terça-feira, 23 de junho de 2026

MEC credencia Ufrgs para novo campus na Serra Gaúcha

Diretora do campi afirma que os primeiros cursos serão de Psicologia e Ciência de Dados

Diretora do campi afirma que os primeiros cursos serão de Psicologia e Ciência de Dados

OAB/RS/Divulgação/JC

Joaquim Porto
Joaquim PortoO Ministério da Educação (MEC) anunciou o credenciamento do novo campi da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) - o Campus Serra, no município de Caxias do Sul. O processo de aquisição conta com investimentos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) no valor de R$ 60 milhões, sendo R$ 50 milhões para aquisição e construção da sede e outros R$ 10 milhões para equipamentos. As aulas têm previsão de início entre agosto e setembro deste ano, porém, a sede ainda não tem localização definida.
Conforme Márcia Barbosa, reitora da Ufrgs, as aulas iniciarão com dois cursos, sendo eles, Psicologia e Ciência de Dados e serão muito celebrados pela instituição. “Estamos muito contentes e, no momento em que pudermos inaugurar a placa Ufrgs do novo campus, será uma grande festa, ao nível da Ufrgs”, afirma. Na avaliação de Márcia, “ainda depende de muitas coisas, finalizar a etapa de escolha do prédio, negociar a compra, mas, a nossa esperança é que entre agosto e setembro comecem as aulas”.
Atualmente, está em andamento o edital de chamamento - que vai até esta terça-feira (23) -, para que as empresas habilitadas ou não, manifestem interesse. Após isso, será divulgado o resultado das habilitações para verificar qual o prédio efetivamente atende às necessidades de implementação.
Além dos cursos aprovados, há o encaminhamento para análise interna nas graduações de Administração e Engenharia Industrial, e em processo de desenvolvimento, Pedagogia e Engenharia Mecânica. Segundo a diretora do Campus Serra, Kelly Lissandra Bruch, todos os professores para os dois cursos já estão aprovados e, inclusive, atuam em parcerias na cidade. “Agora realmente o que está faltando são as instalações para que possamos efetivamente começar as atividades”. 
A diretora diz que a expectativa é de que se possa atender uma região que, de fato, tem uma demanda histórica por uma universidade federal. “Temos a expectativa de que haverá uma boa demanda para esses cursos que nós estamos propondo, porque surgiram a partir das audiências públicas. A percepção é de que terá um grande acolhimento e vamos ter vários alunos interessados em estudar aqui”. 
Colaborando com a visão de Kelly, em nota, o governo federal diz que: o objetivo é ampliar a oferta da Educação Superior pública em regiões historicamente desassistidas. Os cargos para o corpo docente e técnico-administrativo, serão disponibilizados pela Secretaria de Educação Superior (Sesu), para atender às unidades a partir de pactuação com as universidades, considerando o cronograma de oferta dos cursos.

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