segunda-feira, 1 de junho de 2026

Colombo abrirá 10 lojas e voltará a ter filial em São Paulo

Filial aberta em Farroupilha, sede da rede, foi a terceira nova de 2026

Filial aberta em Farroupilha, sede da rede, foi a terceira nova de 2026

LOJAS COLOMBO/DIVULGAÇÃO/JC
Patrícia Comunello
Patrícia Comunello"Farroupilha foi a terceira inauguração neste ano. Para junho, a previsão é de inaugurar mais seis lojas e, em julho, a Colombo avança para o estado de São Paulo, na cidade de Registro!" A escalada de 10 novos pontos físicos da gigante gaúcha do comércio de eletrodomésticos, fundada pelo lendário Adelino Colombo, chegou na caixa de e-mail da colunista do Minuto Varejo dando conta de uma forte expansão da rede.
Hoje a Colombo tem 354 unidades (fonte é o site da varejista) em quatro estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. A rede é a maior rede varejista do setor em que atua no Sul do País. Entre as novas operações, a mais recente abriu em Farroupilha, terra natal da rede, em 15 de maio. Seu Adelino, como era chamado, morreu em outubro de 2021 (a Colombo nasceu em 1959). O neto Eduardo sucedeu o fundador. 
A previsão de inaugurar filial em Registro, interior de São Paulo, é um dos destaques dessa investida recente. A varejista chegou a ter mais de 60 lojas no estado mais rico do País, entre pontos de rua e em shopping centers. Em 2012, a marca vendeu a operação para a paulista Cybelar.
A Colombo vinha mantendo um ritmo de aberturas focadas principalmente em cidades do interior, mas sem alarde. A coluna chegou a noticiar algumas depois de ver as estreias em postagens de redes sociais.
Por que essas informações podem ser um ponto fora da curva no varejo de eletromóveis, tanto no Rio Grande do Sul como na cena brasileira? Raras são as redes que vêm expandindo. A Lojas Lebes é outra que tem ampliado, com abertura recente em Sapucaia do Sul. A Becker também adicionou lojas
Tem marca fechando pontos, caso de outra gaúcha, a TaQi, do grupo Herval, que retirou de cena boa parte das filiais, mantendo pontos próprios. Grifes nacionais como Magazine Luiza, Ponto e Casas Bahia não têm aberto filiais, pelo menos no mercado gaúcho.   
A venda do setor vem tendo altos e baixos desde 2025. Este ano tem ainda o efeito de juros e inadimplência altos. No Estado, a comercialização foi impulsionada até meados do ano passado pelo pós-enchente, que gerou a demanda de quem havia perdido mobiliário ou havia doado a vítimas das cheias e precisava repor itens. 
Como a rede segue com expansão física, em meio a uma concorrência cada vez mais acirrada das plataformas de e-commerce, como Mercado Livre, Amazon e Shopee, além das brasileiras Magazine e Ponto, que fortalecem o front digital?
A Colombo sempre teve uma estrutura de e-commerce e logística bem desenhada e eficiente (o maior CD da varejista fica hoje no mesmo complexo onde está a Amazon em Nova Santa Rita), antes mesmo do atual cenário, além de uma operação de aporte de crédito próprio bem robusta.
O vice-presidente da Lojas Colombo, Odair Ziero, pode ter dado uma pista que diz muito sobre como seguir 'vivo' no varejo de 2026. Em nota sobre a abertura da loja em Farroupilha, recebida pela coluna, o executivo citou valores da companhia, "desde a fundação", como simplicidade e humildade. 
Além disso, Ziero usou uma expressão que cada vez é mais ouvida, em meio à ascensão de tecnologias como inteligência artificial (IA) e desafios da loja física para atrair clientes e vender, ou seja, tirar a nota fiscal, também muito falada pelos empreendedores:

"É o básico bem feito", jargão que, na rede da Serra Gaúcha, observa o vice-presidente, está conectado também a "princípios herdados do fundador Adelino Colombo e mantidos como diferencial da marca".  

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