sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

"Deixas-me o corpo em guerra..



"Deixas-me o corpo em guerra e não sei se quero chegar a alguma reconciliação. Gosto do prazer assim, inteiro. Mais pragmático que romântico. 

Já percebeste que sou pouco púdica! Não gosto de sensações amordaçadas nem intimidades contidas! Gosto de te morar e que te demores em mim, assim… sem zonas delimitadas ou espaços por ocupar.

Adoro a nossa linguagem!.. A língua a tratar o corpo por tu principalmente! O olhar perfeito e sem sotaque da boca a morder um orgasmo a chegar…queres falar? Fazer amor é ceder o corpo ao toque, mergulhar no outro e explodir por dentro.  E tu meu amor?! – Queres fingir ou desmoronar o teu corpo em mim?

-Vem! Estou aqui, Como se agora fosse para sempre e o amanhã uma eternidade para chegar. Tranca a porta e perde a chave! Assim ninguém vai desertar ou delirar para lá das paredes. 

(...) Se não me queres como heroína, deixa-me apenas ser quem sou… uma vilã inquieta e desobediente. Não te defendas nem resistas, porque o prazer para o ser quer-se forte, feroz e sem extinção. Entre o grito e a vertigem,… o desassossego primeiro e depois a alucinação!

Podemos começar? – ou preferes palavras bonitas para ficar a olhar? Despe-te de cerimónias, desnuda-te … Anda, vamos fazer asneiras! Não te rendas. O sexo é uma guerra onde quero tudo menos paz!"


∞ T. Mendes ∞