22 de Agosto de 2026
O QUE ESTOU LENDO - Renata Cardoso
Pachinko - De Min Jin Lee
Intrínseca, 528 páginas
R$ 99,90 (livro físico) e R$ 69,90 (e-book)
Tradução de Marina Vargas
Preconceito, guerra, desigualdade e a condição feminina
Em um tempo ainda mais conservador, uma mulher mora no interior com a mãe, após a morte do pai. Um dia, ela conhece um homem mais velho, de outra cidade, se apaixona e se entrega. Até descobrir que ele é casado.
Então, vem uma descoberta ainda maior: ela está grávida. Isso significa vergonha, exclusão e a possível ruína da família - que já vive com muito pouco.
É assim que começa Pachinko, da autora coreano-americana Min Jin Lee. A história segue acompanhando a protagonista e os seus durante três gerações.
Eu poderia dizer que o livro fala sobre a ocupação japonesa da Coreia, a exclusão em função da nacionalidade, e a desigualdade gerada pela guerra. Tudo isso está lá. Mas, para mim, fala sobre a condição feminina.
Sobre o peso de carregar a responsabilidade pelo cuidado, pela honra, pelo sustento. Sobre performar beleza, delicadeza e feminilidade - e fazer tudo isso com um sorriso no rosto.
Pachinko, que não por acaso é o nome de um jogo de azar, é uma excelente analogia sobre como homens têm o poder de mexer no tabuleiro e definir não apenas a própria sorte, mas também a das mulheres a seu redor. E, ainda assim, são elas que mantêm tudo funcionando. _

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