terça-feira, 24 de março de 2026

 South Summit abre edição 2026 com estrutura ampliada no Cais Mauá e aposta em conforto e novos espaços de negócios

Edição deste ano ocorre com reforço nas condições de infraestrutura do Cais

Edição deste ano ocorre com reforço nas condições de infraestrutura do Cais

EVANDRO OLIVEIRA/JC
Gabrieli Silva
Gabrieli SilvaRepórterA quinta edição do South Summit Brazil 2026 começa no próxima quarta-feira, dia 25 de março, no Cais Mauá, em Porto Alegre, com uma estrutura ampliada para receber mais de 20 mil participantes e já em fase final de montagem. Considerado um dos principais encontros de inovação, tecnologia e negócios da América Latina, o evento reúne startups, investidores, empresas e setor público em uma agenda voltada à geração de negócios e à atração de investimentos.
A edição deste ano ocorre com reforço nas condições de infraestrutura do Cais, que passou por intervenções recentes após danos causados pelas enchentes de 2024. As ações envolveram recuperação de estruturas, recomposição de áreas afetadas e adequações operacionais para garantir segurança e funcionamento do espaço. Ao mesmo tempo, a organização mantém um ciclo contínuo de investimentos, que soma R$ 5 milhões desde 2022 para adaptar o local ao evento.
Para 2026, a principal aposta está na qualificação da experiência do público. A área utilizada se aproxima de 30 mil metros quadrados, distribuídos em quatro armazéns e estruturas temporárias, com ampliação de espaços cobertos e reconfiguração do layout. A montagem, já na reta final, mobiliza equipes técnicas e transforma a área histórica do cais em um complexo voltado a conteúdo, negócios e circulação de público.
A secretária de Inovação, Ciência e Tecnologia, Simone Stülp, ressalta a importância da quinta edição do evento e a expectativa para sua realização. “Mais uma vez, estamos prontos para receber pessoas de diferentes lugares do mundo, representando o ecossistema nacional e internacional de inovação. Sem dúvida, teremos mais uma edição memorável”, afirma.
Entre as mudanças estruturais, a chamada Sunset Street — via que conecta os palcos — passa a ser totalmente coberta, reduzindo o impacto das condições climáticas sobre o fluxo de visitantes. O evento contará com sete palcos simultâneos, distribuídos ao longo do espaço, incluindo o RS Innovation Stage, que teve ampliação física e de capacidade de público.
A estrutura passa a incorporar novos ambientes voltados tanto à operação do evento quanto à experiência dos participantes, como estúdio de podcast para imprensa e patrocinadores, áreas exclusivas de conexão — a exemplo do Experience VIP Lounge — e salas multiuso reservadas para reuniões de negócios, como Cais Room e Guaíba Room, disponíveis para agendamento por participantes, investidores e startups; a ampliação contempla ainda espaços dedicados à produção de conteúdo e networking, a expansão do marketplace, que concentra estandes de empresas, parceiros e startups, e o reforço dos pontos de apoio ao público, com iniciativas voltadas à acessibilidade, segurança e bem-estar, incluindo equipes especializadas e espaços de acolhimento.
Além da infraestrutura física, o evento mantém impacto relevante sobre a economia local e nacional
Estudo da Alvarez & Marsal aponta que a edição de 2025 gerou R$166 milhões em impacto econômico no Brasil, com a criação de 3.976 postos de trabalho e arrecadação de R$ 13,7 milhões em impostos. No recorte regional, o impacto foi de R$134 milhões no Rio Grande do Sul, com 3.251 empregos gerados.
O levantamento detalha que esse resultado decorre não apenas da realização do evento em si, mas de um efeito em cadeia na economia, que envolve gastos da organização, consumo dos participantes e impactos indiretos e induzidos em setores como hotelaria, alimentação, comércio e serviços. Na prática, a cada R$ 1 investido, o retorno estimado é de R$ 4,10 em atividade econômica.
Os dados mostram ainda que o impacto se distribui entre diferentes níveis: cerca de R$ 63,9 milhões correspondem a efeitos diretos, ligados à organização e ao consumo imediato; R$ 63,4 milhões a impactos indiretos na cadeia de fornecedores; e R$ 23,9 milhões a efeitos induzidos, relacionados ao aumento de renda e consumo das famílias.
No mercado de trabalho, o evento também apresenta efeito multiplicador. Para cada 10 empregos gerados diretamente pela organização, outros oito são criados na economia. Em Porto Alegre, o impacto se reflete especialmente nos setores de eventos, alimentação, turismo, comércio e tecnologia, com destaque para funções ligadas à organização de eventos e serviços associados.
O estudo também identifica efeitos concretos na dinâmica urbana durante o período do evento com exemplo das duas últimas edições que registraram picos superiores a 90% na ocupação hoteleira da Capital gaúcha, enquanto a arrecadação de impostos municipais apresentou crescimento real de 29,5% no trimestre de realização, na comparação com 2021, período anterior à chegada do South Summit.
A projeção é de continuidade dessa expansão. Segundo a consultoria, até 2030 o South Summit Brazil pode gerar R$ 1,2 bilhão em impacto econômico no país, com arrecadação de R$ 131 milhões em impostos e criação de mais de 26 mil empregos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário