segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018


05 DE FEVEREIRO DE 2018
RBS BRASÍLIA

Sem clima para reformas

Senadores e deputados retomam os trabalhos hoje com um desejo geral de permanecerem bem distantes dos temas polêmicos. É o efeito eleições 2018 que bate à porta dos parlamentares empenhados em conquistar a reeleição, mesmo representando um Congresso sem credibilidade. Com pouco ou quase nada a oferecer aos seus eleitores, políticos de diferentes partidos preferem a chamada pauta positiva. Também é por isso que o governo Temer não conseguiu avançar nos votos para a reforma da Previdência, além da incompetência na comunicação. 

O debate sobre a reforma tributária é outro que não vai prosperar. O Planalto continua a campanha em busca de apoio. É difícil que obtenha sucesso. E isso nada tem a ver com a resistência da oposição, que aproveita para anabolizar antigas bandeiras. Apesar da ampla distribuição de cargos e emendas, Michel Temer não tem votos dentro da sua base aliada, que volta a Brasília preocupada com a própria sobrevivência.

Partidos de oposição preparam ato para amanhã, na Câmara, contra a reforma da Previdência. Com o apoio de centrais sindicais e movimentos sociais, bancadas vão anunciar obstrução dos trabalhos em plenário. Líder do PT, Paulo Pimenta (RS) adianta que os parlamentares aproveitarão para fazer discursos em defesa do ex-presidente Lula.

Presidente do PR no Estado, o deputado Giovani Cherini afirmou à coluna que espera contar com o ex-prefeito José Fortunati para a vaga de vice em uma chapa ao Piratini. Fortunati tem dito que pretende concorrer ao Senado e que ainda não definiu o destino político.

Os ministérios do Trabalho e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio estão há mais de um mês sem titulares no comando. Alguém notou alguma diferença?

O presidente da Federação dos Municípios (Famurs), Salmo Dias de Oliveira (PP), está pedindo votos de deputados estaduais a favor da aprovação do plano de recuperação fiscal. As negociações do governo do Estado com o Ministério da Fazenda só avançarão se houver o aval da Assembleia.

Colaborou Silvana Pires - CAROLINA BAHIA