terça-feira, 9 de junho de 2026

 Associados da Piá aprovam pré-acordo com a Tirol

Segundo a Tirol, "a negociação ainda depende do cumprimento de fases e condições necessárias para a conclusão definitiva da operação"

Segundo a Tirol, "a negociação ainda depende do cumprimento de fases e condições necessárias para a conclusão definitiva da operação"

COOPERATIVA PIÁ/DIVULGAÇÃO/JC

Maria Amélia Vargas
Maria Amélia VargasEditora-AssistenteOs associados da Piá aprovaram, na semana passada, o início do processo de liquidação da cooperativa com continuidade do negócio. Nesta segunda-feira (8), a Lacticínios Tirol, de Santa Catarina, emitiu nota comunicando que a cooperativa gaúcha havia aprovado um pré-acordo com a empresa catarinense. As informações são das assessorias de imprensa das partes envolvidas.
Para a Tirol, a aprovação "representa uma etapa importante dentro do processo de negociação, que ainda depende do cumprimento de fases e condições necessárias para a conclusão definitiva da operação".
O texto afirma ainda que "a negociação está alinhada à sua estratégia de crescimento sustentável, sempre com respeito à tradição, à qualidade e à relevância regional da marca Piá". A empresa reforça que a operação "está sendo conduzida com responsabilidade, transparência e observância às etapas legais e negociais aplicáveis, permanecendo comprometida com a segurança jurídica do processo e com a continuidade das tratativas até sua conclusão".

Durante a assembleia da Piá, foi nomeado como liquidante o atual presidente, Jorge Dinnebier, e Ari Boelther como suplente de liquidante. Também foi definido o novo Conselho Fiscal, composto por Roberto Wazlawick, Ismael Becker e Antônio Faoro.

Com a aprovação da liquidação, o atual conselho de administração foi dissolvido, e a cooperativa passará a adotar, junto à sua razão social, a expressão “em liquidação”. A partir de agora, o liquidante deverá prestar contas aos associados, em assembleia, a cada seis meses, conforme determina a legislação.
Segundo Dinnebier, a medida legal é necessária para reorganizar a cooperativa em um momento desafiador. A partir dela, o grupo pretende "criar condições mais seguras para renegociar dívidas, obtendo ampliação nos prazos, redução nas taxas de juros, descontos para poder reequilibrar a operação".

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