sexta-feira, 20 de março de 2026

 Duas a cada três indústrias gaúchas pretendem investir em 2026, aponta pesquisa do Sistema Fiergs

Derrubada de parte das tarifas dos Estados Unidos trouxe um sinal positivo para os investimentos

Derrubada de parte das tarifas dos Estados Unidos trouxe um sinal positivo para os investimentos

Prefeitura de Erechim/Divulgação/JC
Agências
Neste ano, 63,3% das indústrias do Rio Grande do Sul pretendem realizar investimentos. O dado faz parte de pesquisa especial da Unidade de Estudos Econômicos do Sistema Fiergs, divulgada nesta quinta-feira (19), e representa queda de 11,7 pontos percentuais em relação à intenção registrada no ano passado, quando 75% das empresas pesquisadas manifestavam disposição para investir. As informações são da assessoria de imprensa da instituição. 
Para o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, o cenário é motivo de preocupação. “A predisposição a investir depende de um ambiente favorável aos negócios, mas o que vemos são juros elevados, tensões geopolíticas e uma economia fragilizada. Sem investimentos, a geração de novos empregos e renda fica limitada”, avalia, por meio de nota.
Apesar da retração, o percentual de industriais gaúchos dispostos a investir supera a média nacional, de 56%, conforme a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa gaúcha também mostra que a maior parte dos empresários que pretendem investir já possui planos em andamento iniciados anteriormente (68,4%). Apenas 31,6% indicam que os aportes previstos para 2026 fazem parte de novos projetos.
Entre as empresas que não planejam investir neste ano, 55,3% afirmam não ter nenhum plano em curso nem previsão de iniciar novos projetos. Outros 42,6% apontam que a decisão decorre do adiamento ou cancelamento de investimentos previamente programados. Quanto aos objetivos, a melhoria do processo produtivo aparece como principal destino dos recursos, mencionada por 55,7% dos industriais, alta de 10,3 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior.
INVESTIMENTOS CAEM EM 2025
O resultado final de investimentos em 2025 ficou abaixo do previsto pelos industriais: 71,6% consolidaram seus planos, enquanto 75% se diziam dispostos a isso no início do ano. O movimento contrasta com o observado em 2023 e 2024, quando os investimentos efetivamente realizados superaram as intenções declaradas.
Entre aquelas com planos em 2025, apenas 41,5% executaram integralmente seus projetos, 0,7 ponto percentual a menos que em 2024. Já o percentual de empresas que adiaram ou cancelaram investimentos subiu para 19,9%, avanço de 3,6 pontos percentuais em relação ao ano anterior (16,3%). O movimento contrasta com o observado em 2023 e 2024, quando os investimentos efetivamente realizados superaram as intenções declaradas.
Em 2025, a aquisição de máquinas e equipamentos novos foi o principal tipo de investimento, citada por 84,5% das empresas, percentual inferior ao do ano anterior, mas que confirma a liderança dessa modalidade desde 2014, quando passou a ser monitorada. A pesquisa foi realizada entre 5 e 14 de janeiro deste ano, com 162 empresas, sendo 134 da indústria de transformação e 28 da construção. Do total, 40 são pequenas, 61 médias e 61 grandes.
Após a coleta dos dados, a derrubada de parte das tarifas dos Estados Unidos trouxe um sinal positivo para as exportações gaúchas, enquanto a intensificação das tensões no Oriente Médio elevou os preços do petróleo, ampliou as pressões inflacionárias e aumentou as incertezas, com impactos sobre a trajetória dos juros. Assim, esse cenário pode alterar as expectativas empresariais e influenciar as decisões de investimento ao longo de 2026.

Morre o ator Chuck Norris, hospitalizado após emergência médica no Havaí

Ator comemorou recentemente seu 86º aniversário

Ator comemorou recentemente seu 86º aniversário

ROBYN BECK/AFP/JC
gências
O ator Chuck Norris morreu nesta quinta-feira (20), aos 86 anos. Segundo o TMZ, Norris foi internado no Havaí nas últimas 24 horas. 
O que quer que tenha acontecido a Norris foi repentino, conforme informado pelo portal. Na última quarta-feira, Norris ainda realizava seus treinos normalmente.
Dias antes da morte, um amigo do artista teria conversado com ele ao telefone e afirmado que ele seguia contando piadas e estava bem disposto. O ator comemorou recentemente seu 86º aniversário.
Leia o que a família postou nas redes sociais:
"É com o coração pesado que nossa família compartilha o falecimento repentino do nosso querido Chuck Norris ontem pela manhã. Embora prefiramos manter as circunstâncias em privado, saibam que ele estava cercado por sua família e em paz.
Para o mundo, ele era um artista marcial, ator e um símbolo de força. Para nós, era um marido dedicado, um pai e avô amoroso, um irmão incrível e o coração da nossa família.
Ele viveu sua vida com fé, propósito e um compromisso inabalável com as pessoas que amava. Por meio de seu trabalho, disciplina e bondade, inspirou milhões ao redor do mundo e deixou um impacto duradouro em tantas vidas.
Embora nossos corações estejam partidos, somos profundamente gratos pela vida que ele viveu e pelos momentos inesquecíveis que tivemos a bênção de compartilhar com ele. O amor e o apoio que recebeu de fãs ao redor do mundo significavam muito para ele, e nossa família é verdadeiramente grata por isso. Para ele, vocês não eram apenas fãs, eram seus amigos.
Sabemos que muitos de vocês souberam de sua recente hospitalização, e somos sinceramente gratos pelas orações e pelo apoio que enviaram a ele.
Enquanto lamentamos essa perda, pedimos gentilmente privacidade para nossa família neste momento.
Obrigado por amá-lo conosco."

 Guerra não deve afetar abastecimento petroquímico no País

Plantas no Brasil atuam com ociosidade de cerca de 40%

Plantas no Brasil atuam com ociosidade de cerca de 40%

Divulgação Braskem/JC
Jefferson Klein
Jefferson KleinRepórterDiferentemente dos setores de diesel e gasolina, que geram apreensão quanto às perspectivas de fornecimento no Brasil devido ao conflito bélico no Oriente Médio, o segmento petroquímico não receia no momento problemas para abastecer o mercado nacional. Porém, também nessa área o foco é o monitoramento quanto ao custo do barril do petróleo.
gerente de economia e comércio exterior da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Eder da Silva, confirma que o que tem causado mais instabilidade é o preço do petróleo. “Mas, ainda não tivemos registro de dificuldades de abastecimento”, afirma o dirigente.
Silva reforça que, apesar da pressão no preço do barril do petróleo ser percebida por diversas áreas da economia, esses reflexos são mais sentidos nos segmentos de combustíveis e fertilizantes nitrogenados. Ele recorda que boa parte da nafta petroquímica importada pelo Brasil vem dos Estados Unidos, que está distante do fluxo logístico mais comprometido do Oriente Médio.
De acordo com o integrante da Abiquim, os contratos petroquímicos normalmente são mais estruturados, de médio prazo, com precificação própria e que amortizam parte dos impactos do cenário a curto prazo. Além disso, ele comenta que as plantas petroquímicas atuam hoje no Brasil com uma ociosidade de 40%.
diretor da MaxiQuim Assessoria de Mercado, João Luiz Zuñeda, concorda que a situação da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã está afetando muito mais a questão dos combustíveis do que a petroquímica. Ele detalha que no caso do diesel e da gasolina o Brasil é um importador desses combustíveis. “As refinarias brasileiras, mesmo a gente tendo petróleo, não conseguem produzir o que o País precisa de diesel e gasolina”, explica o consultor.
Zuñeda salienta que, no campo de produtos petroquímicos, o Brasil tem uma produção maior do que o seu consumo. Segundo o consultor, não há como estimar até quando o conflito no Oriente Médio irá durar e impactar o panorama internacional do petróleo. Contudo, ele ressalta que o Brasil está mais preparado para enfrentar a situação atualmente do que estaria há três décadas, justamente porque o País, especialmente a Petrobras, fez investimentos no setor de petróleo nesses últimos anos.