Zucco e Juliana levam vantagem antes da propaganda
Três pontos separam os candidatos Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT) na primeira pesquisa Quaest encomendada pelo Grupo RBS. A distância entre os dois, no primeiro e no segundo turnos, é idêntica à margem de erro, de três pontos percentuais para mais ou para menos, com inversão numérica. Zucco tem 26% das intenções de voto e Juliana, 23%. Significa que, se a eleição fosse hoje, os dois disputariam o segundo turno.
Ainda no primeiro turno, Gabriel Souza (MDB) tem 9% e Marcelo Maranata (PSDB), 2%, e Priscila Voigt (UP), 1%. O percentual de indecisos, somando aos eleitores que estão dispostos a votar branco, nulo ou não comparecer, é superior ao dos líderes - 39%. Com 27% de eleitores indecisos, mesmo quando se mostra um cartão com o nome dos candidatos, a propaganda de rádio e TV, que começa na sexta-feira, ganha especial importância.
O índice de 39% é o mesmo da soma de eleitores que admitem mudar seu voto para governador até o dia da eleição. Os eleitores de Zucco são os mais firmes: 72% disseram que a opção é definitiva e 28% que podem mudar. Já entre os eleitores de Juliana, 55% responderam que a opção é definitiva e 45% que ainda podem mudar.
No confronto direto entre os dois, é Juliana quem aparece três pontos à frente de Zucco - 36% a 33%. Se a disputa fosse entre Zucco e Gabriel, o candidato do PL teria 33% e o vice-governador, 22%. Em um eventual segundo turno entre Juliana e Gabriel, ela teria 32% e ele, 24%.
Ao medir o potencial de voto, cruzando conhecimento, disposição para votar e rejeição, a Quaest mostra que os números são mais favoráveis para Zucco. Ele tem 28% entre eleitores que o conhecem e votariam nele, 53% que não o conhecem e apenas 19% que o rejeitam.
Juliana é a mais conhecida entre todos os candidatos, mas os eleitores se dividem: 31% dizem que a conhecem e votariam nela, 33% que não a conhecem e 36% a rejeitam. Com Gabriel ocorre um fenômeno interessante. Apesar de ser vice-governador, ainda é desconhecido de 72% dos entrevistados. Na rejeição, está com 17%. Maranata é ainda menos conhecido: 81% não sabem quem é. _
No Rio Grande do Sul, Flávio e Lula empatam no limite da margem de erro
Cinco pontos de vantagem separam o senador Flávio Bolsonaro (PL) do presidente Lula (PT) no Rio Grande do Sul na pesquisa Quaest. Flávio tem 34% e Lula, 28%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estariam tecnicamente empatados no limite. Flávio teria entre 31% e 37% e Lula, entre 25% e 31%.
Como nas pesquisas nacionais, o Rio Grande do Sul reproduz a polarização, com índices ainda menores para os candidatos que pleiteiam o papel de terceira via.
Entre as mulheres, Flávio tem 28% e Lula, 29%. Já entre os homens, o candidato do PL vai a 41% e Lula cai para 27%. Lula também fica à frente de Flávio entre os eleitores mais pobres (renda até dois salários mínimos) e menos escolarizados (Ensino Fundamental). _
Na disputa pelo Senado, só Manuela tem situação confortável
A candidata do PSOL ao Senado, Manuela D?Ávila, é a primeira opção de 16% dos eleitores e a segunda de 8%, o que lhe dá uma situação relativamente confortável. Na média dos dois índices, ela tem 12%, equilíbrio que pode ser decisivo em uma eleição com duas vagas.
Depois dela vem um empate quádruplo entre Paulo Pimenta (PT), Marcel van Hattem (Novo), Ubiratan Sanderson (PL) e Germano Rigotto (MDB). _
Presidente fará comício em Porto Alegre na sexta
Está confirmado para sexta-feira o primeiro comício do presidente Lula em Porto Alegre na campanha de 2026. Lula ligou ontem para o deputado Paulo Pimenta para avisar que virá para um ato político que marca o início de sua campanha no RS.
O local ainda não está definido porque depende da previsão do tempo. Lula e os petistas gaúchos gostariam de um local aberto, como o Largo Glênio Peres, mas a previsão de chuva pode fazer com que a opção seja por um espaço coberto.
A manifestação deve começar por volta das 17h, com a participação da chapa composta por Juliana Brizola (PDT), Edegar Pretto (PT), Manuela D?Ávila (PSOL) e o próprio Pimenta.
Também não está fechado se a viagem será essencialmente eleitoral ou se mesclará compromissos institucionais com atividades de campanha.
A previsão em Porto Alegre para sexta-feira é de 90% de chances de chuva, com temperatura entre 18º e 22ºC.
Em 2022, o comício do PT em Porto Alegre ocorreu no Largo Glênio Peres. Em junho, ocorreu um ato no antigo Pepsi on Stage, hoje rebatizado KTO Arena, e reuniu cerca de 6 mil pessoas. _
Governo federal é reprovado por 55%
A avaliação da gestão do presidente Lula (PT) explica seu baixo desempenho no Estado. O governo Lula é reprovado por 55% dos eleitores e aprovado por apenas 38%.
Assim como nas intenções de voto, o desempenho de Lula é melhor no eleitorado feminino do que no masculino. Entre as mulheres, 53% reprovam o governo e 40% aprovam. Entre os homens, a reprovação vai a 58% e a aprovação cai para 36%.
Os piores índices de Lula estão na faixa dos 16 aos 34 anos (59% de reprovação e 32% de aprovação) e com nível escolar Médio (63% a 30%). _
Desaprovação de Leite chega a 45%
A parte do eleitorado gaúcho que desaprova a gestão do governador Eduardo Leite alcançou 45%, enquanto os que aprovam são 42%. Mesmo assim, quando perguntados se o governador está fazendo um bom ou mau trabalho, 44% dos entrevistados consideram o governo Leite regular e 26% responderam que é positivo. O mesmo índice de 26% respondeu que a gestão é negativa.
A maior parte do eleitorado (56%) respondeu que Leite não merece eleger seu sucessor, ante 33% que acham que sim - mas só 15% identificam Gabriel Souza (MDB) como o candidato do governador. _

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