E eu que sou sempre sol
vez em quando preciso
ser tempestade.
Pra fazer chover amor,
limpar a alma, lavar a dor.
Afogar tristezas,
inundar indelicadezas,
fazer chover felicidade.
Porque quando as nuvens
escurecem, aí então
meu coração deságua.
E com uma gota só,
eu faço uma chuvarada.
Tempestade (de amor)
num copo de água.
E tudo se acalma.
Sou novamente sol.
Monalisa Macêdo
