Eduardo Leite não descarta ficar no Piratini se não concorrer ao Planalto

Cláudio IsaíasRepórterCaso não venha a ser escolhido pelo PSD como pré-candidato à presidência da República, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, não descarta a possibilidade de permanecer no Palácio Piratini até o fim do mandato.
Se renunciar nas próximas semanas e não disputar o Planalto, Leite também admitiu a possibilidade de concorrer ao Senado e até a vice-presidente da República. "Concorrer ao Senado é uma possibilidade. Permanecer é uma possibilidade, sair e não concorrer a nada é uma outra possibilidade. Concorrer a presidente é uma possibilidade e concorrer a vice-presidente é outra possibilidade. Todas as possibilidades são abertas na verdade", disse Leite, em entrevista coletiva na Federasul, antes de palestrar na reunião-almoço Tá na Mesa, nesta quarta-feira, 18 de março.
Leite disse que o jogo está sendo jogado. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, definiu o dia 31 de março como a data limite para anunciar o pré-candidato à presidência da República pelo partido. Ratinho Jr (governador do Paraná), Ronaldo Caiado (governador de Goiás) e Eduardo Leite estão na disputa.
Sobre a disputa interna com os pré-candidatos, Ratinho Jr. e Ronaldo Caiado, Leite disse que a discussão está num processo interno do partido. "Essa decisão deve ser amadurecida até a próxima semana. A partir do momento que se encaminhar é que vamos tomar as definições. Todos que acompanham a minha vida pública sabem que sou movido por propósitos e por projetos", afirmou.
Governador do RS reitera que Gabriel Souza é o seu candidato à sucessão
O governador do Rio Grande disse ainda, durante a entrevista coletiva, que nunca se motivou pela disputa de cargos públicos. "Eu podia ter concorrido à reeleição como prefeito em Pelotas, não concorri. Nas eleições passadas, eu me apresentei para um projeto nacional, inclusive renunciei ao mandato me colocando à disposição", recordou Eduardo Leite.
O chefe do Piratini disse estar absolutamente tranquilo em relação à decisão do PSD. "Vou identificar na hora certa como vai ser a minha participação para garantir aos gaúchos que tudo aquilo que a gente está fazendo aqui no Estado seja consolidado e entregue para a sociedade até o final do governo", acrescentou. Leite disse que aposta no pré-candidato Gabriel Souza (MDB), seu vice-governador, para a continuidade das ações do governo estadual no Rio Grande do Sul.
O governador disse que também está disposto a contribuir com o PSD para um projeto nacional. "Eu me disponho a liderar o partido em um projeto nacional. Se eu não for o líder nacional, eu vou buscar dar a minha contribuição para que o candidato que for definido pelo partido possa ter a chance de romper com essa polarização (PT e PL)", destaca. Conforme o governador, o jogo no PSD ainda está sendo jogado e ele imagina que até a próxima semana possa ter definições sobre a disputa interna no partido.
Sobre a possibilidade do deputado estadual Ernani Polo (PP) ingressar no PSD para compor a chapa de Gabriel como vice, Leite disse que o ex-secretário do Desenvolvimento Econômico é uma pessoa muito bem articulada e verdadeiramente interessada em entregar o melhor para o Rio Grande do Sul."Sou muito grato ao trabalho que ele fez no governo e respeito muito os Progressistas. Lamento que eles se associem a um projeto que se opõe a muitas coisas que nós fizemos", acrescenta, em referência ao encaminhamento da aliança do PP com o PL, que lançará o deputado federal Luciano Zucco (PL) ao Piratini.
Para Leite, a decisão de Polo é pessoal. "Se ele decidir trocar de partido ele será muito bem-vindo ao PSD. Entendemos que ele tem a cara, a identidade e a forma de fazer política que o PSD busca imprimir na política gaúcha", ressaltou.
Leite informou também que no sábado (21) o PSD fará novas filiações no Estado. "O PSD vai se consolidando como um dos grandes partidos do Rio Grande do Sul. Já avançamos para o terceiro maior número de prefeituras no Estado."
O governador se diz confiante de que o partido terá uma das maiores bancadas na Assembleia Legislativa e uma representação forte na Câmara dos Deputados, em Brasília.

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