Cláudio IsaíasRepórter
é-candidato à presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD) participou nesta quinta-feira (9) de uma reunião-almoço na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). No encontro, o ex-governador de Goiás disse que veio para despolarizar o Brasil. "É outra candidatura. Eu venho para romper essa bolha definitivamente para que o Brasil volte a crescer e a tratar de assuntos que dizem respeito à vida do cidadão", destaca. Caso vença as eleições presidenciais de 2026, Caiado destacou que gostaria de levar o governador Eduardo Leite para o seu governo. "Vou conversar com ele sobre a sua presença no ministério", destacou.
Caiado disse que não irá disputar o mesmo eleitorado de Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). Segundo ele, o Brasil precisa cuidar de saúde, segurança, educação, pesquisa, tecnologia e inteligência artificial. "Não confunda os sinais. Eu sou outra candidatura. Não tenho nada a ver com Zema e Flávio Bolsonaro. O Brasil não tem esse traço de polarização. Quem se alimenta dele só faz atrasar o País", ressalta.
O ex-governador de Goiás participa do almoço "Um Brasil Diferente" que reuniu lideranças empresariais e integrantes do PSD e do PP. Sobre a escolha do vice-presidente na chapa do PSD, Caiado disse que está há nove dias em campanha e que ainda não definiu um nome nem alianças com outros partidos.
Aos empresários, Caiado disse que a polarização não faz parte da sua vida política "Tanto eu quanto o governador Eduardo Leite não fazemos parte desse segmento. A minha vida política e a minha história não são feitas de polarização. O meu segmento político é de respeito à democracia", ressaltou. O ex-governador de Goiás disse que é um democrata na essência e um homem que respeita a ciência e o voto. "Vou defender as minhas ideias com aquilo que acredito ser hoje o sentimento da maioria da população brasileira: ninguém quer polarização e ninguém quer um Brasil com 80% das famílias brasileiras endividadas", acrescentou.
Com relação ao governo do presidente Lula (PT), o pré-candidato do PSD afirmou que o governo petista quer quebrar o Brasil. "Hoje, a única coisa que você espera saber é o dia em que o presidente Lula vai pedir a recuperação judicial do Brasil", acrescentou. Para Caiado, o Brasil não tem autossuficiência em combustível e energia elétrica. "Somos um país rico e com um imenso potencial. Porém, temos 20 anos de atraso com o governo do PT. A população não deseja mais isso. É hora da mudança", ressaltou.
Caiado defende a anistia geral como forma de pacificar o Brasil e resgatar a credibilidade das instituições democráticas. "A anistia geral é a maneira de pacificar o cenário político nacional", comentou. Sobre a relação com o poder Legislativo, o pré-candidato do PSD disse conhecer bem o Congresso Nacional. "Fui deputado federal e senador por seis mandatos. Tenho autoridade moral com 40 anos de vida pública para poder sentar e chamar o presidente da Câmara dos Deputados, do Senado e o Supremo Tribunal Federal (STF) para o diálogo.
O pré-candidato do PSD destacou que caso seja eleito pretende resgatar a credibilidade dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e poder fazer com que o Brasil tenha atenção com a população que não acredita mais nos poderes constituídos. "A tarefa é difícil. Porém, eu sinto que estou preparado para poder assumir a função de presidente da República", acrescentou.
Sobre o campo da Direita estar muito pulverizado para a eleição de 2026, Caiado afirmou que essa é a beleza do primeiro turno das eleições presidenciais. "Se você concentra a candidatura do primeiro turno como se fosse o segundo turno você está contra a democracia", ressaltou. O pré-candidato defendeu que quando o País tem diversas candidaturas no primeiro turno é o que existe de melhor para a democracia. "O primeiro turno das eleições presidenciais é feito para o debate das ideias dos partidos. A beleza da eleição é o debate", ressaltou.


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