quinta-feira, 28 de maio de 2026

Construção civil impulsiona o desenvolvimento em Passo Fundo

Entre 2018 e 2025, mais de 15 mil unidades habitacionais foram criadas no município do Norte gaúcho

Entre 2018 e 2025, mais de 15 mil unidades habitacionais foram criadas no município do Norte gaúcho

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Marlusa Marques
Marlusa MarquesDe Passo Fundo, especial para o Cidades
A cidade de Passo Fundo, no Norte gaúcho, tem se apresentado como um local de oportunidade no Rio Grande do Sul. Reconhecida por bons indicadores em saúde e educação, a cidade conta ainda com a cadeia do agronegócio fortalecida e a procura constante pela instalação de novas indústrias. Tudo isso implica na chegada de novos moradores na cidade e fortalece um outro setor, o da construção civil, que segue cada vez mais aquecido.
De loteamentos populares a condomínios de alto padrão, Passo Fundo figura como a segunda cidade que mais cresce nesse setor, ficando atrás apenas de Porto Alegre. De 2018 a 2025, foram emitidos 154 alvarás de construção para edificações multifamiliares. Essas obras somam uma área total de quase 1,2 milhão de metros quadrados construídos e correspondem a 15.329 unidades disponibilizadas para comercialização no mercado imobiliário, conforme dados da prefeitura local. Dentro desse mesmo período, o município recebeu 16 novos loteamentos, com a criação de 2.222 lotes.
Esses empreendimentos contribuíram para a ampliação da oferta de áreas destinadas à ocupação urbana e para a expansão imobiliária local. Atualmente, encontram-se em análise nas secretarias municipais 12 novos projetos de loteamento, que somam potencial de implantação de mais 1.584 lotes, sujeitos à aprovação dos processos em tramitação. Há ainda uma perspectiva de expansão no que diz respeito à construção de condomínios horizontais no município. Atualmente a Secretaria de Obras conta com 10 projetos de condomínios horizontais em tramitação, que poderão resultar em novos empreendimentos após análise técnica e emissão das licenças obrigatórias.
Já no que diz respeito a construções verticais, até o momento há 28 processos de edificações multifamiliares em análise, o que corresponde à expectativa de que esses lançamentos ocorram até o fim deste ano, somados às 106 construções multifamiliares que já estão em andamento. 
Conforme o secretário municipal de Obras de Passo Fundo, Rubens Astolfi, o setor da construção civil se mantém em expansão e favorece o setor imobiliário local. "Os dados mostram que, desde 2018, houve uma constante no crescimento do setor no que diz respeito à quantidade de aprovações de projetos e à ampliação do metro quadrado no município. A procura atual pela aprovação de projetos segue semelhante aos anos anteriores, o que quer dizer que o setor se mantém consolidado graças a essa ampliação ano após ano", diz ele. O movimento constante entre procura e oferta de novas construções dá visibilidade aos espaços localizados principalmente no entorno da região central, como é o caso dos bairros Vila Rodrigues, Vila Fátima, Boqueirão e Petrópolis.
Por conta do adensamento populacional, a infraestrutura de Passo Fundo sofre algumas consequências. A principal delas está relacionada ao trânsito, já que o movimento de veículos altera a dinâmica de circulação nos espaços onde existe uma maior concentração de obras. Uma das alternativas encontradas para coibir esse agravamento é a presença do Relatório de Impacto de Vizinhança (RIV) no Plano Diretor municipal, uma obrigação prevista por lei que assegura o estudo dos impactos das novas obras em relação às construções já existentes em seu entorno. Todo empreendimento acima de cinco mil metros quadrados precisa passar por esse estudo, capaz de mapear quantos veículos vão circular por dia em média na região em que a obra está sendo executada e os horários de maior concentração desses veículos, a fim de que essas movimentações possam ser sincronizadas com as necessidades do restante da cidade. 
Caso seja identificado algum problema, as equipes municipais propõem alterações e sugerem novas alternativas no projeto em análise para garantir que o impacto no trânsito seja menor. "Existem muitos casos em que os servidores precisam propor alguma alteração nos projetos em análise, um trabalho realizado em conjunto com o Departamento de Mobilidade Urbana, criado em 2025. Esse mapeamento fornece recursos que mostram os locais com mais expansão na cidade e consequentemente, quais os pontos exigem mais atenção em termos de mobilidade urbana", pontua o secretário. O RIV prevê ainda a obrigatoriedade de que o novo empreendimento forneça água tratada, coleta e tratamento de efluentes. Passo Fundo conta com 60% da rede de saneamento básico em operação.  
Rubens lembra também que Passo Fundo passa ainda por um momento de revisão do Plano Diretor, coordenado pela Secretaria de Planejamento, que visa uma expansão ainda maior da área urbana e a oferta de novos espaços de empreendimento e de convivência para as pessoas que escolhem a cidade para morar ou investir. Para atender a esse desenvolvimento que a cidade passa, com o aquecimento em novos empreendimentos a Coleurb, uma das empresas responsáveis pelo transporte público da cidade, passa por um processo de licitação com o objetivo de incluir novas rotas ou atualizar as já existentes com base no crescimento populacional. 
 

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