quarta-feira, 1 de julho de 2026


01 de Julho de 2026
CARPINEJAR

A Majestade, a bola

A bola oficial da Copa do Mundo é tão completa que só falta falar. Ou apitar o jogo. Desfruta de um sensor que envia dados em tempo real para a arbitragem no VAR. Aquela discussão sobre se ela atravessou a linha do gol ou não acabou por ser extinta.

Eu tive contato com bolas pré-históricas, estilo pneu que murchava. Nem parece que foi nesta vida.

Nas peladas, na várzea, na baba, no rachão da minha infância, nos anos 1970 e 1980, qualquer objeto vagamente esférico nos servia. Já joguei com pedra, com pinha, com bolinha de meia, com novelo de lã.

Experimentávamos um confronto de natureza totalmente livre e selvagem. Escolhíamos os times, um sem camisa e o outro com camisa. Delimitávamos o campo, que podia ser na rua ou num terreno de areia. Improvisávamos goleiras com chinelos, tijolos ou nas portas de garagem.

Em grande parte das vezes, atuávamos descalços. Aceitávamos impedimentos, marcávamos as faltas de acordo com o grau de violência, de modo consensual entre quem agredia e quem apanhava, e o tempo se resolvia pelo placar: até cinco virava, até 10 terminava.

Quando contávamos com uma bola de verdade, achávamo-nos profissionais. Números definiam o seu tamanho: 1, 2, 3, 4 e 5.

Enfrentávamos a missão de fazer a bola durar. Esfregávamos sebo no couro para não rachar. Mas ela morria cedo, antes dos 10 meses. Sua morte acontecia lentamente, estourando ao chocar em cercas, espinhos de árvores e muros pontiagudos.

Ela ia descascando pelo uso, soltando os gomos. Diferentemente da atual, em que os painéis são colados a quente, formando uma barreira impermeável, a nossa majestade na meninice abria fendas na superfície. Na chuva, a água entrava por esses buracos, encharcava o interior da estrutura e a deixava muito mais pesada.

Você passava a conduzir um coco verde. A bola dobrava de peso, chegando a 800 gramas, quase um quilo. Talvez isso explique a força maior de nossos chutes.

Existia uma pele adicional que rapidamente se desfazia pelos paralelepípedos ou campinhos de terra batida.

Ao longo das semanas, a bola perdia o formato redondo original e se tornava um ovo, ocasionando quiques imprevisíveis para o goleiro ou dificultando os passes e arremates. Tentávamos protelar o seu fim o máximo possível, mas a partida ficava praticamente inviável. Você empurrava para a esquerda e ela rolava para a direita.

A câmara de ar interna (de borracha ou látex) expandia mais para os lados onde a costura estava frouxa, criando calombos.

Sua bexiga saltava para fora. Testemunhávamos uma cena horrível, cheia de barulhos estridentes e gemidos a cada novo toque com a sola dos nossos pés.

Ela agonizava com o abscesso, com a hérnia externa, com a válvula dilatada.

Um sentimento de luto dominava os meninos quando a bola adoecia. Transformava-se numa paciente terminal, incurável. Diminuíamos o ritmo da refrega, das divididas, dos encontrões. Evitávamos o atrito passional. A iminência do adeus despertava uma compaixão, um cuidado, um receio de ser o último algoz a furá-la.

Despedíamo-nos de nossa amiga de tantas alegrias. A bola era profundamente humana. 

CARPINEJAR

01 de Julho de 2026
MÁRIO CORSO

Por que amamos os gatos?

Estou bem acompanhado no meu amor pelas minhas duas gatas, o fã clube do gato é imenso. Não só dentro de casa, o gato virou ícone na internet, há uma saturação imagética dele na cultura digital. O que nele captura a tantos? O homem sempre usou animais para pensar relações sociais, emoções, virtudes e vícios. A raposa é astuta, o leão é corajoso, o cão é fiel, e o gato, o que é?

