de análise
Eu e
mais três amigos gremistas formamos um grupo de trabalho informal. Melhor
qualificá-lo como um grupo de análise.
Debruçamo-nos
nos últimos dias a investigar as causas do não aparecimento de gols no ataque
gremista.
Confesso
que não fui quem descobriu o centro do nosso diagnóstico, foi um dos meus três
companheiros de grupo: o problema fulcral do ataque gremista é Kleber. Eu
endosso.
Chegamos
até à conclusão de que as atuações falhas de Barcos nos últimos jogos se devem
a Kleber.
É
possível que meu grupo de análise não esteja com a razão, mas a chance de que
estejamos certos é muito grande.
O
fato é que, a exemplo de Barcos, Kleber vem sendo uma nulidade no time
gremista. O que nós intuímos é que Barcos se prejudica com Kleber no ataque e
jamais o contrário.
Além
das inconsequências técnicas e táticas de Kleber, ele gasta metade das jogadas
em campo protestando contra o juiz, criticando o juiz, reclamando do juiz. São
reclamações acintosas e desafiatórias. Deveria levar mais cartões pelo seu comportamento
contumaz de censor das arbitragens enquanto o jogo se desenvolve, inclusive
algum cartão vermelho.
Na
verdade, apesar de seu cartaz, Kleber não deu qualquer contribuição ao time
gremista desde que aqui chegou.
Tenho
uma certa coragem ao escrever esta conclusão do meu grupo de análise antes do
jogo decisivo que temos contra o Goiás, no próximo domingo, às 19h30min.
Se
Kleber tiver grande atuação no próximo domingo, o que sinceramente desejo com
todas as forças do meu coração, esta crônica que estou escrevendo empalidecerá.
Mas
eu arrisco: Kleber é o atraso técnico e tático do time gremista até aqui.
Barcos
tem contrato com o Grêmio até 2016. Devemos tentá-lo no ano que vem com nova
formação no ataque. Não sei quando termina o contrato de Kleber com o Grêmio,
mas eu opinaria, antes do jogo contra o Goiás, que devemos transferi-lo de
clube ao fim do ano.
Tenho
curiosidade para saber o que pensará Fábio Koff desta crônica que estou
escrevendo. Eu gostaria até que Fábio Koff fosse integrante de meu grupo de
análise. Se o fosse, teríamos mais poder decisório dentro do nosso grupo.
Mas
quero crer que Fábio Koff dará razão à conclusão de meu grupo de análise.
Por
sinal, talvez solitariamente Fábio Koff esteja fazendo uma análise deste Grêmio
de Renato Portaluppi com vistas a decisões que ele terá de tomar para 2014, se
forem para melhor, pois que incorpore as minhas ideias e as do meu grupo.
O
fato é que o futebol é uma ciência de emaranhado ideológico e de raciocínio e é
preciso que pessoas se dediquem a pensá-lo e a decifrá-lo.
E,
se me permitem externar uma confidência, adianto, com todo o risco em que uma
especulação incorre: Koff está indeciso quanto a se renova ou não o contrato de
Renato.
E eu
opino, não fico em cima do muro: se o Grêmio se classificar para a Libertadores
de 2014, Koff deve manter Renato, até como recompensa ao mérito.
Se o
Grêmio não se classificar para a Libertadores, no entanto, sinto com dor no
coração, mas sinto: Renato não pode ficar.
28
de novembro de 2013 | N° 17628
L.F.
VERISSIMO
Como seria
Alguém
aí se lembra que um dos primeiros atos do Collor na presidência foi fechar um
local onde faziam experiências nucleares, simbolizando o fim da pretensão do
país de ser uma potência atômica? Ou eu estou delirando?
A
pretensão era defendida pela facção Brasil Potência entre os militares e
imagina-se que a negociação secreta para o seu fim, talvez instigado pelos
americanos, não tenha sido fácil. De qualquer maneira, não se ouve mais falar
em programa nuclear brasileiro nem em Brasil Potência, os militares estão
quietos e o próprio Collor anda meio apagadão.
Só
pensei no assunto porque é interessante especular sobre como teria sido se o
Brasil não desistisse do programa e estivesse hoje a ponto de dominar a
tecnologia nuclear, na última fase do enriquecimento de urânio e prestes, Deus
meu, a ter a bomba. Seríamos considerados uma ameaça à paz continental e ao
equilíbrio geopolítico da região? As grandes potências se uniriam contra nós,
como fizeram com o Irã, e nos mandariam voltar para nossa insignificância
bélica? Especulações, especulações. Seja como for, seria bom ter a bomba nem
que fosse só para ver a cara dos argentinos.
