Morar em
Niterói
Para não dizerem que só se critica o governo federal, é preciso louvar
em profundidade o programa Mais Médicos.
Antes do programa, havia inúmeros municípios brasileiros que não tinham
médicos. Agora, têm médicos cubanos em profusão.
E até por justas razões os médicos brasileiros nem queriam pisar nesses
lugares.
Parabéns efusivos por essa iniciativa do governo Dilma.
Antes de o Brasil perder por 7 a 1 para a Alemanha, a presidente Dilma
Rousseff deu uma declaração profundamente infeliz: “Meu governo toca no ritmo
de Felipão”.
Deu no que deu, e a presidente assim está servindo de chacota para
importantes jornalistas, que escrevem “ser mesmo em ritmo descontrolado de
Felipão que ela governa”.
Só que o Felipão já pediu demissão. E Dilma tenta a reeleição.
Durante a Copa do Mundo, chegava a causar náuseas o número de comerciais
de televisão e rádio que gravavam o Felipão. Encheu-se de dinheiro, e acho que
até por isso nem tinha tempo para treinar a Seleção.
E agora, alguém quer gravar um comercial com o Felipão?
Você aí, que como eu transita em seu carro há 40 anos, sem necessitar de
transporte coletivo, medite bem sobre este mambo brasileiro que fez sucesso em
todo o país:
Só vendo como é que dói,
Trabalhar em Madureira,
Viajar na Cantareira
E morar em Niterói.
Ê Cantareira!
Ê Cantareira,
Vou aprender a nadar!
Ê Cantareira,
Ê Cantareira,
Eu não quero me afogar!
Já bebi tanta Coca-Cola em minha vida, oito por dia, que todo o dinheiro
que gastei em 65 anos, se juntado, poderia me fazer hoje acionista da
fabricante dessa bebida.
Quando bebia a Coca natural, fiquei gordo (cada garrafinha tem 80 gramas
de açúcar), fiquei então diabético e pensei que ia largar a Coca. Que nada,
eles, sabichões, inventaram a Coca diet. Dobrei então o consumo com essa
prodigiosa invenção.
Que capital gastei nesse refrigerante, 65 anos, bebi quase um Guaíba de
Coca nesta vida.