O gato surgiu como antagonista do rato, isso o marcou arquetipicamente como um colaborador nosso e como oposto do inimigo em comum. O rato é um ser sujo, por viver perto do lixo, no esgoto, impuro; no contraponto o gato é limpo e se é limpo é puro. O rato é noturno, do escuro; nossa imagem de gato é dele deitado ao sol, um ser da luz. O rato é por excelência o animal da contaminação, da peste, e o gato o guardião dessa fronteira. Temos asco pelo rato e atração pelo gato.

O gato é um animal selvagem dentro de casa, predador domesticado mas que nunca foi completamente domado. Isso cria uma tensão: ele é perigoso sem ser ameaçador, próximo sem ser submisso. O cachorro ama você. O gato suporta que você exista. Essa assimetria nos é sedutora.

O gato é um animal que performa o corpo, espreguiça, arqueia, ronrona e lambe-se. É quase exibicionista involuntário. Nós enxergamos sensualidade na sua ioga natural. Não é coincidência que "gatinha" tenha se tornando sinônimo erótico em tantas línguas.

A independência, como valor moderno, também explica o seu sucesso contemporâneo. O gato é o animal do indivíduo urbano hipermoderno, não exige horário, não exige passeio, não exige reciprocidade emocional imediata. É um companheiro que respeita a solidão e sabe esperar.

O mistério é outro engate. O gato é ilegível, a persistência de seu enigma é um obstáculo para que tentemos projetar nele nossos pensamentos, apesar disso, é presente o suficiente para criar vínculo.

Agora que os gatos de rua estão desaparecendo, os gatos tornaram-se aristocratas. Eles levam a vida que gostaríamos de ter. Com todo tempo do mundo para dormir e fruir a existência. Eles são uma oração e um elogio ao silêncio. Eles são o avesso da nossa ansiedade, a pausa da nossa correria, a paz que não encontramos. 

MÁRIO CORSO

01 de Julho de 2026
OPINIÃO RBS

Uma eleição negligenciada

Não chega a surpreender, mas preocupa. Uma pesquisa do Instituto Datafolha publicada na segunda-feira mostrou que 67% dos eleitores entrevistados não lembram em quem votaram para deputado federal em 2022. O nível de esquecimento em relação aos senadores e deputados estaduais escolhidos quatro anos atrás é semelhante: 66%.

Sabe-se há muito que as eleições para os Legislativos no Brasil despertam menor atenção dos eleitores em relação aos postos no Executivo. As disputas para presidente da República, governador e prefeito costumam gerar maior mobilização entre os votantes por expressarem de forma mais patente e personalizada o confronto entre grupos políticos antagônicos. O engajamento é ainda maior quando líderes carismáticos estão nas cabeças de chapa e vão para o embate direto nas urnas. 

Persiste também a percepção solidificada pela tradição presidencialista brasileira de que o governante é a figura forte que personifica o poder e tem o condão de comandar o destino da sociedade que o elegeu. A mesma pesquisa Datafolha aponta que apenas 7% dos ouvidos não lembram em quem votaram para o Palácio do Planalto em 2022. Para governador, o percentual sobe para 38%. Mais alto, mas ainda assim muito distante em relação às taxas dos Legislativos.

A imagem em especial de um presidente da República com grandes prerrogativas de mando, no entanto, ficou no passado. O poder do Congresso é crescente. Desde meados da década anterior está em curso um processo de fortalecimento do parlamento ante o Executivo, notadamente pela apropriação gradual de fatias cada vez maiores do orçamento da União por meio das emendas impositivas. O Congresso ficou mais independente em relação ao Planalto. Move-se por conta própria, por interesses corporativos, patrimonialistas ou dos grupos que representa.

Essas razões fazem com que o eleitor precise dar maior importância à eleição para o Congresso, mas também para os demais Legislativos. Deputados e senadores, de maneira mais visível, passaram a ter maior influência sobre os rumos da política do país e, por isso, mereceriam ser escolhidos com critério pela população que vai às urnas. Seria necessária maior conscientização sobre o papel e a importância da função parlamentar, essencial para uma democracia sadia. 

