
27 de Outubro de 2026
ANDRESSA XAVIER
Uma contestação feita para tumultuar
Flávio Bolsonaro deveria engolir o choro e reconhecer a derrota nas urnas. No entanto, fez valer o ditado antigo: a fruta não cai longe do pé.
Assim como o pai, Flávio não teve a grandeza de aceitar e parabenizar o vencedor, mesmo que fosse um ato protocolar. Usou a decisão errada do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin para declarar que vai pedir anulação da eleição.
Sim, o ministro do Supremo protagonizou mais uma lambança do Judiciário ao, em um canetaço, definir a prorrogação da votação por duas horas, depois de a maioria das urnas já estar fechada. Essa era uma decisão que deveria partir do chefe do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que também errou ao se omitir.
Urnas finalizadas não são reabertas. O sistema não permitiria, porque é uma medida de segurança. Com a decisão após as 17h e com a demora para que a informação fosse repassada aos mesários, muitos dos locais estavam fechados e assim permaneceram.
É importante lembrar que a campanha de Flávio também pediu mais tempo para os eleitores irem às urnas.
A atitude infantil de Flávio não chega a surpreender. Quando foi derrotado por Lula em 2022, Jair, o pai, foi para a Flórida e não passou a faixa adiante. Pior, tentou um golpe, malsucedido, foi condenado e cumpre prisão domiciliar.
Esta coluna contém informação e opinião
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