Ponte do Fandango será reaberta após conclusão de obra estratégica na BR-153
Gabrieli SilvaRepórter
A Ponte do Fandango, em Cachoeira do Sul, está prestes a ser liberada ao tráfego após mais de um ano de intervenções. A vistoria conclusiva ocorre nesta quinta-feira (25), com a presença do ministro dos Transportes, George Santoro, e deve anteceder a liberação da travessia à população nos próximos dias, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
A entrega representa a conclusão de uma das principais intervenções rodoviárias realizadas no Rio Grande do Sul após as enchentes, restabelecendo um corredor estratégico para a mobilidade da região central e para o transporte de cargas. Localizada na BR-153, a ponte integra importantes eixos logísticos do Estado e conecta rotas com acesso ao Porto de Rio Grande.
Com investimento de R$78 milhões, a reabilitação elevou a estrutura em 3,14 metros e ampliou sua capacidade de carga de 24 para 45 toneladas. As melhorias adequam a ponte aos padrões atuais de engenharia, aumentam sua resiliência a eventos climáticos extremos e permitem a circulação de veículos de maior porte.
Na última atualização divulgada pelo Dnit, a obra havia atingido cerca de 90% de execução física e entrava na etapa final, com serviços concentrados nos acessos, na pavimentação e na instalação de sistemas de segurança e sinalização que são considerados determinantes para a liberação ao tráfego.
Inicialmente prevista para abril, a entrega foi reprogramada devido à complexidade das fases finais. Segundo o órgão, a execução simultânea de intervenções estruturais e operacionais, além de ajustes técnicos ao longo do projeto, impactou o cronograma.
Impactos e travessia provisória
Durante o período de obras, a interdição da Ponte do Fandango alterou a rotina da população e a dinâmica econômica de Cachoeira do Sul. Desde fevereiro, quando a travessia foi totalmente bloqueada para veículos, moradores, trabalhadores, transportadores e produtores rurais passaram a depender exclusivamente da balsa para cruzar o Rio Jacuí.
A embarcação Deusa do Jacuí, adotada como solução provisória pelo DNIT, tornou-se parte da rotina da cidade. Em períodos de maior movimento, motoristas enfrentaram filas e esperas que chegaram a quatro horas. Com capacidade limitada e operação condicionada às condições de navegabilidade, a travessia exigiu a reorganização da logística de empresas, do transporte de cargas e dos deslocamentos diários da população.
Com a conclusão das obras na ponte, a expectativa é de normalização dos fluxos e ganho de eficiência logística. A nova estrutura deve oferecer mais segurança, fluidez no tráfego e maior capacidade de transporte, especialmente em períodos de safra.
Agenda no Estado
Além da vistoria em Cachoeira do Sul, o ministro dos Transportes também cumpre agenda em Santa Maria, onde participa da entrega de uma nova etapa da Travessia Urbana. O empreendimento, com investimento de cerca de R$450 milhões, busca melhorar a mobilidade e a segurança viária nas BRs 158, 287 e 392.


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