sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Jaime Cimenti

Dezoito ensaios sobre obras essenciais da Filosofia

Mesmo depois de milênios de estudos, ciência, espiritualidade e tudo mais, ainda não sabemos ao certo de onde viemos, quem somos e para onde vamos. Talvez o verdadeiro e o melhor sobre essas questões eternas seja isso mesmo, os mistérios permanentes, as perguntas sucessivas e a vida brotando igual e diferente todos os dias.

O portal da filosofia- volume dois (WMF Martins Fontes, 240 páginas, R$ 38,50, tradução de Rita de Cássia Machado e Karina Jannini) do professor, escritor e publicitário freelancer Robert Zimmer, que atualmente mora em Berlim, oferece aos leitores uma visão sobre dezoito obras essenciais do pensamento filosófico.

De Metafísica, de Aristóteles, até Contra o método, do francês Paul Feyerabend, passando pela Suma Teológica, de Tomás de Aquino, O livro sobre Deus e o Mundo de Baruch, de Espinosa, Fenomenologia do espírito, de Wilhelm Friedrich Hegel, Sobre a liberdade, de John Stuart Mill, e O ser e o nada, de Jean Paul Sartre, os ensaios da obra, em linguagem consistente e acessível, oferecem aos leitores neófitos e aos experientes uma visão geral sobre os grandes pensadores e, ao mesmo tempo, permite interessantes percepções das individualidades.

Desde o nascimento da filosofia ocidental na antiga Grécia até as inquietações de filósofos dos anos 1960 e 1970 e, depois, chegando aos pós-modernistas e outros, as questões da filosofia, do homem, do Estado, de Deus e tantas outras vitais foram objeto de estudo e reflexão por parte de grandes pensadores. E seguem sendo. Os ensaios da obra de Robert Zimmer podem ser lidos de modo independente, assim como os 16 ensaios do volume primeiro. Quem preferir, pode aproveitar a visão geral das partes do grande “edifício da Filosofia”.


Aliás, é bom lembrar que o “edifício” volta e meia passa por remodelações, mas é essencial conhecer e analisar seus alicerces. Sem os alicerces, a construção inteira, erguida ao longo dos séculos, viria abaixo e aí começaríamos do zero. É isso. A lição maior dessa obra é justamente a de que é melhor ficar longe de certos modismos e de certo exibicionismo pseudoerudito.