Governo do RS investiu R$ 5,79 bilhões em 2025, quase 9% da receita líquida
"Em qualquer área, esse governo apresenta números substancialmente melhores que todos os governos que nos antecederam na história recente do Rio Grande do Sul. Podem não gostar do governador e tentar apresentar outras narrativas. Aliás, ‘narrativa’ é a palavra de ordem. Mas, com os números, não dá para brigar. Eles são cristalinos nos avanços que tivemos no Estado", avaliou Leite no início da sua explanação.

Evolução da Receita Corrente Líquida (RCL) do Rio Grande do SulJC
As estatísticas foram apresentadas em um conjunto de slides projetados para uma plateia composta por líderes empresariais e políticos. De um modo geral, as imagens traziam uma comparação da situação atual das contas públicas com o primeiro ano da gestão Eduardo Leite (2019).
Quanto aos investimentos, Eduardo Leite disse que, em 2019, o Estado conseguia empregar apenas 2,3% da Receita Corrente Líquida (RCL) em obras de investimentos. Em 2025, o Piratini empenhou 8,9% da RCL em melhorias de áreas estratégicas no Rio Grande do Sul. As principais áreas com investimentos foram as estradas, portos e saúde.
Quanto aos investimentos privados, Eduardo Leite citou os números levantados pelo Anuário de Investimentos do RS do Jornal do Comércio. Entre 2021 e 2025, a média anual de investimentos anunciados e realizados foi superior R$ 80 bilhões.
Pra exemplificar as dificuldades enfrentadas no início da gestão, Leite lembrou que, quando assumiu o Palácio Piratini, o Rio Grande do Sul tinha conseguido uma liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu o pagamento da dívida do Estado com a União – que totalizou R$ 112,4 bilhões em 2024.
“Mesmo assim, o Estado não conseguiu pagar o salário dos servidores em dia por 57 meses”, Leite recapitulou o cenário vivido em 2019.
Naquele ano, o Estado empregava cerca de 78,3% da Receita Corrente Líquida (RCL) com o funcionalismo público. Após uma reforma administrativa retirar uma série de direitos dos servidores públicos – como licenças-prêmio, aumentos salariais a cada quinquênio e progressões de carreira – o governo diminuiu o gasto com essa rubrica. A apresentação de Leite destacou que, em 2025, o Estado destinou 63,2% da RCL para pagar pessoal.
Além disso, o Piratini alocava 30,3% da RCL na Previdência por conta do déficit no sistema previdenciário, que acumulava uma dívida de mais de R$ 12 bilhões. No ano passado, destinou 15,6% da RCL para a previdência e, mesmo assim, a dívida previdenciária teria diminuído para cerca de R$ 10 bilhões.

Proporção do orçamento destinado para investimentosJC
Segundo o governador, a melhoria nas contas previdenciárias foi resultado da Reforma da Previdência aprovada ainda em 2019. Foi um dos projetos mais polêmicos da gestão Leite, uma vez que aumentou a alíquota para muitos servidores e estendeu o tempo de contribuição para se aposentar.
Se, por um lado, houve contenção de gastos; por outro, houve medidas para estimular o crescimento econômico. A principal medida foi a redução da carga tributária estadual. A tarifa básica do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) diminuiu de 18% para 17%. Além disso, o Diferencial de Alíquota (Difal) – um acréscimo de 6% no imposto de algumas áreas – foi extinto.

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