terça-feira, 26 de maio de 2026

 BR-116 avança com entregas parciais no RS, mas conclusão total ainda deve levar anos

Duplicação da rodovia segue fragmentada, com diferentes lotes em estágios distintos de execução e gargalos ainda sem solução definitiva, especialmente na Região Metropolitana

Duplicação da rodovia segue fragmentada, com diferentes lotes em estágios distintos de execução e gargalos ainda sem solução definitiva, especialmente na Região Metropolitana

/TÂNIA MEINERZ/JC

Gabrieli Silva
Gabrieli SilvaRepórter
Novos trechos liberados, passarelas concluídas e a entrega da nova ponte sobre o rio Camaquã marcaram os avanços recentes das obras na BR-116 no Rio Grande do Sul. Apesar disso, a duplicação da rodovia segue fragmentada, com diferentes lotes em estágios distintos de execução e gargalos ainda sem solução definitiva, especialmente na Região Metropolitana.
Segundo o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Hiratan Pinheiro da Silva, as últimas entregas se concentram no trecho metropolitano da rodovia, entre Porto Alegre e o Vale do Sinos. “Recentemente fizemos a entrega de 20 quilômetros em terceiras faixas, de sinalização definitiva entre Porto Alegre e São Leopoldo, além de uma passarela na Scharlau”, afirmou.
A estrutura para pedestres integra as melhorias operacionais da BR-116 e permitiu a retirada de um semáforo na região da Scharlau, em São Leopoldo, considerado um dos pontos de lentidão do trecho urbano. As intervenções fazem parte do conjunto de obras voltadas à ampliação de capacidade da rodovia na Região Metropolitana, onde o tráfego intenso e a ocupação urbana tornam as intervenções mais complexas.

Gargalo em Guaíba segue como ponto crítico

Apesar das entregas recentes, o Dnit admite que um dos principais gargalos da BR-116 permanece em Guaíba, onde ainda há segmentos operando em pista simples e dependentes de novas contratações para conclusão da duplicação. “Esse segmento em Guaíba ainda é pista simples e a gente precisa contratar os remanescentes das obras”, disse Hiratan.
Segundo ele, a travessia urbana concentra parte das maiores dificuldades do empreendimento. O trecho chegou a ter participação do Exército Brasileiro nas obras, mas a execução acabou retornando ao Dnit. “O Exército avançou com as obras, mas não conseguiu concluir em razão da especificidade da travessia urbana. Então isso voltou para o Dnit fazer uma nova avaliação”, explicou.
A expectativa do órgão é realizar uma nova contratação para conclusão desse segmento, considerado estratégico por concentrar congestionamentos frequentes no acesso sul à Capital.

Obras seguem entre os lotes 5 e 9

Além do trecho metropolitano, as obras continuam em andamento nos lotes da duplicação entre Guaíba e Pelotas. Um dos destaques recentes foi a entrega, em janeiro deste ano, da nova estrutura da ponte duplicada sobre o rio Camaquã, no município de Cristal. A travessia faz parte do avanço das obras no sul do Estado. “Já entregamos a ponte sobre o Camaquã e ainda temos segmentos para serem entregues, especialmente viadutos em Camaquã, ainda neste ano”, afirmou o superintendente.
Os lotes 5, 6, 7, 8 e 9 seguem com obras em execução e cronogramas parciais de entrega previstos entre 2026 e os anos seguintes.

Conclusão total deve avançar até 2028

Mesmo com liberações pontuais ao longo da rodovia, o Dnit trabalha com um horizonte mais longo para a conclusão integral das intervenções. “Estamos falando de uma obra que ainda vai, no mínimo, até o final de 2028, considerando as novas contratações e a execução das obras restantes”, disse Hiratan.
O prazo depende especialmente da contratação dos trechos remanescentes em Guaíba, considerados essenciais para eliminar os últimos segmentos de pista simples.

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