sexta-feira, 2 de outubro de 2026

02 de Outubro de 2026
POLÍTICA E PODER - Rosane de Oliveira

Gabriel Souza usa governo Leite como âncora

Em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, o vice-governador Gabriel Souza (MDB) aposta na experiência adquirida no governo de Eduardo Leite para convencer os eleitores de que é o mais preparado para assumir o Palácio Piratini. 

Na sabatina da Rádio Gaúcha, ontem, Gabriel mencionou o que foi feito no atual governo na resposta a todas as perguntas. Explicou que precisa contextualizar, porque se for eleito vai completar o trabalho realizado nestes oito anos para colocar as contas em dia e realizar obras que estavam paradas.

Quando perguntado por que o governo não realizou neste período o que ele está prometendo agora, o vice repetiu que foi preciso preparar o terreno e aparar arestas. Lembrou que quando Leite assumiu os salários estavam atrasados e o dinheiro de estatais e autarquias, como a Portos RS, caíam no caixa único e eram usados para outras finalidades. 

Disse que por isso os canais navegáveis ficaram tanto tempo sem dragagem, tarefa que custou R$ 18 milhões, pagos com dinheiro do Funrigs, mas que passará a ser rotineira se ele for eleito.

Fim da fila do SUS em um ano

Sem especificar o custo, Gabriel prometeu zerar a fila do SUS em 12 meses, credenciando 9 mil novos estabelecimentos de saúde nos primeiros cem dias para atender pacientes do SUS em diferentes regiões do Estado. O dinheiro viria do orçamento da Saúde, que vai aumentar pelo acordo firmado com o Ministério Público para chegar aos 12% da receita corrente líquida, previstos na Constituição.

Para bancar a promessa de Ensino Médio em tempo integral, o candidato indicou como fonte de recursos o dinheiro do juro da dívida que, com a assinatura do Propag, poderá ser empregado em áreas estratégicas, como a educação. Ao responder a pergunta feita a todos os candidatos sobre como seu governo será lembrado, Gabriel respondeu:

- Como o governo que vai tornar o Rio Grande do Sul um dos três estados mais competitivos do Brasil. A gente vai conseguir com isso melhorar a capacidade econômica. Para ser competitivo precisa ter muita resiliência climática, precisa ter muita capacidade de proteção às cheias com o Plano Rio Grande, que são 240 ações que o governo do Estado está fazendo atualmente e que a gente não pode parar. Vejo muito risco, eventualmente, de uma mudança completa de rumo. Vai inviabilizar muitas obras, vai atrasar obras. E comigo, pode ter certeza de que a gente vai acelerar obras, porque conheço cada um dos projetos, as equipes. _

Após cancelamento, fim dos debates no horizonte

O cancelamento do debate na TV Globo, com a ausência dos dois candidatos que estão empatados tecnicamente em primeiro lugar, indica que esse instrumento tão relevante desde a redemocratização está com os dias contados. Talvez não chegue à eleição de 2030, por uma combinação entre boicote de candidatos que não querem enfrentar os adversários na TV aberta e ação política da Justiça Eleitoral.

Desde a véspera era sabido que o presidente Lula não iria ao debate e que havia confirmado, para o mesmo horário, uma entrevista ao Flow Podcast. Antes disso, Flávio Bolsonaro tinha confirmado que iria. Com a informação da Globo de que deixaria vazio o púlpito destinado ao presidente, e que os presentes poderiam fazer perguntas para quem não comparecesse, Flávio passou o dia treinando.

No início da noite, a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, proibiu a Globo de deixar o púlpito vazio e de permitir que os presentes fizessem perguntas a Lula. Quase no mesmo horário, o ministro Gilmar Mendes atendeu a uma petição de Renan Santos (Missão), revogou a decisão anterior do presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, e determinou que a Globo aceitasse a participação dele no debate. Não há lei que impeça o organizador de um debate de deixar a cadeira vazia. Também não há lei que impeça a um adversário deixar no ar as perguntas que faria ao concorrente que fugiu da raia.

Da mesma forma, a lei só obriga a convidar para debates candidatos de partidos que tenham pelo menos cinco representantes no Congresso. O Missão não tem porque foi criado recentemente e vai para a sua primeira eleição.

Criticado por fugir do debate, Lula acabou sendo beneficiado por essa combinação de decisões. O debate, que poderia ser decisivo em uma eleição tão apertada, tornou-se irrelevante. E o Flow Podcast virou um palanque privilegiado às vésperas da eleição. _

Rony pede para Rigotto desistir

A ofensiva para evitar que Germano Rigotto (MDB) leve o segundo voto na corrida ao Senado ganhou um novo capítulo.

Candidato do Podemos a deputado federal, o vereador e influenciador digital Rony Gabriel publicou nas redes sociais um apelo pela desistência de Rigotto para que ele não tire votos de "candidatos comprometidos com o impeachment de ministros" do STF.

O vereador se refere aos candidatos Marcel van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL). _

Ex-governador reage em vídeo

Muito irritado com o que chamou de "ataques covardes", Germano Rigotto divulgou nas redes um vídeo afirmando que "estão tentando interferir na nossa eleição".

- Tenho que ocupar esse espaço para denunciar, mais uma vez, o jogo pesado, o jogo sujo. O jogo daqueles que não ganham uma eleição porque não têm história, não têm bagagem, e vêm para a mentira, a fake news. O jogo sorrateiro. O jogo de quem não pode ganhar uma eleição com seriedade. _

TJ-RS aumenta auxílio-saúde

Desembargadores e juízes do Tribunal de Justiça do RS com menos de 50 anos terão um aumento no ressarcimento com despesas em consultas, exames e procedimentos médicos.

Um ato da presidência definiu que magistrados dessa faixa etária terão direito a um reembolso de até 15% do subsídio para o auxílio-saúde, que pode alcançar R$ 6.276,82 mensais. Para os servidores, houve reajuste no piso do auxílio, que passa a R$ 1.372,74 para servidores ativos e R$ 2.745,48 para inativos. 

Profissão no nome de urna

No RS, a nominata de candidatos à Câmara dos Deputados tem 14 professores, 11 doutores ou doutoras, oito religiosos, nove ligados à segurança pública, sendo três coronéis, um comandante, um capitão, um sargento, um soldado, um inspetor e uma policial penal. De outras profissões acopladas ao nome, a lista traz enfermeira, engenheiro, vigilante, fisioterapeuta, padeiro e carreteiro. E há candidatos com apelidos como repolhinho, bolacha, mortadela, cebola, bixo de pé (sic), leão. _

POLÍTICA E PODER

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