quarta-feira, 18 de março de 2026

Eduardo Leite não descarta ficar no Piratini se não concorrer ao Planalto

Governador Eduardo Leite foi questionado diversas vezes sobre seu futuro político, tanto na coletiva de imprensa quanto no debate após a palestra na Federasul

Governador Eduardo Leite foi questionado diversas vezes sobre seu futuro político, tanto na coletiva de imprensa quanto no debate após a palestra na Federasul

Tânia Meinerz/JC

Cláudio Isaías
Cláudio IsaíasRepórterCaso não venha a ser escolhido pelo PSD como pré-candidato à presidência da República, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, não descarta a possibilidade de permanecer no Palácio Piratini até o fim do mandato.
Se renunciar nas próximas semanas e não disputar o Planalto, Leite também admitiu a possibilidade de concorrer ao Senado e até a vice-presidente da República. "Concorrer ao Senado é uma possibilidade. Permanecer é uma possibilidade, sair e não concorrer a nada é uma outra possibilidade. Concorrer a presidente é uma possibilidade e concorrer a vice-presidente é outra possibilidade. Todas as possibilidades são abertas na verdade", disse Leite, em entrevista coletiva na Federasul, antes de palestrar na reunião-almoço Tá na Mesa, nesta quarta-feira, 18 de março.
Leite disse que o jogo está sendo jogado. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, definiu o dia 31 de março como a data limite para anunciar o pré-candidato à presidência da República pelo partido. Ratinho Jr (governador do Paraná), Ronaldo Caiado (governador de Goiás) e Eduardo Leite estão na disputa.
Sobre a disputa interna com os pré-candidatos, Ratinho Jr. e Ronaldo Caiado, Leite disse que a discussão está num processo interno do partido. "Essa decisão deve ser amadurecida até a próxima semana. A partir do momento que se encaminhar é que vamos tomar as definições. Todos que acompanham a minha vida pública sabem que sou movido por propósitos e por projetos", afirmou.

Governador do RS reitera que Gabriel Souza é o seu candidato à sucessão

O governador do Rio Grande disse ainda, durante a entrevista coletiva, que nunca se motivou pela disputa de cargos públicos. "Eu podia ter concorrido à reeleição como prefeito em Pelotas, não concorri. Nas eleições passadas, eu me apresentei para um projeto nacional, inclusive renunciei ao mandato me colocando à disposição", recordou Eduardo Leite.
O chefe do Piratini disse estar absolutamente tranquilo em relação à decisão do PSD. "Vou identificar na hora certa como vai ser a minha participação para garantir aos gaúchos que tudo aquilo que a gente está fazendo aqui no Estado seja consolidado e entregue para a sociedade até o final do governo", acrescentou. Leite disse que aposta no pré-candidato Gabriel Souza (MDB), seu vice-governador, para a continuidade das ações do governo estadual no Rio Grande do Sul.
O governador disse que também está disposto a contribuir com o PSD para um projeto nacional. "Eu me disponho a liderar o partido em um projeto nacional. Se eu não for o líder nacional, eu vou buscar dar a minha contribuição para que o candidato que for definido pelo partido possa ter a chance de romper com essa polarização (PT e PL)", destaca. Conforme o governador, o jogo no PSD ainda está sendo jogado e ele imagina que até a próxima semana possa ter definições sobre a disputa interna no partido.
Sobre a possibilidade do deputado estadual Ernani Polo (PP) ingressar no PSD para compor a chapa de Gabriel como vice, Leite disse que o ex-secretário do Desenvolvimento Econômico é uma pessoa muito bem articulada e verdadeiramente interessada em entregar o melhor para o Rio Grande do Sul."Sou muito grato ao trabalho que ele fez no governo e respeito muito os Progressistas. Lamento que eles se associem a um projeto que se opõe a muitas coisas que nós fizemos", acrescenta, em referência ao encaminhamento da aliança do PP com o PL, que lançará o deputado federal Luciano Zucco (PL) ao Piratini.
Para Leite, a decisão de Polo é pessoal. "Se ele decidir trocar de partido ele será muito bem-vindo ao PSD. Entendemos que ele tem a cara, a identidade e a forma de fazer política que o PSD busca imprimir na política gaúcha", ressaltou.
Leite informou também que no sábado (21) o PSD fará novas filiações no Estado. "O PSD vai se consolidando como um dos grandes partidos do Rio Grande do Sul. Já avançamos para o terceiro maior número de prefeituras no Estado."
O governador se diz confiante de que o partido terá uma das maiores bancadas na Assembleia Legislativa e uma representação forte na Câmara dos Deputados, em Brasília. 

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