sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Olívio Dutra e Yeda Crusius dão lição de civilidade na política

Ex-governador foi à sessão de autógrafos na Feira do Livro e os dois trocaram afagos

Os dois ex-governadores trocaram um abraço afetuoso na sessão de autógrafos.
Maicon Hinrichsen / Divulgação
Yeda escreveu dedicatória especial para o amigo.
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A dupla aproveitou para uma rápida conversa.
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De campos políticos diferentes, os ex-governadores Yeda Crusius (PSDB) e Olívio Dutra (PT) deram uma demonstração de civilidade rara nestes tempos de radicalização política. Assíduo frequentador da Feira do Livro, Olívio foi à sessão de autógrafos de Yeda, que lançou Fios tecendo vida — Crônicas de um cotiano entre séculos. 

Ao ver o ex-governador na fila, Yeda abriu os braços sorridente e os dois trocaram um abraço afetuoso. Conversaram, posaram para fotos e Yeda escreveu a dedicatória. À coluna, disse que os dois são amigos e elogiou a cultura de Olívio, com quem se encontra regularmente em eventos ou nos jantares promovidos por outro ex-governador, o decano Jair Soares, que governou o Estado de 1983 a 1986.  

— Adoro conversar com ele. É um homem muito culto. Esses dias, ficamos discutindo filosofia — contou Yeda toda animada. 

Nas filas em que esteve na feira, Olívio foi abraçado e convidado a tirar fotos com outras pessoas que elogiaram a sua coerência e dignidade. O ex-prefeito de Espumoso Mário Bertani (MDB) foi um deles. Bertani contou que quando foi prefeito sempre teve uma excelente relação com o então governador. 

O livro de Yeda, editado pela Farol 3 Editores, tem capa ilustrada pela própria ex-governadora, que dedica parte do seu tempo à arte, pintando, bordando, escrevendo, lendo e assistindo filmes. No miolo, reproduções de livros citados no texto, fotos dela em diferentes momentos da vida, quadros, tapeçarias e quebra-cabeças. O próximo livro já está em produção.  

"Este livro nasce de uma necessidade e de um desejo. A necessidade é de trazer para fora o que tenho dentro, escrevendo o que sinto. O desejo é de comunicar esse ato de criação com outros. Registro, principalmente em escritos, o que vivo. Faço isso melhor do que faria por músicas, bordados, pinturas vídeos. Faço como artesã, tecendo os fios da memória em páginas escritas. Sem ilusões, mas não sem esperanças. Pois reconhecer nossa insignificância talvez seja uma das formas mais honestas de compreender o que significa ser humano", diz o texto escolhido para a contracapa.

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