Axia tem interesse em obras de transmissão nas regiões de Panambi e Cruz Alta

Jefferson KleinRepórterConforme a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), instituição vinculada ao Ministério de Minas e Energia, o primeiro leilão de transmissão de energia de 2027 deve contemplar, entre outras iniciativas, projetos nas regiões dos municípios gaúchos de Panambi e Cruz Alta. Uma empresa que já demonstra apetite em concorrer por esses empreendimentos, que abrangerão as construções de linhas de transmissão, de 230 kV de tensão, entre as regiões de Santo Ângelo, Panambi e Tapera e uma subestação na área de Panambi, é a Axia Energia.
O diretor de Implantação da Geração e Transmissão da companhia, Marcelo Calvet, confirma que, naturalmente, a Axia é uma das interessadas nessas obras e deverá participar da disputa. Sobre uma eventual concorrência para conquistar o direito de fazer os empreendimentos, Calvet comenta que é uma situação saudável para o setor elétrico e propicia um custo menor do serviço de transmissão de energia para o consumidor final.
Ele detalha que a atratividade do certame de transmissão concentra-se no fato de as empresas poderem ter acesso a uma receita segura por um período mais longo, de 25 anos. A Axia, antiga Eletrobras, tem muita experiência com o sistema gaúcho de transmissão, já que a subsidiária dessa companhia era a Eletrosul, que desenvolveu diversos complexos no Rio Grande do Sul.
Para alguns desses ativos mais antigos, estão previstos 10 projetos de reforços e melhorias, incluindo investimentos nas subestações Gravataí 2 e 3, Passo Fundo, Santo Ângelo e Caxias 5. O total de aporte nessas ações, até 2029, será de cerca de R$ 120 milhões, sendo R$ 102,6 milhões previstos para serem desembolsados apenas em 2026. Porém, novos investimentos deverão entrar gradualmente no portfólio da empresa a partir de autorizações de reforços e melhorias pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
De acordo com Calvet, esses aprimoramentos darão maior confiabilidade no atendimento do sistema elétrico local. “Porque esses ativos, essas subestações, geralmente estão com 20 a 25 anos desde a sua construção”, comenta o diretor de Implantação da Geração e Transmissão da Axia Energia. Com o passar do tempo, frisa Calvet, esses equipamentos vão se degradando e há a necessidade de renovar esses aparelhos.
Desde a privatização, em junho de 2022, até dezembro de 2025, a Axia acumulou investimentos de aproximadamente R$ 3 bilhões no Rio Grande do Sul, sendo R$ 2,4 bilhões destinados ao parque eólico Coxilha Negra, em Santana do Livramento, e outros R$ 516 milhões aplicados em obras de reforços e melhorias do sistema de transmissão gaúcho. Somente na Região Metropolitana de Porto Alegre, por exemplo, a subestação Gravataí recebeu investimento de R$ 228,1 milhões nas obras de modernização do empreendimento até o final de 2025.

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