PESOS
E MEDIDAS
Recorre-se
tanto à frase “dois pesos e duas medidas” para reclamar isonomia no julgamento
dos casos de corrupção no país, que eu proponho o fim da hipocrisia. Oficialize-se
já dois sistemas de pesos e medidas diferentes no Brasil, um que vale só para o
PT (Sistema 1) e outro para os outros, principalmente o PSDB (Sistema 2). As
previsíveis confusões – desencontros em construções, conflitos na medição de
terras etc. – seriam resolvidas por um conselho arbitral formado por
representantes dos dois sistemas. Desde que não fosse presidido pelo Barbosa,
claro.
O
ESQUECIDO
Depois
de ver pela TV o último jogo do Bayern Munich, aprofundou-se, para mim, um
mistério. Está certo, Cristiano Ronaldo é ótimo, Messi é espetacular, Neymar é
genial – mas por que, na hora de premiar o melhor do mundo, nunca se lembram do
Robben? Ele é aquele holandês careca que tem o hábito de decidir jogos, como
fez contra o Brasil na Copa da África do Sul. É o jogador mais produtivo do
mundo. E sempre é esquecido.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
.
Você me tinha em suas
mãos. E acho que o erro foi esse.
Você sabia disso e por isso não cuidou.
Achou que eu sempre estaria nas suas
mãos. Mais um erro.
Eu escapei, pelos teus
dedos. E pedir desculpas, pedir
pra eu voltar,
não vai adiantar muita coisa.
Hoje estou nas mãos do vento.
E
espero que ele me leve até alguém que cuide de
mim, dessa vez.
Querido John
By Keyla
27
de novembro de 2013 | N° 17627
MARTHA
MEDEIROS
Um toque da
Tailândia
Passei
os últimos 21 dias realizando um sonho antigo: conhecer a Tailândia e, de
quebra, dar um pulinho no Camboja logo ali ao lado – ainda que seja um
disparate falar em “logo ali” ao referir-se à Ásia.
Acompanhada
do grupo seleto comandado pelas gurias do Viajando com Arte, vivi em três
semanas o que nunca imaginei possível em menos de três vidas: fiz desde um
safári de elefante até rafting de jangada, fui de mergulho em alto-mar a
passeio de barco por aldeias flutuantes, de luau na beira da praia a cerimônia
de bênção de um monge, sem falar na apimentada aventura gastronômica e no
impacto de conhecer os templos de Angkor montada numa bicicleta. Cada dia
parecia possuir 40 horas, exatamente o que se deseja quando se está num ritmo
frenético de trabalho, com a vantagem de o trabalho ter sido deixado pronto
antes.
Os
detalhes ficarão para a segunda parte de Um Lugar na Janela, relatos de viagem
que um dia voltarei a publicar. Por ora, sendo o espaço curto, saliento o
reencontro com algo que se tornou raro entre nós: a delicadeza.
O
Oriente não grita. O Oriente sussurra.
Além
de usarem um tom de voz absolutamente relaxante para nossos ouvidos
estressados, nunca vi tantos sorrisos em rostos estranhos. As pessoas sorriem o
tempo todo umas para as outras. Por nada. Por tudo. Trabalham sob um calor
massacrante e ainda assim não se emburram, não perdem a compostura, não passam
a mão na testa, parece que nada que é externo os atinge. O ar-condicionado
funciona por dentro. A alma é que é climatizada.
Sua
cultura não estimula o contato físico que para nós é tão normal: nem abraços,
muito menos esbarrões. Não se tocam com o corpo: o contato se dá com o olhar
direto e com o semblante sereno de quem, em sua infinita calma (90% da
população é budista), tem tempo para ouvir os outros e para repetir informações
pacientemente até que fique claro que o importante não é tocar, e sim trocar.
Até
mesmo no apressado e caótico trânsito de Bangcoc, a coisa se resolve sem
buzina.
Pessoas
viajam pelo mundo para conhecer monumentos, comer, comprar. A atenção geralmente
é voltada para o que se pode fotografar com a câmera e administrar com o bolso.
A Tailândia e o Camboja são realmente fotogênicos. Quanto às compras, o mundo
virou um supermercado gigante e o que se comercializa lá é vendido aqui também,
compra-se mais por impulso do que pela novidade. O que não se globalizou
(ainda) é o espírito do lugar, e isso é que verdadeiramente encanta: a
reverência que não é submissão, mas respeito. O silêncio que não é timidez, mas
educação. E flores e cores em abundância, que traduzem a importância do mínimo
essencial: a beleza que não é vaidade, mas manifestação de amor à vida.
Impossível
não voltar tocada.
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