Prestar atenção às propostas, trajetória política e conduta pessoal dos candidatos certamente contribuiria para a formação de um Congresso mais sintonizado com as prioridades do país e ciente de suas funções precípuas de legislar e fiscalizar o Executivo, e não de distribuir dinheiro via emendas.

As pesquisas de opinião atestam que a imagem do Congresso é péssima. Outra sondagem do Datafolha, de agosto do ano passado, mostrou 78% dos entrevistados apontando que os parlamentares atuavam principalmente em busca de interesses próprios. Somente o próprio eleitor dispõe do poder de alterar essa realidade que lembra a advertência, atribuída ao ex-deputado Ulysses Guimarães, de que a tendência era a qualidade do conjunto de deputados e senadores piorar a cada legislatura. Quem não lembra o nome do deputado ou senador em quem votou tem parcela de responsabilidade pelo quadro vigente. 

01 de Julho de 2026
POLÍTICA E PODER - Rosane de Oliveira

O que explica a indicação de Kassab como vice de Caiado

À primeira vista, a indicação de Gilberto Kassab como vice de Ronaldo Caiado nada acrescenta se partir da premissa de que o companheiro de chapa precisa ser bem diferente do titular para agregar votos que não teria. Em se tratando de Kassab, um homem que conhece as entranhas do poder e tem relações à esquerda e à direita, a indicação da velha guarda do PSD (para não dizer autoindicação) tem lógica. É a mesma que levou Kassab a escolher Caiado e não Eduardo Leite como candidato a presidente.

Kassab não acredita em terceira via. Tem convicção de que a eleição de 2026 será decidida entre a esquerda e a direita - e aqui está o pulo do gato, na expressão de gaúchos que conversaram com ele antes da escolha do candidato a presidente. O presidente do PSD acha que Flávio Bolsonaro (PL) é um concorrente frágil e que vai derreter durante a campanha. É o que também pensa a torcida do presidente Lula, mais por desejo do que por ter informação privilegiada.

Caiado foi escolhido por ser inequivocadamente um homem de direita, com possibilidades de herdar os votos do bolsonarismo caso Flávio se inviabilize. Por isso Caiado não critica os Bolsonaro, se compromete a anistiar o ex- presidente, faz olho branco para a briga entre a ex-primeira-dama Michelle e Flávio.

É possível que Kassab tenha informações privilegiadas sobre o que levou Michelle a chutar o balde na relação com os enteados. Ele mesmo disse a companheiros de partido que há coisas mais relevantes do que o pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse e que podem enterrar a campanha de Flávio.

Um aliado de Kassab cogita uma hipótese mais elaborada. Que, morando na casa em que Bolsonaro mora, Michelle teria feito o vídeo calculando milimetricamente o impacto que causaria, deixando aberta a porta para ser candidata a presidente ou mesmo a vice.

Na segunda hipótese, Kassab poderia estar se lançando para "guardar lugar" e negociar a posição ali adiante, com o mantra de unificar a direita contra Lula em uma chapa Caiado- Michelle. São meras conjecturas porque Kassab é uma esfinge que até os mais próximos têm dificuldade para decifrar. _

Assembleia frustra servidores e adia votação da PEC da data-base

Os servidores públicos que se concentraram na Praça da Matriz ontem saíram frustrados com a decisão da Assembleia de não colocar em votação a PEC da data-base, do deputado Thiago Duarte (PDT). A proposta de emenda à Constituição Estadual prevê a revisão geral anual dos salários dos servidores, sempre no dia 1º de março, com base na variação do IPCA.

Foi o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Guilherme Pasin, quem deu início ao debate em sessão pela manhã. Como o partido integra a chapa de Luciano Zucco, o PP tirou do caminho dele uma "pauta-bomba".

No fim, quem barrou o avanço da pauta na CCJ foi a deputada Luciana Genro (PSOL), que pediu vista e adiou a análise pelo colegiado.

Não está em discussão se é justo - todos concordam que é. A questão é se cabe ou não cabe no orçamento. Para que Zucco, se for vitorioso, não precise começar o mandato descumprindo uma norma embutida na Constituição, Pasin apresentou o parecer contrário.

