quinta-feira, 18 de junho de 2026

Sulgás expande operação e irá investir R$ 163,7 milhões em 2026

CEO da Sulgás, Marcelo Leite, anunciou o aporte nesta quinta-feira, no Palácio Piratini

CEO da Sulgás, Marcelo Leite, anunciou o aporte nesta quinta-feira, no Palácio Piratini

Cássio Fonseca/Especial/JC

Cássio Fonseca
Cássio FonsecaRepórterEm um movimento de expansão das operações, a Sulgás irá investir R$ 163,7 milhões em 2026. O foco está nos vales do Taquari e do Rio Pardo, com a construção de 190 km de rede subterrânea de gás natural entre Triunfo e Charqueadas e as cidades de Lajeado e Santa Cruz. As obras são para novembro e têm previsão de 7 a 10 anos de duração. O plano de investimento foi anunciado nesta quinta-feira (18), no Palácio Piratini.

A rede de distribuição já existente também irá ser ampliada em 84,4 km neste ano: serão 69,4 km na Região Metropolitana, 9,3 km na Serra Gaúcha e 5,7 km na Região das Hortênsias. A meta total é chegar a 1.671 km - pré-privatização, eram 1.377 km.

Privatizada desde 2022, a companhia projeta alcançar 122 mil clientes em 2026, um aumento de 11,3 mil em relação a 2025 e de 76% em comparação a 2021, quando atendia 69 mil consumidores. E ainda sobre as cifras, querem chegar a 2031 investindo R$ 231 milhões no ano. Até lá, a soma dos aportes deve passar de R$ 1 bilhão.

E somado à expansão nos vales, a Sulgás lançou, em abril, o edital para escolher produtores interessados em fornecer biometano ou em utilizar a infraestrutura do 'Sulgás BioHub', que será instalado em Esteio. “Nada mais é que um híbrido de biometano. Poderemos receber de diversas fontes e injetar direto na rede”, explica o CEO, Marcelo Leite.

O projeto terá capacidade para injetar até 30 mil metros cúbicos de gás renovável por dia na rede da companhia. Até o momento, são 14 projetos de 12 municípios sendo avaliados, explica Leite. Potencializando o biometano, a expectativa é que Passo Fundo se torne o primeiro município com uma rede 100% operante com a substância.

“É um projeto bastante ambicioso da Sulgás com a cidade. O objetivo é que o biometano sustente toda a região, seja a indústria, seja os veículos dos postos, seja as residências e comércios", acrescenta Leite.

Para tanto, está prevista a implementação de 19 km de rede de distribuição na cidade, que irá produzir 30.000 m³ por dia.
O governador Eduardo Leite, por sua vez, salienta o impacto positivo da privatização da companhia e reforça a incapacidade do Estado de suprir com a demanda. Ele argumenta que o setor público não possui os incentivos corretos para a performance e enfrenta entraves burocráticos, como licitações complexas e judicialização. No caso apresentado nesta manhã, não conseguiriam avançar nos movimentos de expansão, exemplifica.

Leite ainda explica que, sem esse peso nas costas, o Estado passa a ter uma atuação mais aprofundada como fiscalizador, podendo, inclusive, cassar a concessão caso o ator privado não consiga cumprir com suas obrigações.

Já a secretária estadual do Meio Ambiente, Marjorie Kauffman, frisa que o plano de investimentos da Sulgás deve caminhar junto aos objetivos do Estado de alcançar uma economia sustentável e a descarbonização. Ela afirma que o Rio Grande do Sul está "a passos largos na frente de outros estados”, não apenas na distribuição de gás, mas na geração de “insumos energéticos que auxiliam na reconstrução após desastres climáticos”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário