quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Eleições em Israel serão um referendo sobre Netanyahu

Dois dias depois do segundo turno no Brasil, o mundo voltará os olhos para Israel, que realizará as primeiras eleições desde os atentados terroristas de 7 de outubro de 2023. Por tudo o que aquela tragédia deflagrou - o horror, o luto nacional, a longa agonia dos reféns e seus familiares, a guerra em Gaza, o horror de novo, a destruição do território palestino, além dos conflitos contra o Irã e o Hezbollah -, essa disputa será um referendo sobre Benjamin Netanyahu, o mais longevo primeiro-ministro do país. A eleição poderá definir os rumos do Oriente Médio, a região mais instável do planeta.

Será uma disputa parlamentar - serão renovados os 120 membros do Knesset, o parlamento. O partido ou coalizão que conseguir a maioria das cadeiras (61) escolhe o primeiro-ministro. Aqui, começam os problemas não só para Bibi, o apelido de Netanyahu, mas para a própria governabilidade. As pesquisas mostram que a união entre o partido Likud, do atual premier, e as agremiações ultraortodoxas e de extrema direita conquistaria entre 49 e 52 cadeiras. O principal grupo de oposição, liderado pelo Yashar, do ex-comandante do Estado-Maior Gadi Eisenkot, conseguiria até 54 lugares. Ou seja, para governar, seria necessário cortejar os partidos árabes.

Aqui, o segundo problema. Atrair essas legendas significa afastar eleitores de centro e de direita - o que nem Bibi nem Eisenkot podem se dar ao luxo. Sem acordo para a formação de governo, será necessária nova eleição, algo relativamente comum em regimes parlamentaristas. O problema é que Israel realizou cinco entre 2019 e 2022.

Junte-se a essa instabilidade no horizonte a falta de renovação política. Bibi é questionado por vários fatores: por ter demorado demais para trazer os reféns para casa, por não ter eliminado completamente, conforme prometera, o Hamas e o Hezbollah, por não ter derrubado os aiatolás do Irã e pelos processos internos de corrupção, casos em que, inclusive, é réu. Até Donald Trump, aliado externo, parece ter recuado. Nas negociações sobre o fim da guerra com o Irã, Bibi ficou afastado.

A fragmentação política é uma questão que complica qualquer governabilidade. Por aqui, é comum (e errado) identificar Israel com a direita. Mas a única democracia do Oriente Médio dispõe de um arco ideológico que vai desde a extrema esquerda até a extrema direita, passando por árabes e ultraortodoxos. São 13 grupos parlamentares ativos. Mas 170 partidos registrados no Ministério da Justiça israelense. _

Quem são os principais candidatos da disputa

Como se trata de uma eleição parlamentar, os eleitores israelenses votarão em partidos ou coligações, e não diretamente nos candidatos. Cada legenda lista seus nomes por ordem de "prioridade" de quem assumirá as cadeiras do parlamento no caso de vitória da legenda nas urnas. O líder do partido ou da coligação acaba sendo escolhido primeiro-ministro. Os nomes em disputa representam pouca renovação, e Benjamin Netanyahu pode conquistar novo mandato. _

Benjamin Netanyahu

É o atual primeiro-ministro e líder do Likud que busca a reeleição. Ele esteve no cargo durante seis mandatos: de 1996 a 1999; 2009 a 2021; e de 2022 até agora. São 18 anos no governo.

Gadi Eisenkot

Um dos principais adversários de Netanyahu, com forte apelo popular. Sua trajetória é baseada na carreira militar. Entrou na política em 2022 na coligação de Benny Gantz. É crítico ferrenho da liderança de Netanyahu.

Naftali Bennett (e) e Yair Lapid (d)

Os ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid formaram uma aliança histórica no passado. Embora estivessem em lados opostos, retiraram Netanyahu do poder em 2021. Bennett figura como destaque na direita nacionalista e entre os colonos judeus. Lapid posiciona-se como a voz da classe média israelense. Os dois juntos cumpriram um acordo de rodízio no cargo de primeiro-ministro entre 2021 e 2022. Após esse curto período de alternância, Netanyahu voltou ao poder.

Avigdor Lieberman

Voz da direita nacionalista e laica, adota discurso duro contra palestinos. Com postura ainda mais linha-dura que a do atual premier, rompeu com o governo em 2018. Desde então, tornou-se um dos críticos mais severos.

Yair Golan

Lidera o partido Os Democratas. Golan é ex-major-general das FDI, serviu no exército por 37 anos e atuou como vice-chefe do Estado-Maior. Figura hoje como a principal voz da esquerda e da centro-esquerda israelense.

Lajeado em busca de PPPs

Pelos próximos 60 dias, a prefeitura de Lajeado estará em busca de parcerias privadas para projetos nas áreas de inovação, tecnologia, lazer, mobiliário urbano, gastronomia e turismo.

A ideia é inspirada em parcerias público-privadas que já ocorrem em outros municípios, como a Orla de Porto Alegre, a Vila Roubadinhas, no balneário de Atlântida, em Xangri-lá, e o Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Por meio do programa, empresas, empreendedores e investidores poderão apresentar ideias, propostas e soluções que contribuam para o desenvolvimento da cidade, a modernização dos espaços públicos e a melhoria dos serviços oferecidos à população. O programa estabelece novas regras para a apresentação e estruturação de propostas, buscando oferecer mais segurança, transparência e previsibilidade na relação entre o município e a iniciativa privada. _

Governo do RS em Paris

A partir da próxima sexta-feira, uma delegação da Invest RS participará da Sial Paris, uma das maiores feiras do mundo nos setores de alimentos e bebidas. A viagem tem o objetivo de atrair investimentos, abrir novos mercados e ampliar as exportações gaúchas.

O encontro Energia e Segurança Alimentar: O Sul do Brasil em Foco é promovido pela Invest RS em parceria com o Sistema Fiergs e com apoio do Sebrae-RS na sede diplomática do Brasil na França.

A programação contará com um painel dedicado à competitividade do Estado, às oportunidades no setor de proteína animal e ao protagonismo gaúcho em biocombustíveis. Na ocasião, também será lançada a versão em francês do Guia Sabores Únicos, organizado pelo Sebrae-RS, que destaca produtos gaúchos de alto valor agregado e qualidade diferenciada. _

O médico do Papa

O papa Leão XIV realizou, ontem, uma cirurgia para retirar um câncer no pulmão. Segundo o Vaticano, o procedimento foi encerrado dentro do tempo previsto. A operação ocorreu no Hospital Gemelli, em Roma, e foi coordenada pelo médico Stefano Margaritora.

Margaritora é diretor de Cirurgia Torácica da Policlínica Universitária Agostino Gemelli e professor titular da disciplina na Faculdade de Medicina e Cirurgia da Universidade Católica do Sagrado Coração.

Entre suas especialidades, tem vasta experiência no diagnóstico e no tratamento de patologias pulmonares, esofágicas, mediastinais e cervicais, com foco no manejo de nódulos pulmonares, bronquiectasias e enfisema. 

INFORME ESPECIAL 

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