
02
de abril de 2012 | N° 17027
KLEDIR RAMIL
K&K e Tholl
Imagine
uma Maria Fumaça enorme e colorida entrando pelo palco, levando Kleiton &
Kledir até a Estação de Par ou Ímpar – um lugar encantado, cheio de bichos,
magia e diversão.
O
pretexto da viagem é uma festa que vai acontecer, e eles não podem chegar
atrasados, pois vai haver uma disputa, em que o prêmio para o vencedor é a mão
da princesa e uma bolsa cheia de moedas de ouro.
A
ideia de uma “viagem” remete a clássicos infantis como Alice no País das
Maravilhas, O Mágico de Oz, Peter Pan e a Terra do Nunca. Um trem colorido,
soltando fumaça, é um meio de transporte lúdico que já faz parte da nossa
história. Nos levou a muitos lugares interessantes e dessa vez nos proporciona
a travessia até um mundo de sonhos e fantasias.
Agora,
imagine esse lugar encantado construído pela exuberância cênica do Grupo Tholl.
Malabares, trapezistas, bailarinos, clowns, pernas de pau, rodas, patins,
bicicletas, coreografias com fogo, personagens exóticos, figurinos
deslumbrantes e muita alegria. O Tholl é o nosso Cirque du Soleil. A referência
ao circo canadense procede, pois eles são geniais.
O
diretor João Bachilli e sua trupe divertida fazem arte de alto nível, a partir
de um supercentro de treinamento, em Pelotas.
E
esse é outro detalhe importante: nós somos todos de Pelotas. Há uma
identificação, um prazer em estarmos juntos, trabalhando, que eu não sentia há
muito tempo. O clima é ótimo. Conviver com essa turma tem sido uma experiência
renovadora.
Estamos
montando um espetáculo diferente, um musical para toda a família, com a alegria
e a beleza visual do Tholl, e uma trilha sonora original, baseada em nosso
disco infantil. E, é claro, tudo isso vai virar DVD, especial de TV e muito
mais.
Para
criar as canções do CD Par ou Ímpar, Kleiton e eu tivemos que “desenvelhecer”
um pouco até chegar àquele estado de pureza em que a fantasia se confunde com a
realidade. Foi uma oportunidade de resgatar um monte de coisas boas que a gente
vai perdendo pelo caminho. Nos divertimos muito dentro do estúdio.
Parecíamos
duas crianças, tocando instrumentos estrambólicos, lembrando o tempo em que
éramos dois guris do Interior, jogando bolinha de gude no meio da rua. O que
deve ter contribuído para a aceitação e os elogios que o disco vem recebendo
por todo o Brasil.
Essa
aventura agora com o Tholl potencializa ainda mais essa energia boa. Os ensaios
já começaram. Estamos todos animadíssimos.
Prepare
o seu coração.