quinta-feira, 11 de junho de 2026

Gabriel, Juliana e Maranata se enfrentam em debate na Federasul

Debate ocorreu na reunião-almoço Tá Na Mesa, da Federasul

Debate ocorreu na reunião-almoço Tá Na Mesa, da Federasul

Dani Barcellos/Especial/JC
Bolívar Cavalar
Bolívar CavalarRepórterOs pré-candidatos ao governo do Rio Grande do Sul Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT) e Marcelo Maranata (PSDB) participaram nesta quarta-feira (10) de debate promovido pela Federasul, durante reunião-almoço Na Mesa. O deputado federal Luciano Zucco (PL), que também está na corrida ao Piratini, foi convidado e não compareceu, alegando compromisso em Brasília na votação do projeto que trata da renegociação das dívidas dos produtores rurais gaúchos. 
No debate, os postulantes ao governo gaúcho trataram de temas como segurança pública, articulação política com o executivo federal e contas públicas, principalmente no âmbito do retorno do pagamento das parcelas das dívidas do Estado com a União, previsto para ocorrer na metade do próximo ano. Houve também momentos de maior tensão e troca de farpas entre os pré-candidatos 
Se destacou um embate entre Gabriel Souza e Juliana Brizola, em que o emedebista buscou vincular o nome da pré-candidata do PDT aos governos do PT no Estado, de Tarso Genro e Olívio Dutra, e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que apoia a pedetista e participou da articulação que levou à formação da chapa com Edegar Pretto (PT) de vice. Gabriel associou as administrações do Partido dos Trabalhadores a um eventual desequilíbrio das contas públicas no caso de vitória da coligação de Juliana. 
Em resposta, a pedetista reafirmou apoio à reeleição de Lula, agradeceu à composição com os petistas gaúchos, mas pontuou que o seu partido é o PDT. “Aqui os meus governadores foram Alceu Collares e Leonel Brizola”, disse. Outra questão relacionada à participação de Juliana é que, nos bastidores, empresários presentes se surpreenderam com o seu desempenho, avaliando que ela aprendeu a falar na linguagem empresarial, mesmo que seja a pré-candidata da centro-esquerda.
O emedebista, mais próximo ao final do evento, fez outra provocação relacionada à questão partidária, ao destacar que o PDT integrou os dois governos de Eduardo Leite (PSD), do qual Gabriel é o pré-candidato da sucessão. O atual vice-governador utilizou este argumento ao responder críticas aos últimos doze anos de gestão no Estado – oito de Leite e quatro de José Ivo Sartori (MDB) 
Já o ex-prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata, focou em sua experiência na prefeitura como qualidade para governar o Estado. Dentre os quatro pré-candidatos ao Piratini cujos partidos têm representação no Congresso, ele é o único com esta característica de ter comandado executivo municipal, apesar de Gabriel ter assumido interinamente o governo gaúcho por diversas vezes na condição de vice-governador.  
Maranata citou as calamidades enfrentadas por Guaíba nos últimos anos, cidade que sofreu com muitas enchentes, com destaque para as cheias históricas de maio de 2024. “A gente não desistiu, e teve o privilégio de negociar tanto com o presidente Bolsonaro, como também com o presidente Lula. Sem essas ideologias. Quem que ganha quando a gente se divide, briga entre a gente e não tem capacidade de diálogo?”, questionou o tucano.  
O tema da prevenção contra enchentes levou a outro embate, desta vez entre Maranata e Gabriel. O ex-prefeito criticou o atual governo por ainda não ter entregado um sistema de proteção aos municípios mais atingidos pelas cheias de 2024, e destacou o início de um Super El Niño neste ano, que gera preocupações de eventuais novas calamidades no Estado. 
O emedebista respondeu afirmando que foi necessária a revisão do anteprojeto para a proteção contra desastres, motivado pelo evento extremo de dois anos atrás, e questionou se Maranata defenderia uma dispensa de licitação para a contratação deste estudo. O ex-prefeito disse que apoiaria esta ausência de processo licitatório. 
Outro ponto foi a ausência de Zucco. Gabriel e Maranata provocaram o adversário pela sua ausência no debate. O emedebista, por exemplo, apontou que "para ser governador, é necessário enfrentar o debate", em manifestação de apresentação, no início do evento.

Nenhum comentário:

Postar um comentário