Aposentados protestam em frente ao Piratini pelo fim dos descontos previdenciários
Alessandra XavierAposentados, pensionistas e militares da reserva realizam, nesta terça-feira (5), uma mobilização em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre, contra a cobrança de contribuição previdenciária sobre os benefícios. O ato, organizado pelo Movimento pelo Fim do Desconto dos Aposentados, Pensionistas e Militares da Reserva (Movape), tem como objetivo pressionar o governo do Estado pela rescisão imediata da cobrança sobre os servidores. A expectativa dos representantes é de que a manifestação reúna entre 500 e 1 mil pessoas na praça Marechal Deodoro.
Nelcir André Varnier, presidente do Sindicato dos Servidores de Nível Superior do RS (Sintergs), uma das 33 entidades atuantes na ação, afirma que a pauta envolve servidores que, após anos de contribuição durante a vida laboral, seguem sujeitos ao desconto mesmo após a aposentadoria.

Expectativa dos representantes é de que a manifestação reúna entre 500 e 1 mil pessoas na praça Marechal DeodoroAlessandra Xavier/Especial/JC
“A expectativa é de que o governo se sensibilize pelos danos que ele vem causando aos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Sul, porque são 12 anos sem reposição de perdas salariais”, aponta Varnier.
Os sindicatos envolvidos na ação estenderam barracas em torno da praça e deslocaram um carro de som para comunicar as reivindicações. A rua Duque de Caxias foi temporariamente interditada na altura no Palácio Piratini. Carros da brigada militar foram mobilizados para acompanhar o ato.
Além da reivindicação imediata, o movimento pretende dar visibilidade ao tema no contexto eleitoral de 2026. De acordo com os organizadores, o objetivo é chamar a atenção de pré-candidatos ao governo estadual para a situação dos mais de 180 mil aposentados afetados pela medida que também possuem poder de voto. “Esse ato político está somado também ao período eleitoral. A gente quer mandar um recado e chamar a atenção dos pré-candidatos sobre essa realidade que está acontecendo.”
Ainda conforme Varnier, até o momento o governo do Rio Grande do Sul não forneceu retorno diante das demandas do ato. Por volta das 12h30min, é esperado que um documento desenvolvido pelas entidades seja revisto e protocolado com as entidades governamentais presentes no Palácio Piratini, como o vice-governador Gabriel Souza. Entre as solicitações exigidas, além da extinção da cobrança, está a abertura imediata de diálogo com o movimento e com as entidades signatárias, visando à construção de uma solução definitiva.


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