Docile inicia novo ciclo de investimentos para aumentar eficiência da fábrica
Eduardo TorresRepórterFinalizado o significativo investimento de R$ 100 milhões, que permitirá à fabricante de doces, Docile, em Lajeado, aumentar em 50% a sua capacidade produtiva, a empresa líder brasileira em exportações do setor agora inicia um novo ciclo de investimentos que prevê o desembolso de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. O objetivo agora, aponta o presidente da empresa, Ricardo Heineck, é garantir o crescimento da produção com o máximo de eficiência possível.
"Nossas atenções, em investimentos, agora estarão voltadas especialmente para melhorias de equipamentos, desenvolvimento de produtos e melhorias em embalagens", diz o executivo.
Segundo ele, haverá a ampliação de cinco mil metros quadrados de área construída no município do Vale do Taquari a serem ocupados com a área de armazenagem, deslocada de outro espaço, que agora será ocupado pela produção, com a instalação dos novos equipamentos que estão em fase de instalação e, aí sim, permitirão à Docile chegar a uma capacidade de 300 toneladas produzidas por dia.
Entre as ações previstas para este novo ciclo, aponta Heineck, está a avaliação de todo o portfólio de produtos da Docile. Hoje, são 180 itens no Brasil e 400 no mercado externo. Mas isso não significa deixar de inovar.
"Na feira supermercadista de São Paulo em maio, por exemplo, teremos um produto inédito no Brasil. Uma das nossas principais estratégias para seguirmos crescendo no mercado é nos diferenciarmos. Desde o aroma, a textura, a embalagem. Sempre trabalhamos para gerar experiências novas ao consumidor", garante o presidente.
Neste ano, a Docile já lançou ao mercado, por exemplo, as chamadas "tortinhas", que reproduzem sabores de sobremesas clássicas em balas de gelatina. Conforme o levantamento Nielsen, a Docile garantiu um crescimento de 19,3% em 2025. Resultado, segundo Heineck, do trabalho intenso nos últimos anos para consolidação da marca e presença em canais de venda mais modernos. Agora, segundo ele, o plano é estar mais presente nos pontos de venda do País.
A Docile representa hoje 11,6% do mercado brasileiro de doces. Em dois anos, a meta é chegar a uma fatia de 15% deste mercado.
Na liderança das exportações
No ano passado, mesmo com o tarifaço dos Estados Unidos, a Docile manteve a liderança como principal exportadora brasileira do setor. As vendas para o mercado externo representam 35% do faturamento da empresa.
"Durante o tarifaço, saltamos de uma taxa de 5,6% no mercado dos Estados Unidos para 55,6%, foi muito pesado, mas conseguimos negociar e manter clientes por lá, inclusive com volumes de venda semelhantes. Nossa dificuldade é a competição com países que não tinham sobretaxa. Agora, voltamos para 15,6%, com perspectiva ainda de ir a 20,6% de taxa. É um patamar de igualdade com outros países, exceto o México", explica Ricardo Heineck, que agora também tem atenção voltada ao avanço do acordo entre União Europeia e Mercosul.
A Docile tem boa participação no mercado da Inglaterra, que está fora da União Europeia, onde a marca gaúcha ainda está em fase inicial das relações de vendas.
"É um mercado de nicho ainda, para produtos de baixos índices de corantes, de aromas artificiais e com ingredientes sem modificações genéticas. É um trabalho que temos desenvolvido há dois anos. Não acredito que, com o acordo, essa característica e rigor nos produtos vá mudar. Nós, da Docile, estamos prontos para produzir este produto diferenciado", afirma.
FICHA TÉCNICA
Investimento: R$ 50 milhões
Estágio: Em execução até 2027
Empresa: Docile
Cidade: Lajeado
Área: Indústria
Investimento em 2025: R$ 100 milhões
Estágio: Em execução até 2027
Empresa: Docile
Cidade: Lajeado
Área: Indústria
Investimento em 2025: R$ 100 milhões


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