CMPC projeta conseguir licença para nova fábrica de celulose até agosto

Jefferson KleinRepórterApesar de o processo de licenciamento da nova planta de celulose da CMPC em Barra de Ribeiro continuar sendo questionado pelo Ministério Público Federal (MPF), a empresa está otimista quanto à obtenção da licença ambiental do empreendimento. De acordo com o diretor-geral da companhia chilena no Brasil, Antonio Lacerda, a expectativa é de que até o início de agosto seja possível conseguir a licença prévia da planta com a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).
"Estamos seguindo estritamente a lei", salienta o executivo. Lacerda ressalta que o procedimento vem sendo conduzido há cerca de dois anos. Além disso, ele frisa que a empresa já investiu em torno de US$ 400 milhões na iniciativa.
O tema “Projeto Natureza CMPC: como superar entraves no desenvolvimento gaúcho?” foi o tema da reunião-almoço Tá na Mesa, promovida nesta quarta-feira (17), pela Federasul, em Porto Alegre. Além de Lacerda, participou do evento o vice-presidente de Economia da Federasul e CEO do Bateleur, Fernando Marchet.
O Projeto Natureza, de uma forma geral, tem, recentemente, registrado avanços para sair do papel. Neste mês de junho, por exemplo, o projeto do Terminal Rio Grande do Sul, que será utilizado pela empresa para escoar celulose a partir do Porto de Rio Grande, obteve da Fepam a sua licença prévia ambiental.
No total, o Projeto Natureza prevê um investimento de aproximadamente R$ 27 bilhões. O aporte contempla a nova fábrica de celulose, com capacidade para 2,5 milhões de toneladas ao ano, e uma série de outras obras de infraestrutura. Além do terminal rio-grandino, outro complexo desse tipo está previsto para ser implementado em Barra do Ribeiro. A expectativa é que todo o complexo gere mais de 6 mil empregos e que a fábrica de celulose inicie a operação no segundo semestre de 2029.
O panorama mais recente quanto à situação da iniciativa tem animado mais os dirigentes da CMPC do que há algum tempo. Em maio, por exemplo, Lacerda havia manifestado a possibilidade de o projeto ir para o Paraguai. No entanto, já em junho, o executivo, durante evento do Mapa Econômico do RS, promovido pelo Jornal do Comércio, reviu o posicionamento e enfatizou que a fábrica não irá para o país

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