quinta-feira, 26 de março de 2026

 

Geely prospecta oportunidades no Porto de Rio Grande

Recentemente, a companhia realizou o desembarque de veículos no complexo de Paranaguá

Recentemente, a companhia realizou o desembarque de veículos no complexo de Paranaguá

Claudio Neves?Gcom Portos do Paraná/JC
Jefferson Klein
Jefferson KleinRepórter
Nos próximos dias, integrantes da companhia Geely, empresa automotiva chinesa que tem destaque no segmento de carros elétricos, visitarão o Porto de Rio Grande. O governo do Estado tem mantido em sigilo o encontro, contudo, mais de uma fonte confirmou a vinda dos representantes da montadora.
Procurada pela reportagem do Jornal do Comércio, a Portos RS (empresa pública responsável pelo setor hidroportuário gaúcho) e a Secretaria de Logística e Transportes do Rio Grande do Sul se limitaram a informar que a questão com a Geely se tratava de “uma agenda em construção”. Já a assessoria da empresa, indagada sobre a visita ao porto gaúcho, respondeu que “a Geely não comentará o tema”.
Especula-se que o silêncio sobre o assunto é devido ao governo do Estado querer evitar uma nova decepção, caso o investimento no município da Metade Sul não se concretize. No ano passado, o governo gaúcho estava em negociações avançadas com outra montadora chinesa, a Great Wall Motors (GWM), mas, no final, a companhia decidiu instalar sua fábrica, estimada em mais de US$ 1 bilhão, em Aracruz, no Espírito Santo.
Entre as possibilidades de interesse da Geely no Rio Grande do Sul supõem-se a implantação de uma planta industrial, de um centro de distribuição ou apenas a importação e desembarque de carros pelo porto rio-grandino. A empresa já tem familiaridade com operações logísticas na Região Sul do Brasil.
Na segunda-feira, o Porto de Paranaguá, no Paraná, realizou o maior desembarque de veículos elétricos importados já registrado, de uma só vez, naquele estado em razão de uma demanda da Geely. No total, foram 3,37 mil automóveis da montadora que chegaram ao terminal paranaense a bordo do navio Tang Hong, vindo do porto de Nasha, na China. A operação previa que os veículos ficariam armazenados no Terminal de Veículos Ascensus até seguirem para o pátio da montadora Renault no Brasil, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

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