A discussão será retomada na próxima semana. 

Zucco recebe medalha do Mérito Farroupilha

Briga se agrava na família Bolsonaro

A postagem ocorreu no momento em que ela, Michelle, sofre ataques nas redes sociais bolsonaristas por outro vídeo, o do desabafo contra Flávio e seus irmãos, da semana passada.

A pergunta é: quem Michelle pretende atingir ao divulgar o vídeo de um desqualificado como Garotinho? _

Acordo vai ampliar telemedicina

Um acordo assinado ontem amplia os serviços de telemedicina nas unidades de pronto atendimento de Porto Alegre. A parceria foi firmada entre a Secretaria Municipal de Saúde e o Hospital Moinhos de Vento.

A iniciativa utilizará o serviço de telemedicina para atender pacientes com casos de menor gravidade nos horários de maior demanda. _

mirante

Após postar o vídeo de Anthony Garotinho, Michelle Bolsonaro acertou, em reunião com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a saída da presidência do PL Mulher. Ela também estaria inclinada a desistir de concorrer a senadora pelo DF.

Pelos próximos 15 dias, em razão das férias da titular, a coluna ficará sob responsabilidade dos jornalistas Henrique Ternus e Gabriel Jacobsen.

POLÍTICA E PODER

01 de Julho de 2026
INFORME ESPECIAL - Rodrigo Lopes

Cúpula do Mercosul, o palanque eleitoral de Lula

A menos de cem dias da eleição, o presidente Lula transformou a Cúpula do Mercosul, em Assunção, em palco de comício.

Após o discurso lido, ele falou de improviso, defendendo o quarto mandato em meio a um bloco mais heterogêneo do que em outros momentos históricos do ponto de vista ideológico.

Ao citar as eleições presidenciais, Lula comentou que, se reeleito, será o único político da história brasileira a governar em um regime democrático por quatro vezes. Sobraram alfinetadas ao ausente Javier Milei, da Argentina, que, na véspera, divulgou foto com Flávio Bolsonaro:

- E faço isso (tentativa de reeleição) por uma única razão: primeiro, porque eu peguei o país destroçado em 2002 e o reconstruímos. Em 2010, quando entreguei a Presidência, a nossa economia crescia a 7,5%. Tínhamos 54 milhões de pessoas que passavam fome em 2003 e terminamos com a fome em 2014. Quando voltei, em 2023, tínhamos outra vez 33 milhões de pessoas passando fome. Em dois anos e meio, acabamos com a fome outra vez. O Brasil hoje vive a menor inflação acumulada em quatro anos da sua história, a melhor massa salarial da sua história, o menor desemprego.

Segundo Lula, o seu objetivo na disputa eleitoral é evitar que "irresponsáveis" assumam o comando:

- Vou concorrer para poder garantir que o Brasil se mantenha como um país democrático, porque não é possível a gente imaginar irresponsáveis governando um país de 215 milhões de habitantes.

O presidente pintou um cenário de "terra arrasada" em 2023:

- Quando voltei em 2023, peguei um país com 87 mil residências paralisadas, que haviam sido começadas pelo governo Dilma. Encontrei um país sem Ministério do Trabalho, da Mulher, dos Direitos Humanos, da Igualdade Racial, dos Povos Indígenas. Um país em que o Ibama, que é o instituto do meio ambiente, tinha 800 funcionários a menos em 2023 do que eu deixei em 2010. Era um país de terra arrasada.

Apesar do tom eleitoral, o presidente encerrou defendendo a blindagem do bloco regional, argumentando que a integração deve avançar independentemente dos resultados das urnas.

- O Mercosul não pode funcionar de acordo com a eleição deste ou daquele presidente, senão a gente nunca vai ter um bloco realmente forte funcionando. Então, eu queria dizer para vocês uma coisa: acreditem, independentemente de quem seja eleito no Brasil, o Mercosul continuará sendo prioridade para o país.

Além de Lula (esquerda) e Milei (direita, libertário), governam os países do bloco Santiago Peña, no Paraguai (direita), Yamandú Orsi, do Uruguai (esquerda) e Rodrigo Paz, da Bolívia (direita). A Venezuela continua suspensa do bloco. _

Pix para os hermanos

A poucos dias de o Brasil sofrer a aplicação de novas tarifas de 25% pelos EUA por causa do Pix, Lula destacou a ferramenta comercial como uma experiência nacional bem-sucedida e sugeriu a expansão do modelo para os países do Mercosul.

- Experiências nacionais bem-sucedidas devem ser compartilhadas entre os países do bloco. O Pix, sistema brasileiro público e gratuito de pagamentos, é referência internacional de inclusão financeira e eficiência digital. Sua arquitetura pode servir de base para uma infraestrutura de pagamentos que beneficiará todos os cidadãos do Mercosul. A integração financeira reduzirá custos, fortalecerá o comércio intrabloco, ampliará o uso de moedas locais e aumentará nossa resiliência frente a choques externos - afirmou Lula em discurso na Cúpula de Líderes do bloco.

A declaração do brasileiro ocorre na véspera do prazo final, hoje, para o início das tentativas de reverter as sanções que o governo americano ameaça impor. Até hoje, o governo deve enviar seus comentários por escrito sobre as medidas propostas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Na segunda-feira, o órgão realizará uma audiência pública para debater o tema. O desfecho ocorre no dia 15, prazo legal para a definição e a eventual aplicação das retaliações contra o Brasil. _

Um recado para Trump

Mesmo sem citar nominalmente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente Lula mandou um recado ao americano durante seu discurso na Cúpula de Líderes do Mercosul, em Assunção, no Paraguai:

- Ninguém é dono do mundo. E ninguém é dono da América do Sul. Nenhum país do Mercosul ganhará mais liberdade de ação por meio de alinhamentos automáticos ou escolhas excludentes. Nossa força estará na capacidade de dialogar com todos, sem deixar de lado nossos interesses - afirmou Lula. _

Fisioterapeuta gaúcho em premiação internacional

A criação e adaptação de bonecos lúdicos a partir de objetos hospitalares para o atendimento de crianças internadas no Hospital Criança Conceição (HCC), em Porto Alegre, garantiu ao fisioterapeuta Diego Kurtz um lugar entre os finalistas de um prêmio internacional.

Trata-se do IDEA Awards. A distinção reconhece iniciativas que utilizam práticas cênicas na humanização do ambiente hospitalar pediátrico.

Diante das barreiras sanitárias da UTI pediátrica que impediam a entrada de brinquedos e bonecos tradicionais no setor hospitalar, o profissional passou, ainda em 2005, a transformar objetos do cotidiano hospitalar em ferramentas de interação, como luvas, estetoscópios e esparadrapos, entre outros utensílios.

O anúncio dos vencedores ocorrerá em novembro e a cerimônia de premiação em julho de 2027, nos EUA. _

Figurinhas do Brasil no álbum da ONU

Em ritmo de Copa do Mundo, o braço da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil fez um álbum de figurinhas virtual com os brasileiros que ajudaram a construir a história da entidade.

O órgão completou 80 anos em 2025. As "figurinhas" são:

Sergio Vieira de Mello

Dedicou sua vida à promoção da paz e da cooperação internacional

Bertha Lutz

Advogou pelos direitos das mulheres na elaboração da Carta da ONU

Oscar Niemeyer

Ajudou a projetar a sede da ONU em Nova York

Oswaldo Aranha

O gaúcho do Alegrete presidiu a primeira sessão especial da Assembleia Geral da ONU

Márcia Andrade Braga

Premiada pela ONU por promover a igualdade de gênero nas forças de paz

José Graziano da Silva

Líder global da FAO de 2012 a 2019

Nicole Bergener Guimarães

Atuou em missões de paz da ONU em Kosovo, Congo e Haiti

José Augusto Linggren Alves

Liderou as delegações brasileiras nas conferências da ONU nos anos 1990

INFORME ESPECIAL